
Vamos descarbonizar o mundo
Vamos descarbonizar o mundo
*José Renato Nalini
Todos sabem, há muitas décadas, de que a emissão dos gases de efeito estufa são o veneno que vai acabar com toda espécie de vida neste frágil planeta. Embora saibamos, pouco fazemos para nos livrar do diesel, da gasolina e do carvão.
São Paulo, a maior cidade do Brasil, tem ambicioso projeto de descarbonização – (o melhor seria dizer “desfossilização”) – pois 61% das emissões poluentes derivam do trânsito. Já conta com a maior frota de ônibus elétricos. Há pouco, o Prefeito Ricardo Nunes entregou mais 110, o que aproxima a capital de contar com cerca de 1300 coletivos alimentados por eletricidade.

Agora é preciso convencer os sete milhões de proprietários de veículos particulares a deixarem o veneno de lado e adotarem o carro elétrico. As notícias são boas. A Toyota lançou o seu modelo híbrido, que funciona à base de mínimo uso de combustível para depois funcionar exclusivamente com eletricidade.
E a BYD vai lançar carro elétrico de carregamento em cinco minutos. A BYD superou a Tesla como maior fabricante de veículos elétricos no mundo em 2025. O “carregamento relâmpago” aproxima o abastecimento do automóvel elétrico do tempo que se levaria para um uso convencional da bomba de gasolina.
Elétricos acessíveis e híbridos plug devem proliferar no mercado. É preciso que o Brasil resista ao retrocesso imposto pela nova ordem geopolítica e prossiga na rota da descarbonização. Temos condições de mostrar ao mundo que é ainda possível salvar a vida na Terra, desde que tenhamos juízo. E juízo é também trocar de carro, usar mais ônibus e metrô, bicicleta e andar a pé. Sem prejuízo de plantar árvores e de cuidar melhor daquelas que existem e que tanto sofrem por nossa impiedade, menosprezo, negligência ou insensibilidade.
Ainda há esperança no futuro do mundo. Concretizá-la, depende de nós.
*José Renato Nalini é Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.
