
ENTREVISTA EXCLUSIVA — AURÉLIO NOMURA (PSD) – SÃO PAULO TV BROADCASTINGSÉRIE ESPECIAL — OS NOVOS REPRESENTANTES DE SÃO PAULO
Uma trajetória de experiência, compromisso com São Paulo e valorização da comunidade nipo-brasileira
Por Beatriz Ciglioni e Bene Corrêa
São Paulo TV Broadcasting
A São Paulo TV Broadcasting inicia uma série especial de entrevistas com os representantes que deverão integrar a nova composição da Câmara Municipal de São Paulo em 2027.
E temos a satisfação de iniciar essa série com um amigo de longa data da nossa emissora: o advogado e ex-vereador Aurélio Nomura, atualmente filiado ao PSD, uma personalidade de reconhecida trajetória na vida pública paulistana e na representação da comunidade nipo-brasileira.
Aurélio Nomura é também um amigo da casa. Ao longo dos anos, participou de diversos programas da São Paulo TV Broadcasting e esteve presente em nossos estúdios em diferentes ocasiões, sempre demonstrando cordialidade, atenção e disponibilidade para compartilhar seus conhecimentos e experiências com nossos telespectadores.
Filho do ex-deputado estadual e federal Diogo Nomura, construiu sua própria trajetória no serviço público, sendo eleito vereador por sete mandatos e exercendo diferentes funções de responsabilidade na Câmara Municipal de São Paulo.

Entre elas estão a liderança do governo municipal, em 2017, a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, a participação na Mesa Diretora e a atuação em comissões relacionadas ao desenvolvimento urbano e ao meio ambiente.
Segundo seu histórico parlamentar, apresentou 690 projetos de lei, dos quais 239 se transformaram em leis. Entre as iniciativas associadas à sua atuação estão a criação do Parque Augusta, programas de conservação e uso racional da água e medidas de melhoria da qualidade de vida dos paulistanos.
Sua experiência também inclui atividades no Governo do Estado de São Paulo, especialmente nas áreas de ciência, tecnologia e desenvolvimento econômico, com participação na implantação da Fatec AE Carvalho, na zona leste da capital.
A ligação de Aurélio Nomura com a comunidade japonesa merece destaque especial. Sua trajetória contribuiu para aproximar a cultura nipo-brasileira das instituições públicas, incluindo sua participação nas relações de cidades-irmãs entre São Paulo e Osaka, no Japão.
Agora, com a perspectiva de retornar à Câmara Municipal em 2027, Aurélio Nomura poderá iniciar uma nova etapa de sua trajetória pública, reunindo experiência legislativa, conhecimento da administração municipal e compromisso com o desenvolvimento da cidade.
É com alegria e respeito que a São Paulo TV Broadcasting o convida a participar da primeira entrevista desta série especial.
ENTREVISTA — VEREADOR AURÉLIO NOMURA
- Uma nova etapa na vida pública
Aurélio, depois de sete mandatos e de uma extensa trajetória de serviços prestados à cidade, o senhor se prepara para uma nova etapa na Câmara Municipal. O que representa pessoalmente esse retorno e quais serão suas primeiras prioridades em 2027?
Antes de mais nada, agradeço a oportunidade a mim concedida pela São Paulo TV Broadcasting de iniciar essa importante série especial de entrevistas com os representantes que integrarão a nova composição da Câmara Municipal de São Paulo em 2027.
Para mim é uma felicidade muito grande voltar a esta Casa e contribuir com minha experiência de sete mandatos.
Retornar à Câmara Municipal representa, para mim, a oportunidade de dar continuidade a uma história de dedicação a São Paulo e aos seus cidadãos. Ao longo da minha trajetória aprendi que a vida pública exige responsabilidade, diálogo, capacidade de trabalho e, acima de tudo, sensibilidade para compreender as necessidades das pessoas.
Chego a essa nova etapa com a experiência de quem conhece profundamente a cidade, mas também com a disposição de continuar buscando soluções para os desafios que ainda temos pela frente.

Entre minhas prioridades estão a melhoria dos serviços de saúde, a revitalização do centro, que tem sido uma das bandeiras do prefeito Ricardo Nunes; a criação do Parque Linear do Córrego do Ipiranga e a implantação de Centros de Idosos, com espaços de convivência, atividades e atenção às necessidades da população da Melhor Idade. Também pretendo acompanhar de perto as questões de mobilidade urbana, incluindo o Complexo Viário Sena Madureira, na zona Sul. Vale lembrar que fui o autor do requerimento que convocou Audiência Pública na Comissão de Política Urbana para discutir a retomada do projeto, que estava paralisada.
