
Sob a presidência de Ricardo Teixeira, Câmara de São Paulo mantém tradição do Troféu Capital Mundial da Gastronomia em sua 28ª edição
Premiação criada em 1997 reconhece o jornalismo especializado, valoriza chefs e ajuda a projetar a diversidade gastronômica paulistana; inscrições para a edição de 2026 seguem até 4 de setembro
Da Redação – São Paulo TV Broadcasting
A Câmara Municipal de São Paulo, presidida pelo vereador Ricardo Teixeira (União Brasil), mantém em 2026 uma das mais tradicionais premiações institucionais ligadas à gastronomia e à comunicação da capital: o Troféu São Paulo: Capital Mundial da Gastronomia.
A premiação chega à sua 28ª edição consolidada como uma iniciativa que ultrapassa os limites do próprio setor gastronômico. Ao reconhecer reportagens, fotografias, produções audiovisuais, publicações especializadas e trabalhos acadêmicos, o Legislativo paulistano contribui para preservar e divulgar uma atividade que faz parte da identidade cultural, econômica e turística de São Paulo.

As inscrições para a edição de 2026 permanecem abertas até 4 de setembro. Podem participar trabalhos relacionados à gastronomia paulistana divulgados entre 5 de setembro de 2025 e 4 de setembro de 2026. O regulamento prevê 14 categorias, abrangendo diferentes formatos de comunicação.
Uma tradição que nasceu há quase três décadas
A história do Troféu está diretamente relacionada à conquista, por São Paulo, do reconhecimento como Capital Mundial da Gastronomia.
O movimento começou em 1995, quando a Associação Brasileira das Entidades e Empresas de Gastronomia, Hospedagem e Turismo (Abresi), em parceria com a Câmara Municipal, criou um grupo de trabalho para desenvolver uma estratégia de valorização internacional da gastronomia paulistana.
Posteriormente, uma comissão composta por representantes oficiais de 40 países e dez entidades internacionais analisou a diversidade gastronômica existente em diferentes grandes cidades. Naquele período, o levantamento identificou cozinhas de 43 países representadas em São Paulo. Dados históricos da Câmara apontam que esse número posteriormente chegou a 51.
Em 1997, durante congresso promovido pela Abresi, São Paulo recebeu o título de Capital Mundial da Gastronomia ao lado de importantes metrópoles internacionais, como Nova York, Tóquio, Roma, Madri, Lisboa, Cidade do México e Buenos Aires, enquanto Paris foi considerada hors-concours. Segundo o registro histórico da Câmara, entre as cidades reconhecidas, São Paulo se destacou pelo número de cozinhas internacionais representadas.
Foi nesse contexto que nasceu o Troféu.
A premiação foi instituída pelo Decreto Legislativo nº 81, de 22 de agosto de 1997, a partir de iniciativa dos então vereadores Aldaíza Sposati, Aurélio Nomura, Miguel Colasuonno, Antonio Goulart e Mohamad Said Mourad. Posteriormente, a regulamentação foi atualizada pelo Decreto Legislativo nº 16/2002 e por novas alterações legislativas.
Desde então, o Parlamento paulistano passou a reconhecer os profissionais que ajudam a contar, registrar e divulgar a história da gastronomia de São Paulo.
Da televisão e do jornal às novas mídias
A evolução das categorias do Troféu também acompanha as transformações ocorridas no jornalismo e na comunicação ao longo das últimas décadas.
Se originalmente jornais, revistas, rádio e televisão tinham papel predominante, atualmente a premiação contempla também produções desenvolvidas para a internet e outros formatos digitais.
Em 2026, entre as categorias estão reportagens publicadas em jornais e revistas, produções para rádio e televisão, reportagem escrita para internet e reportagem em vídeo para plataformas digitais, além de outras modalidades previstas no regulamento.
Essa ampliação ajuda a explicar a longevidade do Troféu: a premiação preservou sua tradição, mas acompanhou a transformação dos meios pelos quais a gastronomia é apresentada ao público.
Salva de Prata aos vencedores
Os trabalhos são submetidos a avaliação e os vencedores recebem reconhecimento oficial da Câmara Municipal.
