
GRANDES ADVOGADOS DO BRASIL: NATHÁLIA CARMO, A VOZ DE UMA NOVA GERAÇÃO QUE BUSCA TRANSFORMAR A ADVOCACIA
Presidente da Comissão da Jovem Advocacia da OAB-SP, advogada e liderança institucional atua na defesa de prerrogativas, capacitação, acesso ao mercado, modernização da profissão e construção de oportunidades para quem inicia a carreira
Por São Paulo TV Broadcasting por Beatriz Ciglioni e o jornalista Bene Correa
A advocacia brasileira vive uma transformação que não se resume à inteligência artificial, à digitalização dos tribunais ou às novas formas de relacionamento entre advogados e clientes. Existe uma mudança geracional em curso. Milhares de profissionais chegam todos os anos a uma atividade que continua cercada de prestígio e responsabilidade, mas que também apresenta obstáculos concretos para quem precisa construir uma carreira praticamente do zero.
É nesse ambiente que se desenvolve a atuação da advogada Nathália Carmo Silva Santos, presidente da Comissão da Jovem Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB-SP) para a gestão 2025–2027. A própria OAB-SP apresenta como missão da Comissão apoiar e orientar profissionais em início de carreira, oferecendo capacitação, mentorias e oportunidades de relacionamento profissional, além de representar suas demandas por melhores condições de trabalho.

A presidência de Nathália também está formalmente registrada na Portaria nº 38/2025 da OAB-SP encaminhada à São Paulo TV. E sua liderança ganhou dimensão nacional: em maio de 2026, ela presidiu em São Paulo os trabalhos do III Colégio Nacional de Presidentes de Comissões e Conselhos da Jovem Advocacia.
É uma trajetória que justifica sua inclusão na série “Grandes Advogados do Brasil”, da São Paulo TV Broadcasting, não pela quantidade de décadas acumuladas na profissão, mas por outro critério igualmente importante: a capacidade de representar uma geração que está construindo agora o futuro da advocacia.
DA ADVOCACIA À REPRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL
Nathália possui inscrição OAB/SP 416.125, conforme documentação do Conselho Federal da Ordem, e já exercia anteriormente função de conselheira seccional da OAB-SP. Registro de evento jurídico promovido em São Paulo a apresentava como advogada, conselheira seccional e pós-graduanda em Direito e Processo do Trabalho pela Escola Paulista de Direito.
Sua participação institucional, portanto, antecede a atual presidência.
Em 2022, por exemplo, a Subseção da OAB de São Vicente registrou sua atuação como conselheira seccional e destacou sua participação no processo que levou à criação do Núcleo da Escola Superior de Advocacia naquele município. Segundo a entidade, o núcleo foi autorizado naquele ano para ampliar a oferta de cursos de extensão, pós-graduação e atualização jurídica aos profissionais da região.
Esse episódio ajuda a identificar uma característica que depois se tornaria ainda mais evidente em sua atuação: a preocupação com formação profissional e acesso a instrumentos capazes de tornar o advogado mais competitivo.
O DESAFIO DE COMEÇAR
Existe uma diferença importante entre obter a carteira da OAB e conseguir efetivamente construir uma carreira na advocacia.
O jovem profissional precisa aprender Direito, evidentemente. Mas rapidamente descobre que também precisa compreender gestão, tecnologia, relacionamento com clientes, precificação, honorários, posicionamento profissional, marketing jurídico, organização financeira e desenvolvimento de uma rede de contatos.
E precisa fazer tudo isso respeitando limites éticos específicos da profissão.
É justamente nesse espaço que a Comissão presidida por Nathália procura atuar.
A descrição oficial da OAB-SP coloca entre suas atribuições a capacitação, as mentorias, o networking, a representação dos jovens profissionais e a busca de melhorias nas condições de trabalho daqueles que estão nos primeiros anos de exercício da advocacia.
Mas Nathália tem defendido uma visão ainda mais abrangente.
“JOVEM” NÃO SIGNIFICA NECESSARIAMENTE IDADE
Um dos debates mais interessantes conduzidos durante sua gestão surgiu em março de 2026.
Durante reunião do Conselho da Jovem Advocacia da OAB-SP, foi discutida a possibilidade de substituir a própria denominação “Jovem Advocacia” por “Nova Advocacia”.
A razão apresentada por Nathália chama atenção.
Há profissionais que ingressam na advocacia aos 30, 40, 50 anos ou mais. Podem estar começando uma nova profissão, mas não necessariamente se reconhecem na expressão “jovem”.
“Queremos incluir também aqueles que iniciam na advocacia mais tarde e não se identificam com o termo ‘jovem’”, explicou a presidente da Comissão naquela oportunidade.
