
EUA e Israel atacam Irã; Teerã reage com mísseis e conflito amplia tensão global
Da Redação Internacional da São Paulo TV
28/02/2026 | Atualizado às 15h08

O Oriente Médio vive neste sábado (28) uma das mais graves escaladas militares das últimas décadas. Os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã, atingindo alvos militares e estruturas estratégicas em diversas regiões do país. Em resposta, Teerã iniciou retaliação com mísseis balísticos direcionados a território israelense e a bases americanas no Golfo.
Explosões foram registradas na capital iraniana, Teerã, inclusive nas proximidades do distrito que abriga o palácio presidencial. Imagens divulgadas por agências internacionais mostram colunas de fumaça e deslocamento em massa de civis em busca de abrigo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a ofensiva em publicação nas redes sociais, afirmando que a operação tem como objetivo neutralizar o programa nuclear iraniano e enfraquecer suas capacidades militares. Segundo a Casa Branca, Trump acompanha a situação diretamente e manteve contato telefônico com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Ataque inicial mobilizou 200 jatos israelenses
As Forças de Defesa de Israel informaram que cerca de 200 aeronaves participaram da primeira fase da operação, atingindo aproximadamente 500 alvos, entre sistemas de defesa aérea e lançadores de mísseis. A ação foi classificada pelos militares como o maior “sobrevoo operacional” da história da força aérea israelense.
Nova onda de ataques foi iniciada horas depois, com foco em complexos industriais e bases estratégicas no centro do Irã, incluindo a região de Isfahan.
Retaliação iraniana amplia o conflito
O governo iraniano afirmou que o país exerce seu “direito legítimo à autodefesa”. Mísseis foram lançados contra Israel e contra instalações militares dos Estados Unidos na região do Golfo. Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita relataram interceptações aéreas.
Autoridades iranianas informaram que mais de 200 pessoas morreram e centenas ficaram feridas após os bombardeios. A Crescente Vermelha do Irã mobilizou mais de 200 equipes de resgate.
O Ministério das Relações Exteriores iraniano enviou carta ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, solicitando intervenção internacional imediata e acusando EUA e Israel de violação do direito internacional.
Reação internacional e reunião de emergência da ONU
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou a escalada militar e fez apelo por cessar-fogo imediato. O Conselho de Segurança convocou reunião de emergência para discutir os desdobramentos do conflito.
A União Europeia anunciou reunião especial de segurança. A China pediu suspensão imediata das operações militares e retorno às negociações. Já o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, confirmou que aviões britânicos atuam em operações defensivas na região.

Impacto no petróleo e risco econômico global
O conflito já provoca efeitos nos mercados internacionais. Analistas alertam para possível alta nos preços do petróleo, especialmente diante da paralisação temporária de embarques pelo Estreito de Hormuz — rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial diária de petróleo.
Empresas de transporte marítimo suspenderam operações na área por razões de segurança.
Escalada com potencial regional
Especialistas avaliam que o confronto pode se transformar em uma guerra regional de larga escala, envolvendo múltiplos atores estatais e grupos aliados. A possibilidade de expansão do conflito preocupa governos e organismos multilaterais.
O cenário permanece instável e novas atualizações devem ocorrer ao longo do dia.
A Redação Internacional da São Paulo TV segue acompanhando, em tempo real, os desdobramentos dessa crise que pode redefinir o equilíbrio geopolítico do Oriente Médio e impactar diretamente a economia global.
