
Paulo Bomfim: um século de imortalidade
*José Renato Nalini
O último dos “Príncipes da Poesia Brasileira”, Paulo Bomfim, completaria cem anos em 30 de setembro de 2026. O mais paulista dentre os poetas paulistanos foi uma pessoa de primeiríssima qualidade. Verdadeiro polímata: comunicador, cronista, ensaísta, poeta, radialista, homem de TV, diplomata nato, um cavalheiro. Modelo de polidez e de fidalguia, para ele todos os humanos tinham encanto. Nunca maldisse, nem difamou, nem injuriou, nem ofendeu. A todos estendia o seu sorriso e o seu abraço. A mão generosa, a pena elegante, a generosidade em pessoa.
As homenagens merecidas começaram no dia 10 de setembro, na sede da Academia Paulista de Letras, da qual era alma mater. Continuam dia 16, no SESC Consolação, onde haverá sarau com as músicas que mereceram suas letras mágicas. E no dia 30 de setembro, dia exato do natalício, haverá missa na Capela de Santa Luzia, na rua Tabatinguera, seguida de inauguração de sua estátua, diante do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, na Praça Clóvis Bevilacqua, a Instituição a que serviu durante décadas.
Nada do que se faça pela memória de Paulo Bomfim será suficiente para retribuir o que ofereceu em termos de amor, devotamento, fervor patriótico e empenho na defesa do chão dos paulistas. Nunca mais haverá um “Príncipe dos Poetas Brasileiros”, pois essa dinastia se encerrou com a partida daquele que tanto amou São Paulo, que era também conhecido como “São Paulo Bomfim”.
As novas gerações precisam saber quem foi Paulo Lébeis Bomfim e resgatar, com sua inesquecível trajetória pela vida, os valores de nobreza e amor ao berço natal, nesta Pátria tão sequiosa por harmonia e convivência favorável ao desenvolvimento de virtudes obscurecidas ante evitáveis conflitos gerados pelo egoísmo, pela cupidez e pela completa ausência de ética.
Prestemos o nosso culto e nossa reverência ao incomparável e insubstituível Paulo Bomfim, Príncipe dos Poetas, mas Rei do culto à História Bandeirante, que ele disseminou por mais de nove décadas.
*José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.

