
Projeto Incluir Direito: a iniciativa do CESA que amplia oportunidades e transforma o futuro da advocacia brasileira
Especial São Paulo Tv Jurídico
Em um país onde a desigualdade social ainda se reflete de forma evidente no acesso às profissões de elite, o universo jurídico também enfrenta seus próprios desafios estruturais. Foi diante desse cenário que o Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (CESA) estruturou um dos projetos mais relevantes da advocacia contemporânea: o Incluir Direito.
À frente da iniciativa está Carlos José Santos da Silva, amplamente conhecido no meio jurídico como Cajé. Advogado com atuação consolidada no Direito Empresarial, liderança respeitada no associativismo jurídico e presidente do Conselho Diretor do CESA, Cajé tornou-se uma das principais vozes na defesa de um mercado jurídico mais diverso, plural e meritocrático de fato — e não apenas no discurso.

A origem de uma constatação incômoda
O projeto nasceu a partir de uma pesquisa interna que revelou um dado alarmante: menos de 1% dos advogados e estagiários nos escritórios associados ao CESA se autodeclaravam negros.
Esse número não era apenas uma estatística. Era um sintoma estrutural.
A pergunta era inevitável: se o Brasil é majoritariamente composto por pessoas negras e pardas, por que a elite da advocacia não refletia essa realidade?
A resposta não estava na ausência de talento, mas na ausência de acesso.
O que é o Projeto Incluir Direito
O Incluir Direito foi criado para enfrentar essa lacuna de forma prática e estruturada. O programa oferece:
– Capacitação técnica para processos seletivos
– Mentorias com advogados experientes
– Treinamento em comunicação e postura profissional
– Formação complementar, incluindo idiomas
– Preparação curricular e orientação estratégica de carreira
Não se trata de assistencialismo. Trata-se de nivelar o ponto de largada.
Como já destacou Cajé em diferentes ocasiões, o objetivo não é criar privilégio, mas criar igualdade de condições. A ideia é permitir que jovens estudantes negros participem dos processos seletivos dos grandes escritórios em pé de igualdade técnica e comportamental.
O papel de Carlos José Santos da Silva (Cajé)
Carlos José Santos da Silva não apenas apoiou a iniciativa — ele a liderou institucionalmente dentro do CESA. Sua gestão tem sido marcada por uma visão moderna do papel das sociedades de advogados na transformação social.
Como presidente do Conselho Diretor do CESA, Cajé defende que o associativismo jurídico não pode se limitar à representação corporativa. Ele precisa também assumir responsabilidade social e institucional.
O Incluir Direito é reflexo dessa visão.
Ao mobilizar grandes bancas, universidades e profissionais voluntários, Cajé ajudou a estruturar uma rede que conecta talento à oportunidade. Uma engrenagem que antes não existia.
Reconhecimento nacional
O impacto do projeto ultrapassou os muros da advocacia. O Incluir Direito foi reconhecido nacionalmente ao receber o Prêmio Innovare, uma das mais importantes premiações do sistema de Justiça brasileiro, voltada a práticas transformadoras.
O prêmio não foi apenas simbólico. Ele consolidou o projeto como modelo replicável, demonstrando que inclusão pode ser estruturada com método, governança e resultados mensuráveis.
Parcerias acadêmicas e expansão
O projeto iniciou com parcerias estratégicas e hoje dialoga com importantes instituições, como a Universidade de São Paulo, além de outras universidades de relevância nacional.
Essa expansão demonstra que o debate sobre diversidade na advocacia deixou de ser periférico e passou a ocupar o centro das decisões institucionais.
Mais que inclusão: mudança cultural
O mérito do Incluir Direito não está apenas nas contratações realizadas — que já são expressivas. Está na mudança cultural provocada dentro das próprias sociedades de advogados.
Diversidade não é apenas justiça social. É também inteligência institucional.
Ambientes plurais produzem melhores análises, decisões mais completas e interpretações jurídicas mais sofisticadas. O Direito, afinal, é exercício de interpretação da realidade — e realidades são múltiplas.
A advocacia que o Brasil precisa
O Projeto Incluir Direito demonstra que a transformação não depende apenas de leis ou políticas públicas. Depende de liderança, articulação e compromisso institucional.
Sob a condução de Carlos José Santos da Silva (Cajé), o CESA sinaliza que a advocacia brasileira pode — e deve — assumir protagonismo na construção de um mercado mais representativo e mais coerente com a sociedade que pretende servir.
A história do Incluir Direito mostra algo essencial: talento sempre existiu. O que faltava era a ponte.
E quando a ponte é construída, o futuro deixa de ser promessa e começa a se tornar realidade concreta.