Enfim, quero contribuir para uma São Paulo mais humana, organizada, sustentável e com oportunidades para todos.
- Experiência e renovação
O senhor conhece profundamente o funcionamento da Câmara Municipal, tendo exercido funções importantes, como a liderança do governo e a presidência da Comissão de Constituição e Justiça. Como pretende utilizar essa experiência para contribuir com os novos desafios de São Paulo?
Tive a honra de exercer funções que me deram uma visão completa da Casa: fui líder do governo em 2017, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Câmara, e integrei a Mesa Diretora em diferentes oportunidades. Essa experiência me ensinou que não basta apresentar bons projetos, é preciso saber construir o caminho para que eles sejam aprovados. É saber dialogar, ouvir, respeitar o contraditório e buscar o consenso em torno do que é melhor para São Paulo.
Os desafios de hoje são novos – tecnologia, sustentabilidade, mobilidade, zeladoria – mas a forma de enfrentá-los continua sendo com muito trabalho, responsabilidade técnica e capacidade de articulação. Quero colocar toda essa experiência acumulada a serviço da cidade, para ajudar a Câmara a ser mais ágil, mais técnica e ainda mais próxima do paulistano.
Apresentei 690 projetos, 239 viraram leis, como a lei que criou o Parque Augusta e a que trouxe a Fatec para a zona leste. Essa é a experiência que quero continuar usando para transformar ideias em conquistas reais para a população.
- Desenvolvimento da cidade
São Paulo é uma das maiores metrópoles do mundo e possui grandes oportunidades de crescimento. Quais projetos e iniciativas o senhor considera prioritários para melhorar a qualidade de vida dos paulistanos nos próximos anos?
São Paulo tem uma enorme capacidade de desenvolvimento, mas precisamos fazer com que esse crescimento se traduza em qualidade de vida para quem mora, trabalha e circula pela cidade.
Minha atuação estará concentrada em algumas frentes fundamentais. Uma delas é a saúde, porque o cidadão precisa conseguir atendimento com dignidade, agilidade e qualidade. Também considero fundamental a recuperação dos espaços urbanos, especialmente do Centro, que tem um patrimônio histórico, cultural e econômico extraordinário e precisa voltar a atrair moradores, investimentos, comércio e atividades culturais.

E aqui devemos parabenizar o prefeito Ricardo Nunes que tão bem tem conduzido a questão da valorização e revitalização do Centro de São Paulo por meio de um programa de investimentos de R$ 1 bilhão focado no resgate de imóveis ociosos e na renovação urbana através de ações como o Requalifica Centro e Subsídio a Fundos Perdidos, além de programas como o Projeto de Intervenção Urbana e Parcerias e Infraestrutura.
Também considero fundamental avançar nas soluções de mobilidade, sempre avaliando seus impactos e benefícios para a população. Reforço que apoio o Complexo Viário Sena Madureira, na zona Sul, por entender que as intervenções de infraestrutura devem ser discutidas com seriedade e contribuir para melhorar os deslocamentos e a organização do trânsito.
Outro projeto importante é o Boulevard Liberdade, do qual sou idealizador. Ele representa uma oportunidade de valorizar ainda mais a identidade cultural da cidade, fortalecer o turismo e estimular a economia local.
Além disso, quero defender a ampliação das áreas verdes, a criação do Parque Linear do Córrego do Ipiranga e iniciativas voltadas ao envelhecimento digno. O desenvolvimento que defendo é aquele que combina infraestrutura, sustentabilidade, geração de oportunidades e cuidado com as pessoas.
- Meio ambiente e sustentabilidade
Sua trajetória inclui iniciativas relacionadas à preservação ambiental, ao uso racional da água e à criação de espaços verdes, como o Parque Augusta. Que novas propostas o senhor gostaria de desenvolver para tornar São Paulo uma cidade cada vez mais sustentável e acolhedora?
A sustentabilidade precisa deixar de ser apenas um conceito e estar presente no planejamento e no cotidiano da cidade. Fico à vontade para falar sobre esse tema porque a questão ambiental sempre teve espaço importante na minha trajetória parlamentar por entender que o desenvolvimento de São Paulo precisa caminhar junto com a preservação dos recursos naturais e a melhoria da qualidade de vida da população.
