
Índices de roubos a residências apresentam queda na administração Tarcísio de Freitas
Da redação da São Paulo com informações da Agência SP
Os índices de combate à criminalidade no Estado de São Paulo apresentam melhora em vários aspectos. As quedas são reflexos do investimento e das políticas implantadas na área de segurança de públicas durante a administração do governador Tarcísio de Freitas.

Roubos
Os roubos a residências, por exemplo, apresentaram queda expressiva na capital paulista e na Grande São Paulo.
Dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) mostram que, nos dois primeiros meses de 2026, as autoridades policiais registraram 84 casos, uma queda de 35,3% na comparação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 130 casos.
Furtos
Os furtos a residências também apresentaram recuo relevante na região, passando de 1.308 para 935 ocorrências no comparativo, uma diminuição de 28,5%.
No estado de São Paulo, a tendência de queda se mantém:
- Furtos caíram 26,5%, de 6.213 para 4.564
- Roubos recuaram 28,5%, de 379 para 271
Trabalho policial integrado
A queda nos números oficiais é atribuída à intensificação das ações integradas entre as polícias Civil e Militar, com foco tanto na prisão de autores quanto na desarticulação das cadeias de receptação.
O delegado Fábio Sandrin, da 4ª Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), explica que o combate a esse tipo de crime ocorre em duas frentes.
“As ações são intensificadas tanto na identificação e prisão dos autores quanto no rastreamento dos criminosos envolvidos na receptação dos produtos roubados. A partir das investigações, conseguimos mapear o modus operandi, identificar reincidências, veículos utilizados e, assim, chegar a toda a rede criminosa”, explicou.
O delegado diz ainda que a análise de dados extraídos de celulares apreendidos tem papel fundamental no avanço das investigações.
“As prisões e apreensões de celulares alavancam muito o trabalho policial, pois permitem identificar outros envolvidos. Muitas vezes não conseguimos prender toda a quadrilha de imediato, mas desarticulamos grande parte dela, que vai perdendo força até atingirmos todos os integrantes”, afirmou.
Atuação da PM
O trabalho desenvolvido pela Polícia Militar também tem sido determinante para coibir crimes em andamento.
O coronel Alexandre Vilariço, comandante do Comando de Policiamento da Capital, destacou que o atendimento ágil às ocorrências faz a diferença.
“A Polícia Militar atua de forma imediata assim que é acionada, intensificando o patrulhamento e ampliando a presença em áreas estratégicas. Essa resposta rápida, aliada ao trabalho investigativo da Polícia Civil, tem impacto direto na redução dos índices”, disse.
E esta agilidade pode ser vista em ocorrências recentes, como a registrada no dia 5 de março, quando cinco homens foram presos em flagrante por tentativa de furto a uma residência no bairro do Tatuapé, na zona leste da capital.
Operação da Polícia Civil
No final de março, a Polícia Civil deflagrou a Operação Refúgio Violado, que resultou na prisão de integrantes de uma quadrilha especializada em roubos a residências, com atuação no interior paulista.
O trabalho contínuo de investigação tem permitido não apenas a elucidação dos crimes, mas também a recuperação de bens e a apreensão de armas utilizadas pelos criminosos.
“Todas as ocorrências têm seu impacto, mas aquelas com grande quantidade de apreensões e objetos recuperados chamam atenção e demonstram a efetividade do trabalho policial”, enaltece o delegado Fábio Sandrin.
Quadrilha presa
No dia 8 de março, durante diligência realizada pela Polícia Civil, três integrantes de uma quadrilha especializada em roubos a residências na capital paulista foram presos.
A ação foi realizada pelos policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Paraisópolis, na zona sul, e em Embu das Artes, na Grande São Paulo.
Segundo as investigações da 4ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), os suspeitos integram o grupo criminoso liderado por um homem conhecido como Minotauro, apontado como um dos principais autores de roubos a casas na cidade. Minotauro já havia sido preso pelos agentes do Deic em setembro do ano passado.
Os detidos exerciam funções estratégicas na organização, como fornecimento de armas, receptação de joias e monitoramento dos imóveis alvos.
Os investigadores apreenderam veículos, dinheiro em espécie, relógios, celulares e outros objetos, além de uma pistola com numeração suprimida e munições.
Desde a prisão do líder, as investigações foram intensificadas, resultando na identificação e captura de outros integrantes do núcleo operacional da quadrilha.
