
Não pode parar
*José Renato Nalini
No ano passado, 2025, por conta da COP30, o grande encontro ecológico da ONU, pela primeira vez realizado no Brasil, a gestão Ricardo Nunes se empenhou no plantio em todas as áreas estratégicas da capital. Foram plantadas cerca de 153 mil árvores.
A árvore, lição do maior físico brasileiro, o super festejado Professor José Goldemberg, é a mais eficiente e mais econômica tecnologia de ajudar a humanidade a sobreviver em tempos duros de cataclismo climático.
Ela presta serviços ecossistêmicos de valia imensa, tanto ao sequestrar carbono e emitir oxigênio, como na redução da temperatura, no reequilíbrio do regime de chuvas, no sombreamento, na paisagem e como ponto de microdrenagem apto a receber a água da chuva para reabastecer os lençóis freáticos.
Ainda existe muito espaço na gigantesca metrópole, apto a receber novas árvores. E como em 472 anos de história a capital só viu a supressão de sua cobertura verde, é preciso que cada paulistano consciente e ético seja um propulsionador de um permanente movimento de devolução à natureza daquilo que dela se extraiu impunemente.

Plantar é algo que toda pessoa pode fazer individualmente, ou em família, ou em grupos do trabalho, da escola, do clube, da Igreja. Vizinhos de rua podem ser conclamados para fazer plantio diante de suas residências. E todos precisam ajudar a convencer quem mais precisa de árvore, que é morador nas zonas áridas da cidade. Onde a temperatura chega a ser dez graus acima das regiões arborizadas.
Árvore é vida, árvore é saúde, árvore é paisagem. A melhor amiga do ser humano. Plantemos cada vez mais. Essa missão não pode parar!
*José Renato Nalini é Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.
