
São Paulo avança na Educação Inclusiva: Gestão Nunes e secretário Fernando Padula capacitam mais de 3 mil profissionais da Rede Municipal
Da Redação da São Paulo Tv jornalista Bene Correa e Betriz Ciglioni fonte SECOM PMSP
A gestão do prefeito Ricardo Nunes avança na consolidação de uma política pública estruturante na área da Educação Inclusiva. Sob a administração do secretário municipal de Educação Fernando Padula, a Secretaria Municipal de Educação (SME) promoveu, em janeiro de 2026, uma ampla formação continuada que reuniu mais de 3 mil profissionais da Rede Municipal de Ensino voltados ao atendimento da Educação Especial.
A iniciativa, organizada pela Coordenadoria Pedagógica (COPED) e pelos Centros de Formação e Acompanhamento à Inclusão (CEFAI), em parceria com a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, reafirma o compromisso institucional da Prefeitura com uma escola pública que não apenas acolhe, mas garante participação plena e efetiva a crianças e estudantes com deficiência e Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Formação estruturada para apoio intensivo
Participaram da formação Auxiliares de Vida Escolar (AVEs), supervisores técnicos — como fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais — e integrantes do Núcleo Multidisciplinar, incluindo psicólogos, assistentes sociais e fonoaudiólogos. Todos fazem parte do Projeto REDE, estruturado em três eixos de atuação articulados à SME e às 13 Diretorias Regionais de Educação (DREs).
O curso teve carga horária total de 52 horas e foi realizado em formato híbrido, com atividades síncronas e encontros presenciais com as equipes dos CEFAIs. A capacitação é voltada ao atendimento de estudantes que não possuem autonomia para locomoção, alimentação e higiene, ou que necessitam de apoio intensivo na comunicação verbal e não verbal, bem como na regulação do comportamento e interação social.
A política educacional conduzida pela gestão Nunes-Padula demonstra planejamento técnico e continuidade administrativa, integrando formação inicial e continuada como estratégia permanente, inclusive durante os períodos de recesso escolar.
A visão social da deficiência como eixo central
Um dos principais diferenciais da formação foi a reafirmação da visão social da deficiência, estabelecida pela Instrução Normativa SME nº 14/2025. Essa abordagem rompe com a lógica ultrapassada que localiza o “problema” exclusivamente na criança ou no estudante. Em vez disso, concentra esforços na eliminação de barreiras físicas, comunicacionais e atitudinais.
Na prática, isso significa transformar a escola — seus espaços, práticas pedagógicas e cultura institucional — para garantir acessibilidade curricular e participação ativa dos estudantes elegíveis ao Projeto REDE.
Trata-se de uma mudança conceitual profunda: a inclusão deixa de ser um gesto assistencial e passa a ser uma política pública estruturada, com base normativa, formação técnica e articulação intersetorial.
Eixos temáticos com foco técnico e humanizado
Os conteúdos abordados na formação contemplaram aspectos centrais da Educação Especial na perspectiva inclusiva:
– Ética e sigilo profissional, com ênfase na proteção de dados sensíveis dos estudantes;
– Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA), voltada ao desenvolvimento da linguagem em crianças com comprometimento na fala;
– Alimentação e disfagia, incluindo manejo seguro de dietas por sonda e prevenção de engasgos;
– Estratégias de atuação em crises no TEA, com identificação de gatilhos e intervenção respeitosa;
– Tecnologia Assistiva, como uso adequado de órteses, cadeiras de rodas e dispositivos de marcha;
– Promoção de autonomia em higiene, desfralde e saúde bucal.
O conjunto de temas revela uma política que vai além do discurso. Há preparo técnico para situações concretas do cotidiano escolar, com foco em segurança, autonomia e protagonismo dos estudantes.
Política pública de Estado, não de ocasião
A formação continuada, realizada nos recessos de janeiro e julho, consolida um modelo de gestão educacional que investe em qualificação profissional como instrumento de transformação estrutural.
No contexto da cidade de São Paulo — a maior rede municipal do país — a consolidação do Projeto REDE sob a gestão Ricardo Nunes representa um movimento estratégico: ampliar o atendimento com qualidade técnica, garantir suporte especializado às unidades escolares e fortalecer a cultura da inclusão como valor institucional.
Ao investir em formação sistemática, a Prefeitura sinaliza que inclusão não é apenas uma diretriz legal, mas um compromisso operacional. E compromisso operacional, em política pública, é o que transforma discurso em realidade cotidiana dentro das salas de aula.