A discussão parece semântica, mas não é.
Ela toca em uma questão maior: a porta de entrada da advocacia deve ser pensada pelo tempo de profissão, e não exclusivamente pela idade biológica do profissional.
É uma mudança de perspectiva que amplia a inclusão institucional.
UMA RADIOGRAFIA DOS NOVOS ADVOGADOS BRASILEIROS
Para formular políticas, entretanto, é preciso conhecer quem são esses profissionais.
O Conselho Federal da OAB realizou o Censo da Jovem Advocacia, cujo relatório contou com a participação de 9.102 jovens advogados e advogadas, gerando mais de 71 mil respostas aos questionamentos apresentados. Nathália aparece no documento como presidente da Comissão paulista.
O objetivo desse levantamento é permitir que o sistema OAB — Conselhos Seccionais, Escolas Superiores de Advocacia, Caixas de Assistência e demais órgãos — desenvolva políticas mais adequadas às dificuldades reais encontradas no início da profissão.
Esse tipo de diagnóstico é particularmente relevante em uma profissão submetida a transformações aceleradas.
MARKETING JURÍDICO: UMA DAS NOVAS FRONTEIRAS
Uma das principais discussões dessa geração é a presença do advogado nas redes sociais.
Instagram, LinkedIn, YouTube, TikTok e outras plataformas alteraram a forma como profissionais produzem conteúdo, constroem reputação e são encontrados por potenciais clientes.
Mas a advocacia não é uma atividade comercial comum.
Existem regras éticas específicas para sua publicidade.
No I Colégio Nacional da Jovem Advocacia do triênio 2025–2027, realizado em Natal em julho de 2025, Nathália representou a OAB-SP e participou diretamente das discussões sobre a revisão do Provimento 205/2021, que disciplina publicidade e marketing jurídico.
Ela defendeu mudanças que considerem a realidade dos profissionais mais novos, observando que grande parte da jovem advocacia está presente nas redes sociais.
O encontro analisou artigo por artigo da regulamentação e discutiu como conciliar presença digital, capacitação profissional e os limites éticos da advocacia.
Esse debate provavelmente acompanhará a profissão durante muitos anos.
CRÉDITO, GESTÃO E O PRIMEIRO ESCRITÓRIO
O mesmo encontro nacional colocou na mesa outro problema raramente discutido quando se fala na formação jurídica: como financiar o começo de uma carreira?
Entre as propostas debatidas estavam a criação de um programa nacional de fomento com linhas de crédito destinadas a advogados iniciantes e a elaboração de um manual de gestão de sociedades de advogados.
São medidas que tratam a advocacia também como atividade profissional que necessita de estrutura.
Abrir um escritório exige computador, software, certificado digital, espaço físico ou estrutura remota, sistemas jurídicos, serviços contábeis, comunicação e capital de giro.
Para alguém recém-formado, esse investimento pode representar uma barreira considerável.
A discussão sobre crédito, portanto, também é uma discussão sobre democratização das oportunidades dentro da profissão.
HONORÁRIOS E VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL
Outro problema recorrente é o aviltamento dos honorários advocatícios.
O assunto também esteve entre as prioridades discutidas pelos representantes nacionais da jovem advocacia.
Para quem está começando, a pressão pode ser especialmente intensa.
A necessidade de conquistar os primeiros clientes muitas vezes coloca profissionais diante de propostas de remuneração incompatíveis com a responsabilidade técnica assumida.
Defender honorários adequados não significa apenas proteger renda.
Significa defender a própria valorização do trabalho jurídico.
PRERROGATIVAS: O JOVEM ADVOGADO TAMBÉM PRECISA SER RESPEITADO
A proteção das prerrogativas profissionais aparece igualmente entre os eixos da atuação institucional.
Em março de 2026, o Conselho da Jovem Advocacia discutiu formas de enfrentar a subnotificação das violações sofridas por advogados e a possibilidade de integrar novas soluções tecnológicas aos mecanismos de comunicação dessas ocorrências.
Essa é uma questão particularmente sensível para quem está começando.
Experiência profissional não cria prerrogativa.
A carteira recém-entregue ao advogado garante os mesmos direitos profissionais essenciais à defesa de seus clientes.
Por isso, disseminar conhecimento sobre prerrogativas também significa dar segurança a quem ainda está aprendendo a circular pelo sistema de Justiça.
SEGURANÇA PARA QUEM EXERCE A ADVOCACIA
O debate nacional do qual Nathália participou também tratou da criação de um protocolo nacional de segurança para jovens advogados, além da valorização profissional, linguagem simples e outras medidas.
A inclusão da segurança nessa agenda demonstra como a representação da nova advocacia deixou de tratar apenas de congressos e capacitação.
