
Sob gestão de Gustavo Brigagão, CESA amplia atuação e busca avanços concretos para sociedades de advogados no Brasil
Entidade intensifica participação institucional, acompanha questões tributárias e judiciais e coloca inteligência artificial, gestão, diversidade e liderança feminina entre as prioridades para o futuro da advocacia
Da Redação – São Paulo TV Broadcasting
O Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (CESA) vem ampliando sua presença nas principais discussões que envolvem o exercício e, especialmente, a organização da advocacia empresarial brasileira. Sob a presidência nacional do advogado e tributarista Gustavo Brigagão, a entidade tem procurado transformar conhecimento jurídico em atuação institucional capaz de produzir resultados concretos para as sociedades de advogados.

A proposta da atual gestão passa justamente por aproximar o CESA dos grandes centros de decisão. A própria entidade define entre suas atribuições a representação das sociedades de advogados nas discussões de pautas relevantes perante o Judiciário, o Executivo e o Legislativo, buscando fazer com que o conhecimento produzido pelos seus integrantes tenha efeitos práticos.
Esse posicionamento ganha importância em um momento de profundas transformações para a advocacia brasileira.
Defesa dos interesses das sociedades de advogados
Uma das frentes que demonstram a atuação institucional do CESA está no campo tributário.
No primeiro semestre de 2026, o Comitê Tributário da entidade registrou uma série de providências relacionadas a discussões judiciais relevantes, incluindo acompanhamento e atuação envolvendo as ADIs 7.917, 7.936, 7.944, 7.954 e 7.982, além de mandados de segurança e manifestações relacionadas ao Tema 1.255 do Supremo Tribunal Federal.
A quantidade de temas acompanhados demonstra uma entidade que procura atuar diretamente nas questões capazes de produzir consequências para as sociedades de advocacia.
Essa atuação vem de um trabalho que também apresentou resultados importantes nos últimos anos. Em 2025, por exemplo, o CESA destacou a regulamentação pela Receita Federal da exclusão de PIS/Cofins sobre determinados repasses entre sociedades de advogados parceiras, tema de grande interesse para a organização tributária do setor.
Reforma Tributária no centro das preocupações
A Reforma Tributária também passou a ocupar posição estratégica.
Em abril de 2026, o CESA promoveu reunião de associadas dedicada especificamente ao impacto das reformas tributárias nas sociedades de advogados.
O assunto é particularmente relevante porque a transformação do sistema tributário brasileiro não afeta somente grandes empresas e consumidores. Escritórios e sociedades de advogados também precisarão adaptar estruturas administrativas, financeiras, contratuais e tributárias à nova realidade.
Ao colocar o assunto no centro das discussões, o CESA procura antecipar problemas e preparar a advocacia para as mudanças que estão chegando.
Inteligência Artificial e o futuro dos escritórios
Outro ponto de destaque da gestão é a atenção dedicada à tecnologia.
Em junho, uma das reuniões de associadas tratou de “IA e o futuro da advocacia – Como a IA redefine a lucratividade e a responsabilidade das sociedades de advogados”.
O debate demonstra uma mudança importante na própria maneira de enxergar a administração dos escritórios.
A Inteligência Artificial deixou de ser apenas uma discussão tecnológica. Ela passou a envolver produtividade, custos, responsabilidade profissional, proteção de dados, relacionamento com clientes e o próprio modelo econômico das sociedades de advogados.
Em setembro, o calendário do CESA prevê ainda reunião conjunta dos comitês de Administração e Ética Profissional (CADEP) e de Direito Digital, Privacidade, Segurança da Informação e Inteligência Artificial, reforçando que inovação e responsabilidade profissional caminham juntas na agenda da instituição.
Aprimoramento do Judiciário
A relação entre advocacia e Poder Judiciário também está entre as prioridades.
Logo no início das atividades de 2026, em março, o CESA promoveu reunião de associadas tendo como pauta “Propostas para o aprimoramento do Judiciário”.
