“Os processos mentais decorrentes dessas novas ferramentas estão alterando a maneira como expressamos conhecimento”. A constatação, claro está, diz respeito às plataformas de inteligência artificial, tecnologia a cada dia mais presente na vida de todos. O autor da frase é o advogado Solano de Camargo, professor da Faculdade de Direito da USP e presidente da Comissão de Privacidade, Proteção de Dados e Inteligência Artificial da OAB SP.
Camargo é o entrevistado da próxima edição do programa “As Regras do Jogo”, que vai ao ar pela São Paulo TV Broadcasting no dia 7 de fevereiro, a partir das 21h30. Ele conversa com o jornalista Paulo Henrique Arantes sobre o uso da inteligência artificial no Direito, tanto por advogados quanto por promotores e juízes. Comenta, entre outros aspectos polêmicos do tema, o fato de juízes recorrerem à I.A. para fundamentarem suas sentenças.
Referência no país quando o assunto é o uso ético da tecnologia, em especial pelos operadores do Direito, Solano de Camargo explica na São Paulo TV Broadcasting um fenômeno que pode ser considerado a mais nova modalidade de exclusão social: a discriminação algorítmica, percebida em várias frentes da atividade socioeconômica, como, por exemplo, na concessão de crédito: “Um empréstimo pode ser negado a você sem que você saiba a razão, e sem que o banco explique o motivo. E a negativa pode se dever ao fato de você ser do signo de capricórnio e o algoritmo ter chegado à conclusão de que os capricornianos pagam menos em dia”.
Parece justo? Como vencer um tipo de discriminação que é fruto do avanço tecnológico? Confira no próximo “As Regras do Jogo”, programa apresentado por Graziela Guerra e dirigido por Camilo Tavares.