
Ricardo Nunes aumenta a frota de ônibus elétricos e número de veículos movidos à energia limpa chega a 1149
Da redação da São Paulo Tv Jornalista Bene Correa com informações da Secom e SIMEFRE
O prefeito Ricardo Nunes entrega, nesta quarta-feira (17) mais 140 ônibus elétricos para a população da cidade de São Paulo.
Com a inclusão destes novos veículos, a frota de ônibus elétricos passa a somar 1.149 coletivos movidos à energia limpa, formando a maior do Brasil.
A inclusão dos novos ônibus representa uma redução de 43,5 milhões de litros de óleo diesel consumidos por ano e 100 mil toneladas de gás carbônico a menos na atmosfera.

Conforto e tecnologia
A presença dos ônibus elétricos nas ruas da capital paulista é cada vez mais comum.
Os novos ônibus oferecem viagens mais confortáveis e tecnológicas, com ar-condicionado, tomadas USB, Wi-Fi e sistema de monitoramento inteligente do Smart Sampa.
Verdes, silenciosos e preferidos por motoristas e passageiros, eles reduzem a poluição do ar e sonora e são parte de uma tendência no transporte municipal de passageiros.
Custo maior e operação mais barata
O custo desses veículos é cerca de 3 vezes maior do que um similar a diesel, o que à 1ª vista pode desestimular a compra, e requer a instalação de carregadores potentes nas garagens.
No entanto, de acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE ), a operação destes veículos é mais barata: o gasto com eletricidade é cerca de 1/4 do valor do diesel usado em um veículo a combustão, e eles têm vida útil de 15 anos, cinco a mais do que os tradicionais.
Levantamento feito pela ABVE revela que São Paulo tem hoje 78% dos ônibus elétricos a bateria do país. Outras cidades importantes, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte, não têm nenhum em operação.
Início da transição
A expansão dos ônibus elétricos paulistanos é baseada em uma combinação de normas sobre redução de emissões, decisão política e apoio de bancos de fomento, em especial do BNDES.
A 1ª norma que estabeleceu a descarbonização da frota municipal foi a Lei de Mudanças Climáticas, aprovada em 2009, que estipulou que até 2018 nenhum ônibus da capital paulista seria movido a combustível fóssil.
O objetivo ambicioso não saiu do papel e, em 2018, a lei foi atualizada e a nova meta passou a ser 2038.
Em 2019, na gestão João Doria (PSDB), a prefeitura realizou uma nova licitação do transporte público municipal e incluiu o requisito de descarbonização nos contratos.
Em 2022, no governo Ricardo Nunes (MDB), uma normativa proibiu os operadores do sistema de comprarem novos ônibus a combustão.
Questões financeiras
Mesmo com todas essas regras, ainda não estava claro como seria financiada a transição para os ônibus elétricos, e havia dificuldade de engajar os operadores do sistema na transição.
A questão financeira começou a ser resolvida em 2023, quando a prefeitura lançou uma política para subsidiar a compra de ônibus elétricos pelos operadores.
Em vez de cada empresa buscar financiamento próprio para adquirir os veículos a bateria, o próprio governo municipal obteve recursos a juros baixos de bancos de fomento e os usou para bancar a diferença de preço existente entre o modelo a diesel e o elétrico.
Para viabilizar isso, a prefeitura obteve R$ 6 bilhões em linhas de financiamento, oriundos de BNDES, Banco do Brasil, Caixa, BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Banco Mundial e Banco da China.
A capital paulista foi a 1ª cidade a receber apoio do BNDES nesse sentido, com financiamento aprovado em outubro de 2023.
