
Centros de Dor da Prefeitura de São Paulo superam 570 mil atendimentos e viram referência na gestão Ricardo Nunes
Por Bene Correa | Redação São Paulo TV
Fontes e fotos: SECOM/PMSP
Viver com dor todos os dias muda a maneira de andar, dormir, trabalhar e até sonhar. Para transformar essa realidade, a gestão do prefeito Ricardo Nunes, por meio do secretário municipal da Saúde, Dr. Luiz Carlos Zamarco, criou em 2021 os Centros de Referência da Dor (CR Dor) — unidades especializadas que oferecem atendimento integral e humanizado para quem sofre com dor crônica de origens musculoesqueléticas, neuropáticas, oncológicas ou pós-cirúrgicas. Desde então, os seis centros implantados nas regiões Leste, Sudeste, Norte, Sul, Oeste e Centro já realizaram mais de 570 mil atendimentos. Cada unidade recebeu investimento médio de R$ 860 mil e atua como suporte às Unidades Básicas de Saúde (UBS), acolhendo casos de maior complexidade. A dor crônica é aquela que persiste por mais de três meses e pode limitar movimentos, comprometer atividades rotineiras e afetar diretamente a saúde mental. Muitas pessoas deixam de realizar tarefas simples por causa do sofrimento, gerando sensação de dependência e incapacidade. É nesse ponto que o trabalho dos CR Dor se torna essencial: o objetivo não é apenas aliviar sintomas, mas devolver autonomia e dignidade.

Segundo a farmacêutica Sílvia Patrício Soares, do CR Dor Vila Mariana, muitos pacientes chegam sem esperança, enxergando o serviço como última chance. A maioria retoma a vida após o tratamento. “Nunca vou me esquecer de uma paciente de 50 anos que, ao final do tratamento, mostrou à equipe médica uma foto dela andando de buggy com o filho durante uma viagem. Ela havia chegado sem conseguir levantar da cadeira e saiu com a consciência de que ainda podia viver com qualidade”, relata. Cada unidade conta com uma equipe multiprofissional composta por médicos especialistas (anestesiologistas, neurologistas ou fisiatras), enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, farmacêuticos e assistentes sociais. Os atendimentos podem ser individuais ou em grupo, com práticas como fisioterapia, acupuntura, auriculoterapia, reeducação postural, meditação e terapias integrativas. O plano terapêutico é sempre personalizado e construído com o paciente, buscando reorganizar hábitos, compreender os gatilhos da dor, aliviar o sofrimento e restaurar a qualidade de vida.

A transformação é visível nas histórias de quem passou pelo serviço. A aposentada Claudia Maria de Jesus, 52 anos, tratou dores na coluna no CR Dor Oeste e teve cerca de 70% de melhora. “Se eu não tivesse ido, acho que hoje não estaria andando. Quem tem dor crônica não melhora 100%, mas eu nunca mais travei.” Na Vila Mariana, Elza de Souza, 68 anos, trata ligamentos rompidos e hérnia de disco: “Você sai aliviada. Recomendo para qualquer pessoa, eles nos tratam muito bem.” Para a podóloga Silvana Ribeiro, 61 anos, que convive com fibromialgia, o impacto é imediato: “Mesmo com pouco tempo, estou amando. É um serviço que faz muita diferença. Sou um exemplo vivo disso.” Hoje, os Centros de Referência da Dor de São Paulo são considerados modelo para outras cidades do país, pela inovação na rede SUS, atendimento humanizado e resultados clínicos consistentes.

A gestão Ricardo Nunes e o secretário Zamarco mostram que tratar a dor é tratar a vida. Em uma cidade que acolhe mais de 12 milhões de pessoas, cuidar da saúde também é devolver autonomia, esperança e dignidade a quem mais precisa.
Galeria de imagens – SECOM/PMSP
