
Polícia civil investiga onda de ataques a ônibus em São Paulo
Da redação da São Paulo Bene Correa com informações do Estadão e UOL
A Região Metropolitana de São Paulo registrou uma série de ataques a ônibus ao longo do mês de junho. Mais de cem veículos foram alvo de ataques, muitos deles apedrejados.
Só no período entre os dias 12 e 15 de junho, foram relatados 78 casos nas regiões norte, leste e sul.
Mas não foi só na capital, também houve ataques nas cidades de São Bernardo do Campo e Santo André, na região do ABC.
Todas as ocorrências estão sendo investigadas pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil.
Na cidade de São Paulo, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) afirma ter reforçado o patrulhamento nas regiões onde ocorreram os ataques.
Segundo o portal Diário do Transporte, na quinta-feira (19) teriam ocorrido mais seis novos casos. Os veículos teriam sido apedrejados na cidade de Diadema, na Região Metropolitana.
Trégua nos ataques
No entanto, de acordo com a Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) da capital paulista e a SPTrans, há 4 dias não há registro de ônibus vandalizados na cidade. Mesmo assim, o monitoramento da situação vem sendo mantida.
Na quarta-feira, 18, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), informou que não houve ocorrências entre as noites de segunda, 16, e terça-feira, 17. Nunes revelou que, “a polícia municipal (GCM) esteve presente durante a madrugada inteira nos locais onde havia acontecido as depredações”.
Segundo o prefeito, o Smart Sampa, programa de câmeras de monitoramento da Prefeitura, vem sendo utilizado para monitorar possíveis novos ataques e apurar os já ocorridos.
Entre as concessionárias afetadas pelos ataques estão a Santa Brígida, Gato Preto, A2, Pêssego, Ambiental, Transpass, Metrópole Paulista, Transunião, Express, Via sudeste, Mobibrasil e Campo Belo. A Prefeitura informou que “as operadoras são responsáveis pela manutenção e reparo dos veículos”.
Polícia tenta identificar criminosos
A Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP) informou que os casos estão sob a responsabilidade dos investigadores da 6ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (DISCCPAT), do Deic, que vem realizando diligências para identificar e prender os envolvidos.
Já a Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) da cidade de São Paulo diz que reforçou o patrulhamento com viaturas da GCM, especialmente nas regiões das ocorrências, e que vem trabalhando em conjunto com a Polícia Civil para identificar os criminosos.
