
Smart Sampa, sob Ricardo Nunes, transforma investigação e prevenção e aperta cerco a foragidos
Da Chefia de Jornalismo da São Paulo Tv Broadcasting
A implantação do programa Smart Sampa pela Prefeitura de São Paulo representa uma das mais profundas transformações no modelo de segurança pública urbana no país ao combinar tecnologia de ponta, inteligência investigativa, integração de dados e atuação estratégica de campo. Em menos de um ano de funcionamento, o sistema foi responsável por 2 mil prisões de foragidos da Justiça, 3.245 prisões em flagrante, 466 recuperações de veículos roubados ou furtados e a localização de 90 pessoas desaparecidas. Os resultados expressivos colocam a capital paulista como referência internacional em segurança baseada em dados e consolidam a visão de que segurança pública vai muito além de policiamento ostensivo: trata-se de prevenção, investigação, monitoramento e antecipação ao crime com uso intensivo de tecnologia.

O Smart Sampa opera com 40 mil câmeras integradas em toda a cidade, sendo 20 mil da Prefeitura e 20 mil de residências, condomínios e comércios que voluntariamente aderiram ao programa. Esse modelo de parceria público-privada amplia a cobertura territorial e reforça o entendimento de que a segurança é uma construção coletiva. As imagens capturadas em tempo real são cruzadas com o banco de dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado e de registros nacionais de criminosos procurados. Um algoritmo de inteligência artificial com precisão de 92% identifica pontos biométricos da face e emite alertas para a Central de Monitoramento apenas quando há similaridade significativa. A partir daí, a Guarda Civil Metropolitana atua com georreferenciamento: o agente mais próximo é deslocado. O tempo médio entre a detecção e a condução ao distrito policial é inferior a dez minutos.

A precisão do sistema é reforçada por um dado relevante: não houve nenhuma prisão irregular. Todos os detidos tinham mandados em aberto, eram condenados ou estavam sendo procurados pela Justiça. Entre os presos com auxílio do Smart Sampa estão criminosos de alta periculosidade, como membros de máfias internacionais, traficantes, assassinos, estupradores e estelionatários. Casos emblemáticos reforçam a eficiência da tecnologia mesmo diante de desafios: um condenado por estupro de vulnerável foi capturado em Santana após anos foragido, apesar de mudanças na aparência; outro criminoso usava boné e óculos escuros ao ser identificado no centro da cidade, mas os pontos biométricos analisados pelo sistema permitiram sua prisão.

Além do impacto nas prisões, o Smart Sampa representa uma mudança de paradigma ao transformar a segurança pública em um sistema inteligente de prevenção. A captura de foragidos corrige uma distorção histórica: milhares de pessoas condenadas ou com mandados em aberto circulavam livremente e continuavam praticando crimes sem serem identificadas. Retirar esses indivíduos de circulação reduz a reincidência, quebra cadeias criminosas e aumenta a sensação de segurança da população. De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, mais de 30% dos foragidos presos em São Paulo cometeram crimes em outros Estados, o que demonstra que a cidade se tornava refúgio para condenados que se escondiam em meio à multidão. Com o Smart Sampa, esse cenário mudou. A capital deixou de ser lugar seguro para quem está em dívida com a Justiça.

A progressão geométrica dos resultados demonstra que quanto mais o sistema se expande, mais eficiente ele se torna. A ampliação das câmeras, o aperfeiçoamento do algoritmo, o treinamento das equipes e a adesão da sociedade aceleram exponencialmente a capacidade de prevenção e resposta. Se em poucos meses foram 2 mil foragidos recapturados, a tendência é que esse número cresça rapidamente nos próximos ciclos, reduzindo ainda mais a criminalidade. A tecnologia não só identifica suspeitos, como também mapeia padrões territoriais, horários críticos e rotas de fuga. Essas informações orientam ações estratégicas e reforço preventivo nas áreas de maior risco.
Outro ponto relevante é que todas as prisões realizadas com apoio do sistema ocorreram sem disparos de arma de fogo. Isso mostra a evolução do modelo de atuação: abordagens mais técnicas, com menor uso da força e maior precisão operacional. A segurança pública deixa de ser reativa para se tornar preditiva. A população passa a ser protegida antes do crime acontecer. Cidadãos podem circular com mais tranquilidade ao saber que a cidade está monitorada, que há inteligência por trás das ações e que criminosos estão sendo identificados mesmo quando tentam se camuflar.
O Smart Sampa também gera impacto social ao localizar pessoas desaparecidas e recuperar veículos roubados ou com placas adulteradas. A integração entre tecnologia e forças de segurança reduz o tempo de resposta em situações de emergência e aumenta as chances de sucesso. A plataforma foi reconhecida internacionalmente ao vencer o Prêmio UCCI 2025 de Inovação Ibero-americana, sendo a única iniciativa da área de segurança pública a receber a honraria entre mais de 100 projetos inscritos de diversos países. O reconhecimento reforça São Paulo como referência global em políticas urbanas de segurança inteligente.
Com mais de 90% de aprovação popular, segundo pesquisas recentes, o Smart Sampa mostra que a população compreende a importância da tecnologia aliada ao controle e à transparência. A adesão de moradores e comerciantes que compartilharam imagens de suas câmeras evidencia confiança na gestão e engajamento comunitário. Segurança pública passa a ser entendida como responsabilidade coletiva e não apenas estatal.
Iniciativas como essa também evidenciam o papel da Prefeitura ao complementar o trabalho das polícias estaduais com soluções de inteligência municipal. A GCM, muitas vezes vista apenas como força patrimonial, torna-se ator central de uma política de segurança moderna, capaz de atuar com base em dados e com apoio de sistemas digitais avançados. A atuação conjunta entre Prefeitura, SSP e sociedade cria um ecossistema integrado de proteção ao cidadão.
A captura contínua de foragidos demonstra que o sistema é sustentável ao longo do tempo e tende a crescer por progressão geométrica. Ao retirar de circulação reincidentes e líderes criminosos, as organizações passam a operar sob maior pressão. A sensação de impunidade diminui. A confiança social aumenta. Locais antes dominados pelo medo começam a ser reocupados por atividades produtivas. A prevenção se torna realidade não apenas no discurso, mas na prática.
São Paulo inaugura um novo modelo de segurança pública baseado em tecnologia, inteligência e antecipação, no qual a investigação e o monitoramento permanente são tão importantes quanto a repressão. O Smart Sampa prova que é possível reduzir crimes, aumentar prisões qualificadas, proteger cidadãos, fortalecer a Justiça e modernizar a atuação das forças de segurança sem recorrer ao aumento indiscriminado do uso da força. Com dados robustos, resultados concretos e reconhecimento internacional, a cidade se posiciona como referência para o Brasil e para o mundo na construção de uma segurança pública mais eficiente, humana e preventiva.
