
TJSP dá razão à Prefeitura: Ricardo Nunes celebra decisão que coloca a vida acima dos interesses econômicos no transporte por motocicletas
Da Redação
A Prefeitura de São Paulo, liderada pelo prefeito Ricardo Nunes, comemorou a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que suspendeu a determinação para o credenciamento imediato de empresas de transporte remunerado de passageiros por motocicletas na capital. Para a administração municipal, a medida representa uma importante vitória da política pública de proteção à vida e da segurança viária.

Ao acolher o recurso apresentado pela Procuradoria Geral do Município, o desembargador Dimas Borelli Thomaz Júnior ressaltou que interesses econômicos não podem, em hipótese alguma, se sobrepor ao direito fundamental à vida e à segurança pública no trânsito. Com isso, ficou suspensa a obrigação de credenciamento da empresa Uber para operar o serviço até o julgamento definitivo do recurso.
A decisão reforça uma posição que vem sendo defendida pela Prefeitura desde o início das discussões sobre o tema: qualquer modalidade de transporte que envolva riscos elevados deve ser analisada com base em critérios técnicos, estudos de impacto e medidas efetivas de proteção aos cidadãos.
Uma realidade conhecida por quem vive sobre duas rodas
Quem já pilotou uma motocicleta conhece bem a responsabilidade e os riscos que esse meio de transporte impõe. A moto proporciona agilidade e economia, mas também deixa condutor e passageiro muito mais vulneráveis diante de qualquer colisão ou queda.
Os próprios motociclistas profissionais, que diariamente enfrentam o intenso trânsito da capital paulista, costumam afirmar que praticamente todos possuem alguma história de acidente, queda ou situação de extremo perigo. Muitos carregam sequelas físicas permanentes e conhecem colegas que perderam a vida durante o trabalho.
Um exemplo frequentemente lembrado é o do saudoso Jô Soares, que durante muitos anos foi apaixonado por motocicletas. Após sofrer um grave acidente, o apresentador passou a relatar publicamente que havia aprendido a lição e abandonou o hábito de pilotar, reconhecendo os riscos inerentes à condução de motos.

Números reforçam a preocupação da Prefeitura
A preocupação da gestão municipal é sustentada por dados alarmantes.
Segundo a Prefeitura de São Paulo, 475 motociclistas morreram no trânsito da capital durante 2025. Apenas no primeiro semestre de 2026, outras 283 mortes já haviam sido registradas.
Além dos óbitos, milhares de acidentes envolvendo motocicletas são contabilizados todos os anos, provocando fraturas graves, traumatismos cranianos, lesões na coluna e outras sequelas permanentes que impactam não apenas as vítimas, mas também suas famílias e todo o sistema público de saúde.
Esses números reforçam o entendimento da administração municipal de que qualquer ampliação desse modal de transporte deve ser precedida por criteriosa avaliação técnica, regulamentação adequada e garantias efetivas de segurança.

São Paulo possui ampla oferta de transporte coletivo
Outro argumento apresentado pela Prefeitura é que São Paulo dispõe de uma das maiores estruturas de mobilidade urbana da América Latina.
A cidade oferece uma extensa rede de ônibus municipais, corredores exclusivos, linhas de metrô e trens metropolitanos, que diariamente transportam milhões de passageiros. Para a administração municipal, essa ampla oferta permite que o debate sobre novas modalidades de transporte seja conduzido com responsabilidade, sem abrir mão da proteção da vida.
Defesa da vida acima dos interesses econômicos
Ao celebrar a decisão do TJSP, o prefeito Ricardo Nunes reafirma o compromisso de sua gestão com a preservação da vida. A Prefeitura sustenta que inovação e desenvolvimento econômico são importantes, mas não podem prevalecer quando existem evidências concretas de elevado risco à população.
Esse entendimento também recebeu apoio de entidades representativas dos trabalhadores, como a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Federação Brasileira Interestadual dos Trabalhadores Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Moto-Taxistas (FEBRAMOTO) e o SindimotoSP, que manifestaram preocupação com a ampliação do transporte remunerado de passageiros por motocicletas sem uma regulamentação que assegure condições adequadas de segurança.
Com a decisão do Tribunal de Justiça, permanece suspensa a obrigatoriedade de credenciamento das empresas até o julgamento definitivo do recurso.
Para a Prefeitura de São Paulo, a decisão representa mais do que uma vitória jurídica. É o reconhecimento de que o dever do poder público é proteger vidas e adotar políticas que priorizem a segurança da população. Na avaliação da administração municipal, quando o assunto é trânsito, a maior conquista sempre será salvar vidas.