Durante minha atuação na Câmara Municipal, participei de discussões importantes sobre planejamento urbano e meio ambiente. Presidi a Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente e participei da revisão do Plano Diretor Estratégico, instrumento fundamental para orientar o crescimento da cidade. Também fui coautor de proposta para a criação do Parque Augusta, com foco na preservação de uma área verde e na oferta de espaços de lazer e educação ambiental.
Outra preocupação é o uso responsável da água. Em 2017, apresentei o Projeto de Lei 861, que propunha ampliar medidas de conservação, utilização de fontes alternativas e reúso de água, evitando o desperdício de água potável em atividades nas quais outras fontes podem ser utilizadas.
Mais recentemente, em 2024, apresentei uma proposta para instituir o Programa Ambientes Verdes e Saudáveis na atenção básica da saúde municipal, buscando integrar a proteção ambiental, a participação comunitária e a prevenção dos impactos das mudanças climáticas.
A questão ambiental sempre teve espaço importante na minha trajetória parlamentar, porque entendo que o desenvolvimento de São Paulo precisa caminhar junto com a preservação dos recursos naturais e a melhoria da qualidade de vida da população.
Para os próximos anos, quero dar continuidade a essa agenda, com atenção especial à proposta do Parque Linear do Córrego do Ipiranga. Um projeto dessa natureza pode contribuir para recuperar áreas urbanas, ampliar os espaços de lazer, estimular a preservação ambiental e aproximar a população dos cursos d’água que fazem parte da história de São Paulo. É importante que sua implantação seja planejada com critérios técnicos, ambientais e de participação da comunidade.
Também considero fundamental ampliar a arborização, proteger as áreas verdes existentes, incentivar o uso racional da água e buscar soluções para reduzir alagamentos e enfrentar as ilhas de calor, que afetam especialmente as regiões mais adensadas.
- Educação, tecnologia e oportunidades
O senhor participou de iniciativas importantes para a expansão do ensino tecnológico, incluindo a implantação da Fatec AE Carvalho, na zona leste. Como pretende contribuir para ampliar as oportunidades de formação profissional, inovação e emprego para os jovens paulistanos?
A experiência relacionada à implantação da Fatec AE Carvalho reforçou minha convicção daimportância do ensino tecnológico e profissionalizante para ampliar horizontes e criar caminhos concretos de inserção no mercado. Quero continuar defendendo iniciativas que aproximem escolas, instituições de ensino técnico e superior, empresas e centros de inovação.
Precisamos ampliar o acesso à qualificação em áreas como tecnologia da informação, inteligência artificial, automação, economia digital e outras atividades que estão transformando a economia. Ao mesmo tempo, é essencial garantir que os jovens tenham acesso a estágios, programas de aprendizagem, orientação profissional e oportunidades para desenvolver seus próprios negócios.
Também devemos olhar para aqueles que precisam se requalificar para acompanhar as mudanças no mercado de trabalho.
O poder público tem o papel de criar condições para que o talento não seja desperdiçado por falta de oportunidade. Quero contribuir para que os jovens paulistanos possam estudar, se qualificar, empreender e construir seu futuro sem precisar abandonar seus sonhos por falta de acesso à educação e ao trabalho.
- A comunidade japonesa e a cultura nipo-brasileira
O senhor é uma referência de participação política da comunidade nipo-brasileira e possui uma história familiar ligada à representação dessa comunidade. Como pretende fortalecer ainda mais os laços culturais, educacionais e econômicos entre São Paulo e o Japão, valorizando também a contribuição dos descendentes japoneses para o desenvolvimento da cidade?
Minha ligação com a comunidade nipo-brasileira faz parte da minha história e da minha formação e está no meu DNA. Meu pai, Diogo Nomura, foi uma grande referência na minha vida e na minha formação não só pela sua trajetória política, mas, sobretudo, pelos valores que me transmitiu.
A imigração japonesa deixou uma contribuição extraordinária para São Paulo, não apenas na agricultura e no comércio, mas também na educação, na ciência, na cultura, na gastronomia e em tantas outras áreas. Hoje você vê descendentes de japoneses ocupando os mais altos cargos nos mais diferentes setores da sociedade brasileira.