A pauta passou a incorporar problemas cotidianos do exercício profissional.
SÃO PAULO NO CENTRO DO DEBATE NACIONAL
Em maio de 2026, São Paulo recebeu o III Colégio Nacional de Presidentes de Comissões e Conselhos da Jovem Advocacia.
Nathália presidiu os trabalhos que reuniram representantes de praticamente todo o país. A reunião antecedeu o Encontro Nacional da Jovem Advocacia — ENJA 2026, realizado na capital paulista.
A dimensão do encontro mostra como a pauta deixou de ser periférica dentro da estrutura institucional da Ordem.
O tema central do ENJA foi “O futuro da Advocacia e o fortalecimento do acesso à Justiça”, reunindo debates sobre carreira, tecnologia, instituições e transformação profissional.
Pensar o futuro da advocacia é, inevitavelmente, pensar também o futuro da Justiça.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E AS NOVAS POSSIBILIDADES PROFISSIONAIS
Em setembro de 2026, Nathália abriu, ao lado de sua diretoria, a 15ª edição do Congresso Estadual da Jovem Advocacia, realizada em Presidente Prudente.
A programação é um retrato bastante preciso da advocacia que está surgindo.
Foram discutidos Direito do Trabalho, investigação criminal, construção de carreira, marketing jurídico e inteligência artificial, incluindo aplicações de IA de alta performance.
É difícil imaginar uma transformação tecnológica mais relevante para a profissão atualmente.
Ferramentas de inteligência artificial já interferem em pesquisa jurídica, análise documental, elaboração de textos, organização de processos e gestão dos escritórios.
Para os profissionais que entram agora no mercado, saber utilizar essas ferramentas será importante.
Mas saber utilizá-las com responsabilidade, segurança, ética e supervisão humana será ainda mais.
FORMAÇÃO ALÉM DOS CÓDIGOS
A agenda da nova advocacia também inclui competências que tradicionalmente receberam pouca atenção nas faculdades de Direito.
Em programação promovida pela CAASP, Nathália participou de painel dedicado a inteligência emocional, estratégias de carreira, soft skills e redes sociais, ao lado de especialistas e representantes da jovem advocacia de outras seccionais.
A mudança é significativa.
Durante décadas, imaginou-se que o conhecimento jurídico seria praticamente suficiente para construir uma carreira.
Hoje isso já não corresponde à realidade.
Comunicação, relacionamento, liderança, tecnologia, gestão e capacidade de adaptação passaram a integrar o cotidiano do advogado contemporâneo.
PREPARAR QUEM UM DIA CONDUZIRÁ A PRÓPRIA OAB
Existe ainda uma dimensão institucional nesse trabalho.
A jovem advocacia de hoje formará os conselheiros, presidentes de subseções, dirigentes seccionais e lideranças nacionais da Ordem no futuro.
Durante reunião do Conselho em março de 2026, a própria direção da OAB-SP apresentou esse espaço como instrumento de formação de futuras lideranças da instituição.
Isso coloca sobre a presidência da Comissão uma responsabilidade adicional.
Não se trata somente de ajudar alguém a conseguir seus primeiros clientes.
Trata-se também de estimular uma geração a compreender o papel institucional da advocacia na democracia brasileira.
NATHÁLIA CARMO E OS GRANDES ADVOGADOS DO BRASIL
A série “Grandes Advogados do Brasil”, da São Paulo TV Broadcasting, não pretende olhar somente para carreiras já consagradas por quatro ou cinco décadas de atividade.
Uma série que deseja retratar a advocacia brasileira também precisa observar aqueles que estão ajudando a definir como será a profissão nas próximas décadas.
É nesse contexto que se insere Nathália Carmo Silva Santos.
Sua atuação está associada a algumas das questões mais concretas enfrentadas por quem começa: formação, primeiro escritório, honorários, crédito, prerrogativas, marketing jurídico, redes sociais, tecnologia, inteligência artificial, segurança profissional e oportunidades.
Ao mesmo tempo, sua gestão introduz uma discussão importante sobre a própria identidade dessa parcela da profissão: talvez a “jovem advocacia” precise ser compreendida cada vez mais como “nova advocacia”, acolhendo qualquer profissional que esteja iniciando sua trajetória, independentemente da idade.
Presidir a Comissão da Jovem Advocacia da maior seccional da OAB do país significa representar milhares de profissionais que estão dando os primeiros passos em um mercado profundamente diferente daquele encontrado pelas gerações anteriores.
Por sua atuação institucional, pela defesa da formação e valorização dos novos profissionais e pela participação nos debates sobre o futuro da carreira, Nathália Carmo Silva Santos passa a integrar a série “Grandes Advogados do Brasil”, da São Paulo TV Broadcasting.
