
Gestão Ricardo Nunes fortalece a GCM com treinamento em ressuscitação cardiopulmonar e desfibriladores; projeto começa pela Avenida Paulista
Da Redação da São Paulo Tv por Beatriz Ciglioni
A gestão do prefeito Ricardo Nunes dá mais um passo no fortalecimento da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo ao ampliar a atuação da corporação também no atendimento a emergências médicas. A Prefeitura iniciou, em parceria com a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), um programa de capacitação dos agentes em ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e no uso de desfibriladores externos automáticos (DEA) — equipamentos fundamentais para salvar vidas em casos de parada cardiorrespiratória.
O projeto foi formalizado em fevereiro de 2026 e integra uma estratégia mais ampla de valorização e modernização da GCM. O treinamento inclui aulas teóricas e práticas que ensinam os agentes a reconhecer sinais de emergência cardíaca, executar corretamente as manobras de reanimação e operar o desfibrilador com rapidez e segurança.

A iniciativa faz parte do Projeto Guardião, que busca ampliar a capacidade de resposta da cidade a emergências cardiovasculares em locais de grande circulação de pessoas. Como etapa inicial, o programa começa pela Avenida Paulista, um dos pontos mais movimentados do país, que recebe diariamente centenas de milhares de trabalhadores, turistas, estudantes e frequentadores de centros culturais e hospitais da região.
Com o projeto, viaturas da GCM que atuam na região passam a contar com desfibriladores, permitindo que os agentes iniciem o atendimento imediato até a chegada das equipes médicas especializadas. A estratégia também prevê integração direta com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), garantindo maior rapidez e coordenação nas ocorrências de infarto ou parada cardiorrespiratória.
Segundo especialistas, o tempo de resposta é decisivo nesses casos. A chamada “corrente de sobrevivência” — que inclui reconhecimento rápido da emergência, início imediato da RCP e uso precoce do desfibrilador — pode aumentar significativamente as chances de sobrevivência de uma vítima.
Além de reforçar o atendimento à saúde pública, a medida amplia o papel da Guarda Civil Metropolitana dentro da política de proteção urbana da cidade. Na prática, os agentes passam a atuar também como primeiros respondentes em emergências médicas, especialmente em áreas de grande circulação.
A decisão de iniciar o projeto na Avenida Paulista não é aleatória. O local concentra eventos, manifestações, atividades culturais e intenso fluxo diário de pedestres, tornando-se um ambiente estratégico para a implantação de iniciativas que exigem rapidez no atendimento e grande presença de agentes públicos.
Com isso, a gestão municipal reforça a visão de que segurança pública e saúde caminham juntas. Em uma cidade do porte de São Paulo, onde cada minuto pode fazer diferença entre a vida e a morte, preparar profissionais que já estão nas ruas para agir diante de uma emergência cardíaca transforma a própria cidade em uma rede de proteção ativa.
Em termos simples — e quase filosóficos — a lógica é clara: quando o coração de alguém para, o relógio corre contra todos. Treinar guardas para agir nesses primeiros minutos significa transformar presença urbana em chance real de vida.
