Foi com emoção. Foi no sofrimento. Foi do jeito que o torcedor brasileiro conhece bem. A Seleção Brasileira venceu o Japão por 2 a 1, nesta segunda-feira, em Houston, nos Estados Unidos, e garantiu sua classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, mantendo vivo o sonho do tão esperado hexacampeonato.
A partida foi um verdadeiro teste para os comandados de Carlo Ancelotti. O Japão mostrou porque é hoje uma das seleções que mais evoluíram no futebol mundial. Com muita velocidade, organização tática e disciplina, os japoneses abriram o placar ainda no primeiro tempo, silenciando momentaneamente a torcida brasileira.
Mas a Seleção nunca deixou de acreditar.
Na segunda etapa, o técnico italiano promoveu mudanças importantes, o Brasil passou a controlar mais a posse de bola e aumentou a pressão sobre os asiáticos.
O gol de empate veio através da experiência. Casemiro, capitão, líder e um dos maiores volantes da história recente da Seleção Brasileira, apareceu dentro da área e marcou de cabeça, recolocando o Brasil no jogo e reacendendo a esperança de milhões de torcedores.
Quando tudo indicava que a decisão seguiria para a prorrogação, brilhou a estrela da juventude brasileira. Aos 95 minutos, já nos acréscimos, Gabriel Martinelli recebeu pela esquerda, invadiu a área e finalizou com categoria para marcar o gol da vitória, levando jogadores, comissão técnica e torcedores à explosão de alegria.
Foi um daqueles momentos que fazem parte da história das Copas do Mundo.
Andreoli acertou. D’Urso passou muito perto.
Antes da bola rolar, a São Paulo TV Broadcasting ouviu duas personalidades sobre o confronto.
O advogado Dr. Luiz Flávio Borges D’Urso, ex-presidente da OAB-SP e vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo, demonstrou confiança na Seleção e apostou em uma vitória por 2 a 0.
O placar terminou diferente, mas D’Urso acertou um detalhe importante: o Brasil realmente marcou dois gols, confirmando sua confiança no poder ofensivo da equipe.
Já o jornalista esportivo Luiz Andreoli, um dos grandes nomes do jornalismo esportivo brasileiro e com passagem marcante pelo Globo Esporte, praticamente antecipou o roteiro da partida.
“Num jogo muito disputado, o Brasil conseguirá uma vitória por uma diferença de um gol. Se o Neymar começar jogando, fica mais fácil.”
E foi exatamente isso que aconteceu.
O jogo foi extremamente equilibrado, decidido apenas nos minutos finais e com vitória brasileira pela diferença mínima: 2 a 1.
Mais do que futebol
Quando o árbitro apitou o fim da partida, o Brasil inteiro comemorou.
Nas ruas, nos bares, nas casas, nas empresas e nas redes sociais, milhões de brasileiros celebraram juntos. Durante noventa minutos, desapareceram as diferenças políticas, sociais, econômicas e ideológicas. Existia apenas uma bandeira, uma camisa e um sonho.
O futebol continua sendo uma das maiores forças de união do povo brasileiro.
Que possamos levar esse espírito para além dos gramados.
Que possamos construir um Brasil mais humano, mais solidário, mais fraterno e mais amigo.
Um Brasil conhecido pela alegria do seu povo, pelo samba, pelo pagode, pelo abraço fácil, pela hospitalidade e pela capacidade de acreditar até o último minuto.
Porque o brasileiro é assim.
Pode sofrer durante noventa minutos, mas nunca deixa de acreditar.
E quando a vitória chega, ela não pertence apenas aos onze jogadores em campo.
Ela pertence a mais de 210 milhões de brasileiros que continuam sonhando juntos.
O Brasil está classificado. O sonho do hexacampeonato continua vivo. E, mais uma vez, a emoção vestiu verde e amarelo.