A principal distinção é a tradicional Salva de Prata, acompanhada de placas de homenagem aos melhores trabalhos. A comissão avaliadora também pode reconhecer até três destaques entre chefs de cozinha relacionados ou não aos conteúdos inscritos.
Os vencedores ganham ainda espaço nos meios de comunicação institucionais da Câmara, incluindo televisão, portal, rádio web e redes sociais.
Na prática, o Troféu cria uma ponte entre gastronomia, jornalismo, turismo, cultura e economia, reconhecendo quem ajuda a apresentar São Paulo para os próprios paulistanos, para o Brasil e para visitantes estrangeiros.
Uma premiação que também conta a história de São Paulo
A importância da iniciativa pode ser observada nas edições anteriores.
Em novembro de 2024, por exemplo, o Salão Nobre do Palácio Anchieta recebeu a cerimônia da 27ª edição. Naquela ocasião, foram homenageados profissionais de diferentes áreas da comunicação e também personalidades ligadas diretamente à gastronomia.
Entre os destaques reconhecidos naquela edição esteve o chef Rodrigo Oliveira, responsável pelo tradicional Mocotó, restaurante cuja história começou em 1973 na Vila Medeiros, Zona Norte da capital.
Ao longo de sua trajetória, portanto, o Troféu tornou-se também uma espécie de memória da transformação gastronômica da cidade.
Gastronomia como patrimônio econômico e cultural
A continuidade da premiação durante a atual presidência de Ricardo Teixeira reforça uma característica importante da Câmara Municipal: além da atividade legislativa e fiscalizadora, o Parlamento mantém iniciativas institucionais destinadas a reconhecer setores e personagens que ajudam a construir a identidade da maior cidade brasileira.
Ricardo Teixeira exerce atualmente a presidência da Câmara Municipal de São Paulo. Em agendas recentes do Legislativo, o parlamentar também tem participado de iniciativas relacionadas à preservação das tradições paulistanas, como as comemorações dos 470 anos da Mooca e a homenagem pelos 60 anos da Pizzaria São Pedro, tradicional estabelecimento do bairro.
A gastronomia ocupa posição especial nessa identidade.
São Paulo construiu ao longo de décadas uma culinária formada pela combinação das tradições trazidas pelas diferentes comunidades de imigrantes, pela cozinha brasileira de diversas regiões e pela produção contemporânea desenvolvida por chefs e empreendedores.
Italianos, japoneses, portugueses, espanhóis, árabes e comunidades de dezenas de outras nacionalidades contribuíram para formar uma cidade onde é possível encontrar diferentes culturas representadas à mesa.
Ao mesmo tempo, a culinária nordestina, mineira, amazônica, caiçara e de outras regiões brasileiras tornou-se parte inseparável do cotidiano paulistano.
Câmara preserva uma tradição iniciada em 1997
Ao chegar à 28ª edição, o Troféu São Paulo: Capital Mundial da Gastronomia demonstra a capacidade de uma política institucional atravessar diferentes legislaturas e administrações da Câmara.
Sob a presidência de Ricardo Teixeira, o Legislativo paulistano dá continuidade em 2026 a essa tradição iniciada há quase três décadas.
Mais do que entregar uma premiação, a iniciativa reconhece profissionais que ajudam a documentar um dos principais patrimônios culturais de São Paulo.
Em uma metrópole construída por diferentes povos, culturas e sotaques, a gastronomia tornou-se uma linguagem comum — e também uma poderosa ferramenta para movimentar turismo, empreendedorismo, empregos e a economia da cidade.
Edição 2026
A 28ª edição do Troféu São Paulo: Capital Mundial da Gastronomia recebe inscrições até 4 de setembro de 2026. Os trabalhos devem abordar a gastronomia paulistana e observar as regras estabelecidas no regulamento oficial da Câmara Municipal.
A página oficial da premiação reúne o regulamento e as orientações para participação.
Troféu São Paulo: Capital Mundial da Gastronomia 2026 – Câmara Municipal de São Paulo
