
Vem aí calor extremo
*José Renato Nalini
O aquecimento global é aquilo que deve tomar a atenção de todas as pessoas conscientes e responsáveis. O mundo está diferente, por culpa do próprio homem. Não soube preservar os recursos naturais, que são finitos, e agora sobrevém a exaustão.
A natureza está ressentida. Vinga-se como pode. Com secas, altas temperaturas, seguidas de vendavais, tempestades e ciclones.

O calor mata mais do que as demais intempéries provocadas pela contínua e crescente emissão de gases venenosos causadores do efeito-estufa. E este ano virá um novo “El Niño”, logo no segundo semestre, ocasionando efeitos perversos para a humanidade que insiste em usar combustível fóssil e venenoso.
Em todo o planeta isso ocorrerá. O Japão classifica dias com temperatura superior a 40º como “cruelmente quentes”. Com isso, quer chamar a atenção dos japoneses, como apelo mais eficaz à vigilância diante de temperaturas extremamente altas. Para batizar assim esses dias, houve uma consulta popular, da qual participaram quase quinhentas mil pessoas. Elas votaram por “cruelmente quentes”, que ficou em primeiro lugar. Em segundo ficou “dia super-extremamente quente”.
2025 foi o ano mais quente do Japão e, no mundo, o último ano foi o terceiro mais quente da história. Consequência óbvia do avanço da mudança climática provocada pelas atividades humanas, principalmente a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento.
No globo, os últimos 11 anos foram os mais quentes da história. E isso mostra que já superamos a meta limite mais ambiciosa do Acordo de Paris. Ou seja: fazemos acordos, assinamos, mas não cumprimos.
E você? Está preparado para as nossas temperaturas extremas? São Paulo tem um Plano especial para essa temporada. São aquelas tendas onde as pessoas podem se abrigar, tomar água, se refrescar e retomar fôlego para reinício da caminhada.
*José Renato Nalini é Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.