É uma discussão que interessa diretamente ao cidadão e às empresas. Um Judiciário mais eficiente, previsível e tecnologicamente preparado significa maior segurança jurídica, redução de custos e melhores condições para o exercício profissional da advocacia.
Nesse aspecto, o CESA assume uma posição que ultrapassa a defesa corporativa: utiliza a experiência acumulada pelas sociedades de advogados para contribuir com propostas relacionadas ao funcionamento do sistema de Justiça.
Gestão dos escritórios também entrou na pauta
A transformação da advocacia não ocorre apenas nos tribunais.
Os escritórios enfrentam hoje desafios semelhantes aos de grandes organizações: governança, sucessão, tecnologia, formação de lideranças, retenção de talentos e convivência entre diferentes gerações.
Em agosto, uma das reuniões de associadas teve justamente como tema “Convivência entre Gerações na Advocacia: Desafios, Aprendizados e Oportunidades”.
A discussão é estratégica para sociedades tradicionais que precisam preparar novas lideranças sem perder experiência e memória institucional.
O CESA mantém ainda iniciativas voltadas às boas práticas de administração, como o Prêmio Lumen, criado para reconhecer práticas de gestão de escritórios e ações de responsabilidade social.
Mulheres ocupando mais espaços de liderança
A valorização das mulheres dentro das estruturas jurídicas também ganhou espaço.
Nesta segunda-feira, 31 de agosto, o calendário da entidade registra a 3ª edição da Mentoria de Liderança Feminina.
O CESA mantém também o Selo CESA – Equidade de Gênero, iniciativa destinada a estimular projetos de inclusão, estabelecer metas de evolução e ampliar a valorização das mulheres tanto nas áreas jurídicas quanto administrativas das sociedades de advogados.
A edição 2026 do programa integra o conjunto de iniciativas atualmente destacadas pela instituição.
Inclusão racial e formação de novos talentos
Outro projeto de alcance nacional é o Incluir Direito, voltado ao aumento da participação de profissionais negros no mercado jurídico.
Em 2026, a iniciativa mantém editais relacionados a importantes universidades brasileiras, entre elas USP, PUC-SP, Mackenzie, UERJ, UFRJ e UFMG.
A proposta procura enfrentar uma questão estrutural do mercado jurídico: ampliar oportunidades para que jovens talentos tenham acesso às grandes sociedades de advocacia.
CESA amplia presença nacional
Outro aspecto importante é a capilaridade.
O calendário de 2026 demonstra intensa atividade das seccionais, com encontros em diferentes regiões do país. Para setembro, por exemplo, estão previstas reuniões em Pernambuco, Centro-Oeste, Bahia e Paraíba, além das reuniões nacionais de associadas.
Essa presença regional permite que problemas enfrentados por escritórios fora do eixo tradicional dos grandes centros também cheguem ao debate nacional.
Uma advocacia preparada para o futuro
O conjunto dessas iniciativas mostra uma transformação na agenda das entidades representativas da advocacia.
Tributação, Inteligência Artificial, eficiência do Judiciário, governança dos escritórios, novas gerações, liderança feminina, inclusão racial e relações institucionais passaram a fazer parte de uma mesma discussão: como preparar as sociedades de advogados brasileiras para uma realidade jurídica e empresarial cada vez mais complexa.
Na gestão de Gustavo Brigagão, o CESA vem procurando ocupar justamente esse espaço.
Mais do que promover debates jurídicos, a entidade busca transformar a experiência e o conhecimento de suas sociedades associadas em propostas e ações capazes de melhorar o ambiente profissional da advocacia.
É uma atuação especialmente relevante porque fortalecer as instituições da advocacia também significa fortalecer a segurança jurídica, o Estado de Direito e a própria capacidade da sociedade brasileira de solucionar conflitos dentro das instituições.
Fonte: informações institucionais e agenda pública do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (CESA).
