
Gestão Ricardo Nunes fortalece política para pessoas desaparecidas e possibilita a localização de mais de 3.700 casos em cinco anos
Por Redação São Paulo TV
Em uma cidade do tamanho de São Paulo, o desaparecimento de uma pessoa não é apenas um dado estatístico — é um abalo profundo em famílias inteiras. Sob a gestão do prefeito Ricardo Nunes, a capital consolidou e fortaleceu uma política pública estruturada para enfrentar essa realidade, unindo tecnologia, integração institucional e atendimento humanizado.

Entre 2021 e 2025, 3.765 pessoas foram localizadas por meio do serviço municipal. Apenas em 2025, foram 2.732 solicitações registradas, resultando na localização de 1.024 pessoas. Os números evidenciam a consolidação de uma estratégia permanente da administração municipal voltada à proteção de direitos e ao restabelecimento de vínculos familiares.
O trabalho é coordenado pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), atualmente sob a liderança da secretária Soninha Francine. A pasta é responsável por formular e executar políticas públicas voltadas à promoção da cidadania, defesa de direitos e proteção de grupos vulneráveis — entre eles, familiares de pessoas desaparecidas.
A atuação ocorre por meio da Coordenação de Localização Familiar e Desaparecidos, com cruzamento de dados da rede pública municipal, da Delegacia de Pessoas Desaparecidas e do Ministério Público, através do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID).
Tecnologia e inteligência de dados a serviço das buscas

Um dos pilares da política fortalecida na gestão Ricardo Nunes é o Smart Sampa, considerado o maior sistema de monitoramento inteligente da América Latina. Com cerca de 40 mil câmeras distribuídas pela cidade, o sistema é integrado a diversos bancos de dados municipais, inclusive ao cadastro de pessoas desaparecidas.
Entre as 3.765 pessoas localizadas no período, 149 foram encontradas com o apoio direto do sistema de monitoramento. A integração tecnológica amplia a capacidade de resposta do poder público e reduz o tempo de espera das famílias.
Registro imediato e atuação articulada
A gestão municipal reforça que não é necessário aguardar 24 horas para registrar um boletim de ocorrência. Assim que houver rompimento da rotina habitual, o registro pode ser feito imediatamente, inclusive de forma online.
Após o BO, a família pode acionar a Coordenação de Localização Familiar e Desaparecidos pelo WhatsApp (11 97549-9770) e preencher formulário disponível no site da Prefeitura, enviando cópia do boletim, foto recente e informações detalhadas — como características físicas, tatuagens, cicatrizes, roupas usadas na última vez em que foi vista e contexto do desaparecimento.
Com esses dados, a equipe técnica inicia buscas na rede de acolhimento da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), além de verificar registros junto à Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS) e ao Instituto Médico Legal (IML).
Reencontro é decisão individual
Um dos fundamentos da política municipal é o respeito à autonomia da pessoa localizada. Quando encontrada em algum equipamento público, a equipe realiza entrevista reservada, informa sobre o boletim de ocorrência e verifica se há interesse em restabelecer contato com familiares.
Muitos desaparecimentos estão ligados a contextos sensíveis, como conflitos familiares ou violência doméstica. O reencontro só ocorre mediante consentimento. Caso a pessoa não deseje retomar o vínculo, a decisão é formalizada por escrito e comunicada à Delegacia de Pessoas Desaparecidas do DHPP.
Sistema de alerta permanente e mobilização social
Quando a localização não ocorre de imediato, um alerta é inserido no sistema municipal. Se a pessoa acessar futuramente serviços como CRAS ou CREAS, a informação aparece automaticamente no atendimento, permitindo o acionamento da equipe responsável.
A estratégia inclui ainda a produção de cartazes com foto e dados básicos, divulgados em redes sociais e em locais de grande circulação, como as linhas Verde, Azul e Vermelha do Metrô, ampliando o alcance das buscas.
Atendimento presencial
Para quem não possui acesso à internet, o atendimento pode ser realizado no Posto Avançado da Coordenação de Localização Familiar e Desaparecidos, no Centro Pop Santa Cecília (Rua Norma Pieruccini Giannotti, 206 – Barra Funda), de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
Também há atendimento na Ouvidoria de Direitos Humanos (Rua Dr. Falcão Filho, 99 – Centro), das 10h às 16h, mediante apresentação de foto recente da pessoa desaparecida, com possibilidade de agendamento pelo telefone (11) 3104-0701.
Ao fortalecer essa política pública sob a condução da Secretaria de Direitos Humanos, a gestão Ricardo Nunes consolida um modelo que vai além da estatística. Cada número representa uma história interrompida que teve a chance de ser retomada — e uma família que pôde reencontrar o que parecia perdido.
