
Programa lançado por Alckmin em janeiro já aprovou créditos no valor de R$ 5 bilhões para renovação da frota de caminhões
Da redação da São Paulo Tv jornalista Bene Correa com informações do site MDIC
O programa Move Brasil, lançado no início de janeiro pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, já liberou R$ 5 bilhões de crédito, a juros abaixo do mercado, para profissionais autônomos, cooperados e empresas de transporte comprarem caminhões novos ou seminovos.
Os números foram divulgados pelo BNDES, que opera o programa com recursos do Tesouro Nacional (R$ 6 bi) e do próprio banco (R$ 4 bi).
“Há apenas dois meses do lançamento do Move Brasil, o BNDES já aprovou metade dos R$ 10 bilhões disponibilizados para o programa. Isso demonstra o acerto da medida, que, além de contribuir para o meio ambiente, com veículos que poluem menos, traz mais economia para o caminhoneiro e mais segurança nas estradas”, afirmou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin.
Sobre o programa
O Move Brasil apoia a aquisição de caminhões novos, mais eficientes e menos poluentes, credenciados no BNDES e seminovos que atendam os requisitos ambientais alinhados ao Proconve 7, fabricados a partir de 2012.
De acordo com o BNDES, dos R$ 5 bi aprovados, R$ 4,2 bi já foram contratados e R$ 2,8 bilhões, desembolsados. Das aprovações, R$ 925 milhões foram para o estado de São Paulo.
Aberta em dezembro de 2025, a linha já contabiliza 4.620 operações, atendendo caminhoneiros em 1.127 municípios de todas as regiões do país.
A maior parte dos recursos foi destinada à aquisição de caminhões novos para frotistas, com R$ 4,9 bilhões, em 4.380 operações. Foram aprovados R$ 110 milhões para clientes autônomos, em 239 operações.
“Esta é uma iniciativa estratégia do governo do presidente Lula que une neoindustrialização, sustentabilidade e desenvolvimento social. O programa estimula a produção da indústria nacional, aumenta a segurança nas estradas, reduz emissões e oferece melhores condições para que caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas transportadoras substituam veículos antigos por modelos mais seguros e eficientes, gerando uma logística mais moderna, além de emprego e renda”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
Regras do programa
As regras definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecem que o limite de financiamento do programa é de até R$ 50 milhões por usuário do programa.
Os empréstimos terão prazo máximo de 5 anos e carência de até 6 meses.
Os juros anuais máximos, a depender da classificação de risco dos mutuários, variam de 13% a 14%, já incluídos custos financeiros e spread bancário.
Todas as operações poderão ser cobertas pelo Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), com garantias de até 80% do valor financiado.
A entrega do caminhão velho para reciclagem, com o procedimento devidamente comprovado, pode reduzir ainda mais os juros da operação.
Caminhões novos
O financiamento de caminhões novos é permitido apenas para veículos de fabricação nacional, o que garante que os recursos públicos obedeçam os objetivos da Nova Indústria Brasil (NIB), que prevê adensamento de cadeias produtivas, gerando expansão tecnológica, emprego e renda no país.
Seminovos
Os seminovos também deverão comprovar conteúdo local, nas condições estabelecidas em portaria do MDIC. Entram nessa categoria, segundo definição da normativa, veículos produzidos a partir de 2012.
Já o uso dos recursos para compra de caminhões seminovos é permitido apenas para autônomos e pessoas físicas associadas a cooperativas do setor.
Cooperativas e autônomos
As linhas de financiamento admitem, ainda, a inclusão de seguro do bem e seguro prestamista, quando contratados em conjunto com o veículo.
E dos recursos disponíveis, R$ 1 bilhão está reservado exclusivamente para transportadores autônomos e pessoas físicas ligadas a cooperativas, reforçando o caráter social e inclusivo da iniciativa.
