
ITACI: referência no tratamento infantil e a luta contra o Linfoma de Burkitt, marcada pela força de uma mãe
Especial para São Paulo Tv
A Leucemia/Linfoma de Burkitt é uma das formas mais agressivas de câncer infantojuvenil. Rápida, silenciosa e muitas vezes confundida com outras doenças no início, ela exige atenção imediata, diagnóstico precoce e tratamento intensivo. Ao mesmo tempo, revela histórias de luta que vão além da medicina — histórias humanas, profundas, marcadas pela coragem de famílias que enfrentam o inimaginável.

O linfoma de Burkitt é um tipo de câncer do sistema linfático que atinge os linfócitos B e se caracteriza por seu crescimento extremamente acelerado. Apesar da agressividade, há um fator decisivo: quando diagnosticado precocemente e tratado de forma adequada, as chances de cura são significativas.
Os sintomas podem surgir rapidamente: inchaço de gânglios, febre persistente, perda de peso, sudorese noturna, dores abdominais e até deformações na região da face ou mandíbula. É uma doença que evolui em dias — e por isso exige resposta imediata.
O tratamento é intenso, baseado principalmente em quimioterapia, e requer acompanhamento contínuo de equipes especializadas. Mas há um elemento que não aparece nos protocolos médicos e que, ainda assim, faz toda a diferença: o apoio emocional.
ITACI: ciência, estrutura e acolhimento
Em São Paulo, o ITACI – Instituto de Tratamento do Câncer Infantil é uma referência nacional no tratamento de crianças e adolescentes com câncer. Ligado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o instituto oferece atendimento completo em onco-hematologia pediátrica, reunindo uma equipe multidisciplinar preparada não apenas para tratar a doença, mas para cuidar das famílias.
O ITACI representa um modelo de medicina que compreende que o tratamento vai além do físico — ele envolve acolhimento, escuta e suporte emocional em todas as etapas da jornada.
A força que sustenta a luta: o protagonismo de uma mãe
É nesse cenário que surge a figura que muitas vezes sustenta toda essa batalha: a mãe.
A empresária Nathalia Freitas (Instagram) se tornou um símbolo silencioso dessa luta. Acompanhando o tratamento do filho diagnosticado com linfoma de Burkitt, ela representa milhares de mulheres brasileiras que transformam dor em resistência diária.

Sua rotina não é apenas de acompanhamento médico — é de vigília emocional, de força constante diante do medo, de reconstrução da esperança a cada dia.
Em uma síntese que traduz não apenas sua vivência, mas um entendimento que ganha espaço na medicina moderna, Nathalia afirma:
“A alegria não cura sozinha, mas fortalece. Ela ajuda o corpo a reagir, melhora a forma como enfrentamos o tratamento e transforma o medo em coragem para seguir lutando.”

A fala revela algo que a ciência já começa a consolidar: o estado emocional influencia diretamente o enfrentamento da doença. Emoções positivas podem contribuir para o fortalecimento do sistema imunológico, melhorar a adesão ao tratamento e reduzir os impactos físicos e psicológicos do câncer.
Mais do que isso, a postura emocional redefine a jornada. Não substitui a medicina — mas transforma o caminho.
Um alerta que salva vidas
O linfoma de Burkitt é agressivo, mas tratável. A informação é a primeira linha de defesa. O diagnóstico precoce salva vidas.
Mas há uma segunda força, muitas vezes invisível, que sustenta essa luta: o amor.
E, nesse cenário, mães como Nathalia não são apenas acompanhantes do tratamento.
Elas são parte essencial da cura.