Essa história precisa ser preservada e, ao mesmo tempo, transmitida às novas gerações. Temos a responsabilidade de manter vivas nossas tradições, valorizar a memória dos imigrantes e reconhecer o trabalho daqueles que ajudaram a construir a cidade que temos hoje.
Uma das atuações que considero muito importantes na minha trajetória foi a defesa de dois importantes patrimônios históricos e culturais da comunidade nipo-brasileira no Parque Ibirapuera: o Pavilhão Japonês e o Memorial em Homenagem aos Imigrantes Pioneiros Falecidos, conhecido como Ireihi.
Quando se discutiu a concessão do parque à iniciativa privada, manifestei minha preocupação com a preservação desses espaços tão significativos para a história de São Paulo e para a memória da imigração japonesa. O Pavilhão Japonês, construído para as comemorações do IV Centenário da cidade, e o Ireihi representam muito mais do que edificações e monumentos: simbolizam a coragem, o trabalho, os sacrifícios e a contribuição de gerações de imigrantes que ajudaram a construir o Brasil.
Na época, atuei para que esses espaços fossem preservados e não fossem incluídos no processo de concessão do parque. No caso do Pavilhão Japonês, esse esforço contribuiu para sua exclusão do edital, garantindo o reconhecimento de sua importância cultural e histórica.
Para mim, defender esse patrimônio é honrar a memória dos nossos antepassados e assegurar que as novas gerações conheçam essa história. São Paulo é uma cidade formada por diferentes povos e culturas, e preservar esses símbolos significa valorizar a diversidade e a identidade paulistan
Como idealizador do projeto Boulevard Liberdade, acredito especialmente na força da cultura como instrumento de valorização urbana, integração social e desenvolvimento econômico. A Liberdade é um símbolo de diversidade e convivência, e seu potencial cultural e turístico pode ser ainda mais fortalecido.
Também considero importante estimular intercâmbios educacionais, cooperação tecnológica, relações empresariais e iniciativas que aproximem instituições brasileiras e japonesas. O Japão tem experiências relevantes em tecnologia, mobilidade, inovação e organização urbana, que podem inspirar debates e parcerias.
Meu objetivo é contribuir para que essa relação histórica continue produzindo oportunidades para São Paulo, preservando suas raízes e abrindo caminhos para o futuro. Valorizar a comunidade nipo-brasileira é também valorizar a diversidade que faz da nossa cidade uma referência para o Brasil e para o mundo.
- Diálogo com a Prefeitura e com o Legislativo
A Câmara Municipal tem papel fundamental na construção de soluções para a população. Como o senhor pretende contribuir para o diálogo institucional com o prefeito Ricardo Nunes, com o presidente da Câmara, Ricardo Teixeira, e com os demais vereadores, buscando iniciativas que beneficiem São Paulo?
Minha experiência na Câmara me ensinou que é possível manter posições firmes e, ao mesmo tempo, construir pontes. Pretendo trabalhar de forma respeitosa com o prefeito Ricardo Nunes, com o presidente da Câmara, Ricardo Teixeira, e com os demais vereadores, buscando convergências em torno dos interesses da cidade.
Apoei ativamente a campanha e a reeleição do prefeito Ricardo Nunes nas eleições municipais e também atuamos em agendas institucionais compartilhadas, como reuniões com representantes diplomáticos e pautas de interesse urbano.
Isso não significa abrir mão da independência do Legislativo. Cabe ao vereador legislar, fiscalizar e cobrar providências do Executivo sempre que necessário. O diálogo deve caminhar junto com a transparência e com o cumprimento das responsabilidades de cada poder.
Em relação ao Ricardo Teixeira, atual presidente da Câmara Municipal de São Paulo, fomos colegas de bancada em gestões anteriores e convivemos por diversos anos no plenário paulistano.
Quero contribuir para que projetos importantes avancem, que os recursos públicos sejam aplicados com eficiência e que as demandas dos bairros recebam a atenção necessária.
Quando houver divergências, pretendo enfrentá-las com argumentos e disposição para negociar. Quando houver boas propostas, independentemente de sua origem partidária, acredito que devemos ter maturidade para apoiá-las.
São Paulo é grande e complexa demais para que os interesses políticos se sobreponham ao interesse público. O que deve nos unir é o compromisso com a população.
- Sua nova etapa no PSD
Depois de uma longa trajetória política, o senhor integra atualmente o Partido Social Democrático (PSD). Quais perspectivas essa nova etapa partidária oferece para a continuidade de seu trabalho e para a construção de projetos voltados ao desenvolvimento da capital?
