
Mulheres ocupam Câmara Municipal de São Paulo em protesto contra o avanço do feminicídio
Por Redação – São Paulo TV Broadcasting
Em meio às celebrações do Dia Internacional da Mulher, um encontro realizado na Câmara Municipal de São Paulo, no último sábado (7), transformou o espaço público em palco de reflexão, denúncia e mobilização social. Promovida pela Associação Moto é Vida, a roda de conversa reuniu mulheres, lideranças sociais e representantes da sociedade civil em um protesto contundente contra o crescimento dos casos de feminicídio no Brasil.

Sentadas atrás de uma mesa marcada por uma faixa com a frase “Parem de nos matar”, as participantes transformaram o pátio externo do Legislativo paulistano em um espaço de diálogo sobre a violência de gênero e os desafios enfrentados diariamente por milhares de brasileiras.
O encontro teve como objetivo chamar atenção para um problema que continua alarmando o país. O feminicídio — o assassinato de mulheres motivado por violência doméstica ou por discriminação de gênero — segue sendo uma das expressões mais brutais da desigualdade estrutural presente na sociedade brasileira.
Durante o evento, participantes destacaram que o enfrentamento da violência contra a mulher exige ações articuladas entre Estado, sociedade civil, sistema de justiça e políticas públicas de prevenção, incluindo educação, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores.
A roda de conversa também serviu para reforçar a importância de espaços institucionais de debate, como o Legislativo municipal, na construção de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e à promoção da igualdade de direitos.
Para as organizadoras, o encontro foi mais do que uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Foi, sobretudo, um chamado à consciência coletiva sobre a urgência de enfrentar a violência de gênero com políticas efetivas e compromisso social.
A mobilização reforça uma realidade que precisa ser enfrentada com coragem: enquanto houver mulheres vivendo sob ameaça dentro de suas próprias casas, a luta por segurança, dignidade e respeito continuará sendo uma pauta central da sociedade brasileira.
A iniciativa na Câmara Municipal de São Paulo integra uma série de ações promovidas ao longo do mês de março para ampliar o debate público sobre os direitos das mulheres e fortalecer a rede de proteção contra a violência doméstica.
A discussão não termina quando as cadeiras são recolhidas e as faixas guardadas. Ela continua nas casas, nas escolas, nas instituições e na consciência de cada cidadão. Combater o feminicídio não é apenas uma agenda de governo — é uma responsabilidade civilizatória.
