
Gestão Nunes consolida Protocolo “Não Se Cale” e transforma o Carnaval de São Paulo em referência nacional de proteção e cidadania
Da São Paulo Tv Especial de Carnaval por Beatriz Ciglioni fonte e fotos Secom PMSP
O Carnaval de Rua de São Paulo é hoje um dos maiores do planeta. São 627 blocos autorizados, expectativa de 16,5 milhões de foliões e impacto econômico bilionário espalhado por todas as regiões da capital. Mas, para além da festa, a gestão do prefeito Ricardo Nunes decidiu consolidar um outro marco: fazer da folia também um espaço estruturado de proteção e garantia de direitos.
É nesse contexto que o Protocolo “Não Se Cale” ganha protagonismo.

A iniciativa, coordenada pela Prefeitura, atua de forma integrada para proteger mulheres, população negra, comunidade LGBTQIA+ e crianças contra situações de assédio, racismo, LGBTfobia, xenofobia e outras formas de violência ou discriminação durante os blocos de rua.
Prevenção e acolhimento: duas frentes estratégicas
O protocolo opera em duas dimensões complementares.
A primeira é preventiva. Equipes uniformizadas circulam pelos blocos distribuindo tatuagens temporárias com frases como “Pediu pra parar, parou”, “Etnia não é fantasia” e “Folia sim, racismo não”. A mensagem é clara: consentimento não se relativiza, e respeito não é sugestão — é regra.
A segunda frente é o acolhimento especializado. Tendas fixas foram instaladas em pontos estratégicos da cidade. Nelas, assistentes sociais e psicólogos realizam atendimento sigiloso, registro da ocorrência e orientação sobre os encaminhamentos possíveis. Em situações de maior gravidade, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) é acionada para garantir segurança e eventual condução do agressor.
A estrutura também contempla crianças. Pulseiras de identificação vêm sendo distribuídas para facilitar a localização em caso de desencontro, reforçando a segurança das famílias em meio à multidão.
Tecnologia a favor da proteção
Um dos diferenciais do “Não Se Cale” é o uso de tecnologia para ampliar o acesso ao atendimento.
QR Codes fixados nos banheiros químicos permitem que a vítima acione discretamente a equipe de apoio. Caso uma mulher se sinta coagida ou ameaçada, pode se trancar em segurança e solicitar ajuda por meio do celular. A equipe virtual realiza o primeiro atendimento e, se necessário, mobiliza o suporte presencial.
A estratégia combina presença ostensiva com canal silencioso de denúncia — uma equação essencial em ambientes de grande concentração de público.

Transparência e dados públicos
Os dados do protocolo são divulgados diariamente em painel público da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, reforçando a transparência da política pública.
Até o momento, no pré-Carnaval e nos primeiros dias oficiais de folia, foram registradas:
• mais de 33 mil ações de promoção de direitos humanos e cidadania
• 27 mil mensagens de conscientização distribuídas por meio de tatuagens
• 6 mil pulseiras de identificação entregues a crianças
• 149 atendimentos, acolhimentos e encaminhamentos realizados
Os números revelam não apenas demanda, mas confiança no sistema de proteção montado pela Prefeitura.
A percepção dos foliões
A adesão tem sido espontânea — inclusive entre os homens.
O mecânico Iago Carosi, de 30 anos, destacou a importância da mensagem estampada no braço: “Pediu pra parar, parou. É triste que isso precise ser explícito, mas já que é necessário, é importante.”

A biomédica Juliana Freitas, também de 30 anos, reforçou que o Carnaval deve ser espaço de diversão, não de constrangimento. “A mulher sofre muito assédio diariamente. A partir do momento que a mulher fala não, tem que parar.”
Entre os mais jovens, a estudante Julia Cópula, de 18 anos, afirmou que a estrutura passa segurança. “Saber que existe um lugar onde podemos falar e ser protegidas é muito importante.” Ao lado dela, Henrique Trajano Ribeiro escolheu a frase “Etnia não é fantasia” e destacou que diversão não pode ser confundida com abuso.
Carnaval como política pública
O Carnaval paulistano movimenta bilhões na economia, impulsiona turismo, gera milhares de empregos temporários e projeta a cidade internacionalmente. A gestão Nunes tem buscado consolidar o evento como modelo de organização urbana e governança integrada.
O Protocolo “Não Se Cale” é parte dessa visão: grandes eventos exigem grandes responsabilidades. Cultura, economia e direitos humanos não são esferas separadas — são dimensões que precisam caminhar juntas.
Em meio ao som dos trios elétricos e à vibração das baterias, São Paulo envia uma mensagem que ecoa além da avenida: festa é alegria coletiva. Violência e discriminação não fazem parte do enredo.
No maior Carnaval do Brasil, o respeito também desfila.


