
Brasil celebra os 203 anos da Independência com desfile em Brasília, discurso de Lula e manifestações na Paulista
Da Redação – São Paulo TV crédito: Ed Alves / CB/DaPress
OO Brasil viveu neste 7 de Setembro um dia de celebração, reflexões políticas e manifestações populares. Em Brasília, o tradicional desfile cívico-militar marcou os 203 anos da Independência, realizado na Esplanada dos Ministérios sob o tema “Brasil Soberano”. O evento reuniu milhares de pessoas e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros, autoridades civis e militares, reafirmando símbolos nacionais e a importância da unidade em torno da democracia.
A Tribuna de Honra, espaço onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ministros e outras autoridades ficaram posicionados, trouxe na fachada a mensagem oficial do governo federal. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, foi um dos primeiros a chegar, ao lado de ministros de Estado como Márcio França (Empreendedorismo, Microempresa e Empresa de Pequeno Porte) e Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública). O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, também compareceu. Já o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, informou que não participaria do evento.
O desfile teve apresentações das Forças Armadas, escolas militares, bandas e exposições de equipamentos, destacando a integração entre civis e militares no ato cívico. No discurso oficial, Lula ressaltou que a Independência não deve ser vista apenas como fato histórico, mas como compromisso permanente com a soberania nacional, o fortalecimento da democracia e o desenvolvimento econômico e social.
O discurso presidencial
Na noite anterior, em pronunciamento em rede nacional, Lula já havia dado o tom das comemorações. O presidente defendeu que a soberania do Brasil é inegociável, apontando a necessidade de equilíbrio entre os poderes e de respeito às instituições democráticas. Lula destacou ainda que a Independência só se realiza plenamente quando há inclusão social e combate às desigualdades.
“O Brasil é soberano quando protege suas riquezas, quando garante a democracia e quando respeita seu povo. A independência que celebramos hoje é também o compromisso com o futuro, com a paz e com a justiça social”, afirmou o presidente.
Suas palavras encontraram forte repercussão nas redes sociais, onde a palavra “soberania” se tornou uma das mais mencionadas do dia, mobilizando apoiadores e críticos em debates sobre o papel do Brasil no cenário internacional e na política interna.
As manifestações populares
Enquanto em Brasília prevaleceu o tom oficial e protocolar das comemorações, em várias cidades do país ocorreram atos paralelos organizados pela sociedade civil. O mais emblemático foi o tradicional “Grito dos Excluídos”, que neste ano trouxe bandeiras como justiça social, igualdade e fortalecimento das políticas públicas.
Em São Paulo, a Avenida Paulista foi o grande palco das mobilizações. De um lado, movimentos sociais, sindicatos e entidades populares ocuparam a avenida pedindo mais investimentos em saúde, educação e programas de combate à pobreza. De outro, grupos organizados de oposição ao governo também marcaram presença, defendendo pautas como maior rigor no combate à corrupção, fortalecimento das Forças Armadas e críticas à condução da economia.
A divisão refletiu a polarização que tem marcado a cena política nacional, mas o tom geral foi de mobilização democrática, com a avenida tomada por cores, faixas, bandeiras e discursos de diferentes perspectivas.
Um 7 de Setembro de contrastes
Dessa forma, o 7 de Setembro de 2025 se consolidou como uma data de contrastes: de um lado, a celebração oficial com a reafirmação da soberania e da democracia como pilares da nação; de outro, manifestações que expressaram o pluralismo político e a diversidade de vozes da sociedade civil.
A combinação de ato cívico em Brasília, discurso presidencial e mobilizações na Paulista fez deste feriado não apenas uma comemoração histórica, mas também um espaço de disputa de narrativas sobre o presente e o futuro do país.
