
Guerra no Oriente Médio pode terminar “muito em breve”, afirma Donald Trump ao comentar ofensiva contra o Irã
Da São Paulo Tv correspondente Samys Montanaro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (9) que a guerra envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel pode chegar ao fim “muito em breve”. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa em Washington, na qual o líder americano voltou a defender a ofensiva militar contra o regime iraniano e reiterou advertências relacionadas à estabilidade do mercado de petróleo e à segurança regional.

Segundo Trump, a operação militar conduzida pelos Estados Unidos em território iraniano foi “um sucesso” e teria atingido estruturas estratégicas utilizadas pelo regime de Teerã para a produção e lançamento de mísseis e drones. De acordo com o presidente americano, a ação também teve como alvo instalações militares e parte da infraestrutura naval iraniana.
Durante a coletiva, Trump afirmou que os ataques enfraqueceram significativamente a capacidade militar do Irã.
“Acabamos com praticamente todas as forças no Irã. A maior parte do poder naval foi destruída. Eles vão levar anos para reconstruir isso”, declarou.
O presidente americano também voltou a afirmar que o Irã não possui mais condições de desenvolver armamentos nucleares no curto prazo, argumento que tem sido utilizado por Washington para justificar a operação militar. Segundo ele, antes da ofensiva o país poderia produzir uma arma nuclear em poucas semanas — afirmação contestada por analistas e organismos internacionais de monitoramento nuclear.
A escalada do conflito no Oriente Médio provocou forte reação nos mercados internacionais. O preço do petróleo ultrapassou a marca de US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde 2022, reflexo direto das tensões geopolíticas na região do Golfo Pérsico — uma das principais áreas produtoras de energia do planeta.
Especialistas em relações internacionais observam que o conflito se tornou uma questão existencial para o regime iraniano, o que tende a fortalecer a postura defensiva do governo de Teerã e reduzir as chances de concessões políticas internas. Ao mesmo tempo, pressões diplomáticas de aliados europeus e de países do Golfo tentam evitar uma escalada que envolva outros atores regionais.
Israel, aliado histórico dos Estados Unidos, acompanha de perto os desdobramentos do conflito, principalmente diante das ameaças iranianas relacionadas ao apoio a grupos armados na região, como Hezbollah e milícias aliadas.
Apesar do discurso de vitória apresentado por Trump, analistas alertam que conflitos dessa natureza raramente se encerram de forma rápida ou previsível. A dinâmica militar, os interesses estratégicos do Irã e as complexas alianças do Oriente Médio podem prolongar a crise e produzir novos desdobramentos diplomáticos, econômicos e militares.
Para o sistema internacional, o episódio reacende debates sobre segurança energética, equilíbrio geopolítico e o futuro das negociações nucleares com o Irã, temas que permanecem no centro das tensões entre Washington, Teerã e seus aliados.
A evolução desse conflito deve continuar impactando não apenas a política externa das grandes potências, mas também a economia global, especialmente nos setores de energia, defesa e comércio internacional.
