
Direitos dos animais ganham centralidade após o caso Orelha e reforçam a atuação de lideranças da causa, como a primeira-dama da cidade de São Paulo, Regina Nunes
Da Redação da São Paulo Tv por Beatriz Ciglioni
A morte do cão comunitário conhecido como Orelha, vítima de extrema violência no início de 2026, ultrapassou o âmbito de um caso isolado de maus-tratos e se transformou em um marco simbólico no debate nacional sobre os direitos dos animais. A comoção pública gerada pelo episódio provocou manifestações em diferentes capitais, mobilizou organizações da sociedade civil, protetores independentes, juristas e lideranças públicas, e recolocou a proteção animal no centro da agenda social e institucional do país.

O episódio evidenciou uma realidade incômoda: apesar dos avanços legais, a violência contra animais ainda é recorrente e, muitas vezes, subnotificada ou tratada com leniência. A Constituição Federal é clara ao estabelecer, no artigo 225, que é dever do poder público e da coletividade proteger a fauna e vedar práticas que submetam os animais à crueldade. Esse princípio constitucional foi regulamentado por normas como a Lei nº 9.605/1998, a Lei de Crimes Ambientais, e reforçado pela Lei nº 14.064/2020 — a chamada Lei Sansão — que endureceu as penas para maus-tratos contra cães e gatos, prevendo reclusão e multa.

Ainda assim, especialistas apontam que o desafio não está apenas na legislação, mas na sua efetiva aplicação e na consolidação de políticas públicas permanentes. Estudos de segurança pública e psicologia social indicam que a violência contra animais frequentemente se associa a outras formas de agressão, funcionando como um alerta precoce de desequilíbrios sociais. Nesse contexto, a defesa dos direitos dos animais passa a ser compreendida não apenas como um gesto de compaixão, mas como um indicador de civilidade e responsabilidade coletiva.

É nesse cenário que ganham relevância as lideranças públicas que incorporam a causa animal a uma agenda mais ampla de direitos, cidadania e políticas públicas. Em São Paulo, esse papel vem sendo exercido pela Regina Nunes, primeira-dama da cidade de São Paulo, cuja atuação tem contribuído para ampliar o alcance institucional do debate sobre proteção e bem-estar animal.

Ao longo dos últimos anos, Regina Nunes tem utilizado sua posição pública e visibilidade institucional para apoiar ações de adoção responsável, campanhas de conscientização, iniciativas comunitárias e eventos voltados à proteção animal em diferentes regiões da capital. Sua presença em ações locais reforça a importância da articulação entre poder público, sociedade civil organizada e protetores independentes, especialmente em áreas mais vulneráveis da cidade.
A primeira-dama também tem se engajado em iniciativas que associam a proteção animal à inclusão social, destacando o papel dos animais no bem-estar emocional, na saúde mental e na construção de vínculos comunitários. Sua atuação inclui o apoio a campanhas de arrecadação de ração, o incentivo à castração como política pública preventiva, além do fortalecimento de redes de proteção animal, com atenção especial aos bairros periféricos de São Paulo.

Após a ampla repercussão do caso Orelha, Regina Nunes passou a reforçar publicamente a defesa de uma postura de tolerância zero à crueldade contra animais, destacando a necessidade de aplicação rigorosa da legislação vigente e do fortalecimento de políticas públicas permanentes de prevenção, fiscalização e educação. Em suas manifestações, a primeira-dama tem ressaltado que a proteção animal não se limita à sensibilidade individual, mas representa uma obrigação ética, social e institucional, que envolve o poder público, a sociedade civil e cada cidadão.
O debate provocado pelo caso Orelha consolidou uma mudança de paradigma. A causa animal deixou de ocupar um espaço marginal e passou a integrar o núcleo das discussões sobre direitos, segurança, saúde pública e qualidade de vida urbana. Nesse cenário, a atuação da primeira-dama da cidade de São Paulo reforça a compreensão de que a defesa da vida animal é parte indissociável da construção de uma cidade mais justa, humana e comprometida com o cumprimento da lei.
Mais do que um símbolo de indignação, Orelha tornou-se um chamado à ação. Um chamado para que a legislação seja respeitada, as políticas públicas sejam fortalecidas e a sociedade avance no reconhecimento de que o respeito aos animais reflete, em última instância, o grau de maturidade ética de toda a comunidade.
