
Nunes/ Mauricio de Souza – Ricardo Nunes propõe tornar obra de Mauricio de Souza patrimônio cultural e imaterial de São Paulo
Da Chefia de redação da São Paulo Tv Jornalista Bene Correa e Bia Ciglioni fonte Secom da Prefeitura SP

O cartunista Mauricio de Souza, criador da Turma da Mônica, completa 90 anos nesta segunda-feira (27).
E para marcar a data, o prefeito Ricardo Nunes envia à Câmara Municipal de São Paulo projeto de lei para tornar a obra do artista como Patrimônio Cultural e Imaterial da cidade.
A proposta homenageia um dos maiores nomes da cultura brasileira, com criações que marcaram gerações e se tornaram referência mundial na produção de histórias em quadrinhos.
“O Mauricio de Sousa é um gênio da arte brasileira que inspira muitas gerações. O seu trabalho faz parte da memória afetiva de milhões de brasileiros e nada mais justo do que homenageá-lo numa data tão importante quanto seu aniversário de 90 anos”, justificou o prefeito Ricardo Nunes ao falar sobre a proposta enviada à Câmara.

Histórias nasceram em São Paulo
A Mauricio de Souza Produções (MSP) lembrou que as histórias em quadrinho do artista nasceram na cidade de São Paulo.
“A MSP Estúdios recebe com grande satisfação a proposta da Prefeitura de São Paulo de reconhecer a obra de Mauricio de Sousa como Patrimônio Cultural e Imaterial da cidade. Foi na capital paulistana que nasceram as primeiras histórias que conquistaram o Brasil e o mundo. A homenagem reflete o reconhecimento do público e o papel da obra mauriciana na formação cultural dos paulistanos por meio de valores como amizade, respeito e empatia”, afirma a nota divulgada pela produtora.

Primeiras tiras
Nascido em 27 de outubro de 1935, em Santa Isabel (SP), Mauricio de Sousa começou a desenhar ainda na infância e iniciou sua trajetória profissional como ilustrador e repórter policial.
Em 1959, lançou sua primeira tira em jornal, protagonizada pelo cãozinho Bidu e seu dono Franjinha, surgindo daí o embrião da consagrada Turma da Mônica, composta ainda por personagens icônicos como Cebolinha, Magali e Cascão.

Ao longo de mais de seis décadas de carreira, Mauricio criou mais de 400 personagens e conquistou, também, leitores em diferentes idiomas e países. Nestes 60 anos, a obra extrapolou os quadrinhos, chegando à televisão, ao cinema, ao teatro, à literatura e a projetos educacionais.
Esse impacto cultural e social justifica o reconhecimento da sua obra como Patrimônio Cultural e Imaterial, preservando seu legado como parte da identidade cultural paulistana.

