
Prisão pode colocar a vida de Bolsonaro em risco, alega defesa do ex-presidente
Da redação da São Paulo Tv com informações do UOL
Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmam que a prisão preventiva determinada hoje pode colocar a vida dele “em risco”. De acordo com a defesa, a decisão “causa profunda perplexidade”.
“Principalmente porque, conforme demonstra a cronologia dos fatos (representação feita em 21/11), está calcada em uma vigília de orações”, diz a nota.
“Além disso, o estado de saúde de Jair Bolsonaro é delicado e sua prisão pode colocar sua vida em risco. A defesa vai apresentar o recurso cabível.”, alegam os advogados.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses pelo Supremo Tribunal Federal e estava cumprindo prisão domiciliar, com uso de tornozeleira.
Os embargos, porém, ainda não se esgotaram e a defesa tem até segunda-feira para questionar a condenação.
Nota da defesa
“A prisão preventiva do ex-Presidente Jair Bolsonaro, decretada na manhã de hoje, causa profunda perplexidade, principalmente porque, conforme demonstra a cronologia dos fatos (representação feita em 21/11), está calcada em uma vigília de orações.
A Constituição de 1988, com acerto, garante o direito de reunião a todos, em especial para garantir a liberdade religiosa. Apesar de afirmar a “existência de gravíssimos indícios da eventual fuga”, o fato é que o ex-Presidente foi preso em sua casa, com tornozeleira eletrônica e sendo vigiado pelas autoridades policiais.
Além disso, o estado de saúde de Jair Bolsonaro é delicado e sua prisão pode colocar sua vida em risco.
A defesa vai apresentar o recurso cabível.”
Assinam a nota os advogados Celso Vilardi e Paulo Amador da Cunha Bueno.
Tornozeleira rompida

Bolsonaro tentou romper a tornozeleira na madrugada de hoje, afirmou Moraes.
Na decisão que valida a prisão preventiva, o ministro do STF informou que a tentativa de violação aconteceu às 0h08.
Uma das hipóteses levantadas no documento é de que o ex-presidente tentaria fugir durante a confusão causada pela manifestação convocada por Flávio.
Moraes explica
“Embora a convocação de manifestantes esteja disfarçada de “vigília” para a saúde do réu Jair Messias Bolsonaro a conduta indica a repetição do modus operandi da organização criminosa liderada pelo referido réu, no sentido da utilização de manifestações populares criminosas, com o objetivo de conseguir vantagens pessoais”, justifica Alexandre de Moraes no texto em que decretou a prisão preventiva de Bolsonaro.