Vejo no PSD um espaço para contribuir com o debate sobre o futuro da capital, dialogando com diferentes setores da sociedade e buscando convergências em torno de temas como desenvolvimento urbano, mobilidade, saúde, educação, sustentabilidade e geração de oportunidades.
Acredito que os partidos cumprem melhor seu papel quando conseguem transformar princípios e propostas em iniciativas concretas para a sociedade. Por isso, pretendo participar ativamente da construção de projetos consistentes, que considerem as necessidades dos bairros e as particularidades de uma cidade tão diversa como São Paulo.
Minha experiência parlamentar pode contribuir para esse trabalho, especialmente na articulação institucional e na construção de consensos.
Mais importante do que a mudança de legenda é a continuidade do compromisso público. Quero que essa etapa seja marcada pela capacidade de trabalhar em conjunto, apresentar boas propostas e ajudar a construir soluções duradouras para a cidade.
- A importância da comunicação e da proximidade com a população
O senhor sempre manteve uma relação próxima com os veículos de comunicação, inclusive participando de diversos programas da São Paulo TV Broadcasting. Qual é a importância do jornalismo, da comunicação comunitária e do diálogo permanente com os cidadãos para aproximar a Câmara Municipal da população?
A comunicação é essencial para uma democracia saudável. O cidadão precisa saber o que está acontecendo na cidade, quais decisões estão sendo tomadas, como os recursos públicos são utilizados e quais são os resultados das políticas implementadas.
O jornalismo exerce um papel fundamental nesse processo, ao informar, questionar, fiscalizar e dar visibilidade às demandas da sociedade. A comunicação comunitária também é muito importante porque aproxima o debate público da realidade dos bairros, onde os problemas aparecem de maneira concreta e cotidiana.
Minha relação com os veículos de comunicação, inclusive com a São Paulo TV Broadcasting, sempre representou uma oportunidade de dialogar com a população, apresentar propostas e ouvir diferentes opiniões.
Defendo uma comunicação pública transparente, acessível e responsável. O mandato parlamentar precisa prestar contas do trabalho realizado, explicar suas decisões e manter canais permanentes de escuta.
As redes sociais ampliaram as possibilidades de interação, mas não substituem o contato direto com as pessoas. Visitar os bairros, conversar com lideranças comunitárias, ouvir comerciantes, profissionais da saúde, educadores e moradores continua sendo indispensável.
A comunicação não deve servir apenas para divulgar o que o poder público faz. Ela precisa permitir que a população participe, critique, proponha e acompanhe as decisões. Quanto mais informada e ouvida estiver a sociedade, mais forte será nossa democracia.
- Uma mensagem para o futuro de São Paulo
Aurélio, depois de tantos anos de dedicação à vida pública, quais realizações ainda gostaria de concretizar? Que mensagem deseja deixar aos paulistanos, à comunidade nipo-brasileira e às novas gerações que acompanham sua trajetória?
Depois de tantos anos de vida pública, continuo acreditando que sempre há muito a fazer por São Paulo. A experiência nos dá uma compreensão maior dos desafios, mas também renova nossa responsabilidade de buscar soluções e preparar a cidade para as próximas gerações.
Gostaria de contribuir para avanços concretos na saúde pública, para a revitalização do Centro e para a criação de espaços urbanos que ofereçam mais qualidade de vida. Quero trabalhar pela viabilização do Parque Linear do Córrego do Ipiranga, pela implantação de um Centro de Idosos e pelo fortalecimento de iniciativas que promovam o envelhecimento digno, a convivência e a inclusão.
Também quero continuar defendendo projetos que valorizem a identidade paulistana, como o Boulevard Liberdade, e soluções de infraestrutura e mobilidade que atendam às necessidades da população, sempre com planejamento e responsabilidade.
A experiência só tem valor quando está a serviço das pessoas. Minha trajetória me ensinou que nenhuma transformação importante acontece sozinha: precisamos de diálogo, trabalho sério, planejamento e compromisso com o bem comum.
São Paulo é uma cidade de desafios imensos, mas também de possibilidades extraordinárias. Meu desejo é continuar contribuindo para que ela seja mais justa, sustentável, acolhedora e preparada para o futuro. Porque servir à cidade não é apenas uma etapa da vida: é um compromisso que permanece.

