
Alckmin adverte que governo federal não apoia projetos que alteram regras sobre patentes
Da redação da São Paulo Tv jornalista Bene Correa ilustração Bia Ciglioni com informações do site do MDIC
Projetos de lei que alteram regras consolidadas sobre patentes e que podem gerar insegurança jurídica para quem investe em inovação no Brasil, não terão o apoio do governo federal.
A advertência é do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin.

“Nós precisamos de regras estáveis, previsibilidade, estabilidade. Então, somos contra a quebra de patente e contra também a prorrogação”, explicou Alckmin.
PLs no Congresso
Dois dos projetos em tramitação na Câmara (PL nº 68/2026 ) e no Senado (PL nº 160/2026) tratam da quebra de patentes de canetas emagrecedoras.
Além disso, há um terceiro, apresentado na Câmara (PL nº 5810/2025), que estabelece a possibilidade de ampliação dos prazos de vigência de todas as patentes concedidas.

“Nós precisamos trazer para o Brasil mais centros de pesquisa, desenvolvimento e inovação. E isso vem acontecendo. Então, quando você quebra patente, você está levando a uma insegurança jurídica”, alertou o ministro.
Ao mesmo, Alckmin destacou o apoio do governo a outro PL sobre o tema de número 2.210/2022, que pode reduzir o tempo de concessão de patentes.
Redução de prazo
Alckmin destacou os avanços do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), observando que o tempo médio para o registro de patentes, que era de seis anos e dois meses no início de 2023, deve cair para três anos e cinco meses até o fim deste ano.
Segundo o ministro, o objetivo do governo é alinhar o Brasil aos padrões internacionais de dois anos.
Alckmin afirmou ainda que o governo espera que a Câmara dos Deputados aprove, nas próximas sessões, o projeto de lei que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata).
“O Redata é um projeto para atrair investimentos em datacenter e foi dado regime de urgência a esse projeto. Ele é muito importante. O Brasil tem tudo para receber grandes investimentos na área”, concluiu.
