
Ônibus elétricos salvam vidas
*José Renato Nalini
A capital paulista conseguiu sobrepujar quase todas as cidades de porte análogo, quanto à eletrificação de sua frota de ônibus. A persistência do Prefeito Ricardo Nunes conseguiu entregar à população 2009 ônibus movidos a energia elétrica, o que é um estupendo sucesso mundial.
Cada ônibus deixa de consumir 35 mil litros de diesel por ano e equivale ao plantio de 6.400 novas árvores. O que isso significa para o paulistano? Mais qualidade de vida. Mais quantidade de vida.
O Professor Paulo Saldiva, anos atrás, chegou a constatar que o paulistano vive quatro anos menos, pois respira algo quase sólido. Um ar poluído com gás carbônico, fuligem, material particulado e microplástico. Os 2009 ônibus elétricos paulistanos combatem a morte precoce do morador da maior cidade do Brasil. Pois o ar poluído causa 6,4 milhões de mortes prematuras em todo o mundo. É o número de óbitos associado à exposição à poluição do ar externo. Foi o que anunciou o Programa da ONU para o Meio Ambiente.
Além do aspecto saúde, que é prioritário, combater poluição eleva o PIB global em 2,8% até 2035, diz a ONU. Enquanto a sociedade mundial não se conscientizar, continuará a investir mais de 2% do PIB em subsidiar combustíveis fósseis. Mesmo sabendo que eles causam danos quando queimados.
O programa de descarbonização do Prefeito Ricardo Nunes continua e em várias frentes. Multiplicação dos quilômetros de ciclovias, investimento na utilização do biometano para abastecer a frota de caminhões da coleta de lixo, plantio de árvores, multiplicação de bosques urbanos, jardins de chuva, corredores ecológicos, parques, áreas verdes e transporte aquático.
Tudo isso também significa menores gastos com saúde, maior produtividade no trabalho e prevenção de danos físicos e mentais. É bom lembrar que o estresse, a depressão, as múltiplas síndromes e o crescimento das anomalias psicológicas decorrem de um clima hostil à vida saudável e digna dos seres racionais.
*José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.

