
Governo Tarcísio de Freitas investe em medidas para auxiliar mulheres vítimas de violência
Da redação da São Paulo Tv com informações do Agência SP
O número de pedidos de medidas protetivas ajuizadas no estado de São Paulo em favor de mulheres vítimas de violência subiu 22,3% nos primeiros seis meses de 2025, na comparação com 2024, segundo informação da Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Segundo a SSP, a cidade de São Paulo registrou em dez meses o maior número de feminicídios desde 2015, quando o crime foi tipificado em lei federal.
O crime de feminicídio, tipificado pela Lei 13.104/2015, é o assassinato de mulheres em contexto de violência doméstica ou de gênero.

SP ao lado da mulher
E para combater este tipo de crime, o governo de São Paulo vem investindo na ampliação da capacidade de atendimento das vítimas de violência doméstica.
O objetivo dessa rede é garantir que a mulher agredida tenha apoio policial imediato, a qualquer hora do dia ou da noite.
Entre os serviços que se destacam estão:
- As salas da Delegacia de Defesa da Mulher (DDMs 24h)
- O aplicativo SP Mulher Segura, que tem o botão de pânico, e a criação da Cabine Lilás, formada por policiais militares femininas com treinamento especial para casos de violência doméstica.
São 170 salas DDMs 24h em todo estado, que se somam a 142 Delegacias da Mulher — 18 delas com atendimento 24h (8 na região metropolitana e 10 no interior).
No site do programa SP por Todas, do Governo estadual, é possível conferir a lista das delegacias 24h.
Quem preferir, pode acessar também a DDM online para registrar ocorrência de violência doméstica.
O aplicativo SP Mulher Segura também é um serviço que pode ser acessado a qualquer horário.
Nele, a mulher pode registrar o boletim de ocorrência, documento imprescindível para que a polícia possa agir.
O app possui o botão do pânico para mulheres que estão sob medida protetiva. Ao acioná-lo, uma viatura será deslocada imediatamente para a localização da vítima de agressão.
O aplicativo também reúne links úteis sobre acolhimento e outros serviços disponíveis em diferentes municípios.
Entre eles, estão os sites da Defensoria Pública, do Ministério Público e da Secretaria de Políticas para a Mulher do Estado de São Paulo.
O serviço da Cabine Lilás possui um time especializado de policiais femininas prontas para o atendimento de ocorrências e suporte às vítimas em caso de violência. Elas são acionadas quando a vítima liga para o Copom (190).
Além de acionar o socorro em caso de emergência, a vítima pode receber orientações sobre os direitos dela e redes de apoio, como assistência jurídica gratuita, pensão alimentícia, guarda dos filhos, abrigos disponíveis, auxílio-aluguel e atendimento à saúde.
21 dias por elas
O governo de São Paulo deu início em novembro ao movimento “SP Por Todas: 21 Dias por Elas” , promovendo serviços e ações de conscientização para prevenir e combater a violência contra as mulheres ao longo de 21 dias seguidos.
A programação faz parte dos “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, iniciativa da ONU Mulheres. No Brasil, a mobilização vai até o Dia Internacional dos Direitos Humanos (10/12).
São Paulo por Todas
O Governo de São Paulo lançou o movimento São Paulo por Todas com objetivo de ampliar a visibilidade das políticas públicas do estado para mulheres, bem como a rede de proteção, acolhimento, saúde, carreira e autonomia financeira exclusivamente disponíveis para elas.
Tipíficação do crime
O crescimento, traduzido em número, é a parte transparente da violência contra a mulher, que nas últimas semanas foi registrada por câmeras em plena rua pública.
Segundo a SSP, a cidade de São Paulo registrou em dez meses o maior número de feminicídios desde 2015, quando o crime foi tipificado em lei federal.
O crime de feminicídio, tipificado pela Lei 13.104/2015, é o assassinato de mulheres em contexto de violência doméstica ou de gênero.
Casos de repercussão
No sábado, 29, 29, Taynara Santos, de 31 anos, teve as pernas amputadas após ser atropelada e arrastada por um quilômetro na Marginal Tietê.
A defesa da vítima – e um amigo do agressor – afirmam que o rapaz cometeu o crime de forma intencional com o objetivo de matar a mulher.
E na segunda, 1°, Evelyn de Souza Saraiva, de 38 anos, foi baleada seis vezes por seu ex-companheiro enquanto ela trabalhava na zona norte de São Paulo.
