
Linguagem de amor
*José Renato Nalini
Os plantios semanais da SECLIMA, com a indispensável participação comunitária, têm contado com estupenda parceria da Igreja de Deus, Sociedade Missionária Mundial. Sua juventude é idealista, entusiasta e amiga das causas mais nobres. Por exemplo, a participação na Campanha Comemorativa do Dia do Amor e da Paz da Mãe e do dia Internacional da Tolerância da ONU.
Divulga-se aquele “currículo oculto” das primeiras mestras, as mães, responsáveis pelas “palavras mágicas”: muito obrigado, sinto muito, perdão, desculpe, eu te amo. Aprende-se com as mães e deve ser compartilhado no convívio
A Igreja de Deus surgiu na Coreia em 1964, apoia a felicidade da família, compartilha amor ao próximo, promove solidariedade e paz global. Ela administra grupos voluntários especializados como o Voluntariado Universitário, conhecido como ASEZ, o Voluntariado dos Jovens Trabalhadores – ASEZ WAO e o Voluntariado de Estudantes – ASEZ-Star, para que a juventude, em todas as fases, cultive valores e vivencie um caráter ético. Isso contribuirá para a formação de uma comunidade global iluminada e esperançosa.
O nome ASEZ resulta das primeiras letras do “Sate the Earth from A to Z”, ou “Salvemos a Terra de A a Z”. Os estudantes têm condição de mudar o mundo do início ao fim. E as mudanças climáticas estão no radar desses moços bem-intencionados, joviais, vivendo em coesa e sadia alegria.
Sua visão sonha com o estabelecimento de uma sociedade segura, sustentável, resiliente e feliz. Para isso, utiliza-se de uma estratégia que leva em conta o conhecimento, a prática e o estabelecimento de parcerias.
Em resposta às mudanças climáticas, desenvolvem os movimentos de AGC, que visa conservar os ecossistemas terrestres, ABC, que tem por objetivo a preservação dos ecossistemas marinhos, e a Escola Livre de Carbono, educação de resposta às emergências causadas pela insensatez humana, ao abusar dos combustíveis fósseis.
Seria muito bom que outras Igrejas, confissões religiosas ou não-religiosas também se vinculassem a essa causa da qual ninguém está liberado, mesmo porque todos sujeitos às consequências do desastre provocado pelo bicho-homem, neste frágil e sofrido planeta.
*José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.

