
Quer voar? Emagreça!
*José Renato Nalini
Quem diria? De acordo com o CEO da Azul, John Rodgerson, a empresa aérea economizaria três milhões de reais por mês se cada passageiro perdesse dois quilos.
O emagrecimento da população, que eu saiba, ajudaria na qualidade de vida, na economia do sistema de saúde e até na estética nacional. Mas não tinha conhecimento de que isso representaria também um êxito para as companhias aéreas.
A verdadeira “onda” de canetas emagrecedoras foi também objeto da fala do chefe da Azul: “Eu sou o maior promotor de caneta emagrecedora que existe, porque o custo do combustível é o mais alto do mundo aqui no Brasil e dobrou nos últimos três meses por causa da guerra. Se cada cliente perde dois quilos – que é o que está acontecendo – eu vou economizar três milhões de reais por mês”.
Para o executivo, com o emagrecimento as pessoas ficam mais felizes e dispostas a viajar. E isso importa para todas as companhias de viação. Pois o combustível QAV é uma das principais preocupações das empresas brasileiras. Desde o início da guerra no Irã, o combustível aumentou mais de 40% e chegou a 5,40 reais por litro. Isso significa também, 40% dos custos das viagens aéreas.
A obesidade é um fator que concorre para aumento das comorbidades mais comuns hoje em dia: diabetes, hipertensão, problemas cardíacos e respiratórios. Isso decorre de hábitos alimentares pouco saudáveis. O “fastfood” é também um “fastdeath”, pois abrevia nossa permanência neste planeta.
Daí a importância da agricultura familiar, que pode ser cultivada até em apartamento. Plantar, além de ser uma atividade ecológica e resiliente, ajuda a saúde física e mental. Cozinhar é uma das atividades recomendadas para atrasar a demência senil. Portanto, minha gente, vamos embora plantar, comer comida saudável, emagrecer e pagar preço menor pelas passagens aéreas. Pois o sobrepeso talvez tenha de ser taxado logo mais.
*José Renato Nalini é Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.

