
Ricardo Nunes garante US$ 248,3 milhões do BID e acelera expansão dos ônibus elétricos em São Paulo
Financiamento internacional permitirá a aquisição de cerca de 582 ônibus elétricos e novos investimentos em tecnologia, planejamento e infraestrutura para modernizar o transporte coletivo da capital.
A Prefeitura de São Paulo formalizou um financiamento de US$ 248,3 milhões com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para ampliar a eletrificação do transporte coletivo e avançar na redução das emissões de poluentes na capital. A operação fortalece uma das principais frentes da administração do prefeito Ricardo Nunes na área de mobilidade: a substituição gradual dos ônibus movidos a diesel por veículos de matriz energética mais limpa.
O programa prevê recursos para a aquisição de aproximadamente 582 novos ônibus elétricos, além de investimentos destinados à modernização da gestão e do planejamento do sistema municipal de transporte.
Os recursos também poderão financiar ferramentas digitais, estudos técnicos, mecanismos de acompanhamento e ações voltadas à melhoria da eficiência operacional.

São Paulo amplia liderança na eletrificação
A capital paulista já conta com 1.759 ônibus elétricos, consolidando São Paulo como referência nacional na eletrificação do transporte coletivo.
A expansão busca enfrentar dois grandes desafios das metrópoles: melhorar a qualidade do transporte público e reduzir os impactos ambientais provocados pela utilização de combustíveis fósseis.
Para o prefeito Ricardo Nunes, a eletrificação representa uma transformação que vai além da simples substituição dos veículos.
“Temos orgulho dos avanços de São Paulo em sustentabilidade. A eletrificação da frota representa ganho ambiental, melhoria na qualidade do transporte para passageiros e profissionais e também economia para o Município. Estamos avançando para construir um sistema de transporte público mais moderno, eficiente e sustentável, que melhore a qualidade de vida da população”, afirma o prefeito.
Meta é substituir 2.200 ônibus a diesel
A ampliação da frota elétrica está diretamente relacionada ao Programa de Metas 2025-2028, que prevê a substituição de 2.200 ônibus a diesel por veículos de matriz energética mais limpa.
A estratégia envolve não apenas a aquisição dos ônibus, mas também investimentos na infraestrutura necessária para o carregamento, tecnologia, planejamento operacional e modernização dos instrumentos utilizados para administrar a rede.
O financiamento do BID terá prazo de desembolso de cinco anos a partir da entrada em vigor do contrato. Os recursos serão liberados em cinco parcelas, condicionadas ao cumprimento das metas previstas no programa.
Os resultados serão acompanhados por uma entidade independente.
Entre os indicadores estão a efetiva entrada em operação dos novos ônibus elétricos, o aumento do número de usuários cadastrados na plataforma MAAS, melhorias na adequação entre oferta e demanda do transporte por meio do SIGMA e a análise de planos de mobilidade de baixo carbono pelo Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT).
Também está prevista a utilização de um Índice de Equidade de Gênero (IEQ) pelas concessionárias participantes.

Investimento internacional de US$ 701,9 milhões
O financiamento destinado aos ônibus elétricos integra um pacote ainda maior de operações internacionais da Prefeitura.
O Senado Federal autorizou, em 13 de agosto, a contratação de três operações que, juntas, alcançam US$ 701,9 milhões, aproximadamente R$ 3,62 bilhões, para investimentos em programas municipais ligados principalmente às áreas de transporte e saúde.
No contrato com o BID, estão previstos 72 meses de carência para o pagamento da primeira parcela de amortização. A quitação ocorrerá em até 15 anos após a assinatura, com pagamentos semestrais. A operação conta com garantia da União, conforme as condições estabelecidas entre o Brasil e o banco internacional.
Antes da liberação da primeira parcela, o Município deverá cumprir requisitos técnicos e administrativos, como a entrada em vigor do Regulamento Operacional do Programa, a definição da coordenação e do especialista ambiental, a contratação de um verificador independente e a aprovação de um plano para otimizar a infraestrutura de recarga.
Mobilidade e sustentabilidade
A nova operação financeira dá escala a uma transformação que já pode ser percebida nas ruas da capital. A substituição dos ônibus a diesel por veículos elétricos reduz emissões locais, diminui o ruído urbano e incorpora novas tecnologias ao maior sistema municipal de transporte coletivo do país.

Ao combinar novos ônibus, infraestrutura de recarga, tecnologia, planejamento e financiamento internacional, a administração Ricardo Nunes busca acelerar a transição energética do transporte público paulistano.
Com mais 582 veículos elétricos previstos, São Paulo avança em direção à meta de renovar milhares de ônibus e construir um sistema de transporte coletivo progressivamente mais limpo, moderno e eficiente.
Para uma cidade com as dimensões de São Paulo, a eletrificação da frota deixa de ser apenas uma política ambiental e passa a integrar uma estratégia de longo prazo para mobilidade urbana, saúde pública, inovação e qualidade de vida.
