
Fabulosas Formigas de Embaúba
*José Renato Nalini
A maior cidade brasileira tem complexidades, mas também ostenta motivos de justificado orgulho para os paulistanos. Experiências que mudam o cenário do município, evidência de que existe sensibilidade em relação ao mais grave problema que o planeta enfrenta: as emergências climáticas, fruto de inconsequência humana ao continuar a emitir gases venenosos causadores do efeito-estufa.
Uma dessas benéficas atuações em favor da resiliência é o programa da entidade formada por jovens e chamada “Formigas de Embaúba”. A embaúba é uma árvore nativa da Mata Atlântica e seu nome foi utilizado para batizar o grupo liderado por Rafael Ribeiro e que já plantou mais de trinta mil árvores nativas em São Paulo.
As “Formigas” fazem mini ou micro florestas em escolas. A árvore, diz sempre o cientista José Goldemberg, outra das glórias paulistanas, é a melhor tecnologia para reduzir a temperatura, para reequilibrar o regime das chuvas, para prestar serviços ecossistêmicos essenciais à subsistência de qualquer espécie de vida sobre a Terra.
Estive na visita técnica do PNUMA, da ONU, ao CEU de Paraisópolis, onde após três anos, as árvores formam um espaço agradável, com sombra e inúmeras espécies do nosso bioma. O melhor é que o plantio foi feito com a participação do alunado, que vai se sensibilizando com a urgência de uma consciência ecológica em escala e vai mundo seus hábitos, convertendo-se à causa da salvação da humanidade neste maltratado planeta.
Como seria bom que outros grupos fizessem algo semelhante. São Paulo precisa de milhões de novas árvores. A gestão Ricardo Nunes plantou, de 2021 a 2026, quase meio milhão delas. Mas precisamos de mais! Você se anima a plantar também?
*José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.

