
Autoridades canadenses investigam motivo de ataque à escola que deixou 10 mortos e 25 feridos
Da redação da São Paulo Tv jornalista Bene Correa com informações do Estadão, AFP, AP e NYT
A polícia de Tumbler Ridge, no Canadá, informou que a suspeita do ataque que provocou a morte de 10 pessoas e ferimentos em 25 já foi identificada, mas não teve a identidade revelada.
A atiradora foi encontrada morta e, aparentemente, disparou contra si mesma.
A motivação do crime ainda “parece incerta”, segundo a força que também investiga a ligação entre as vítimas e a responsável pelo tiroteio.

De acordo com as autoridades, o atentado ocorreu na Escola Secundária Tumbler Ridge, que leva o nome da cidade e tem 175 alunos do 7º ano do Ensino Fundamental II à 3ª série do Ensino Médio.
A comunidade rural, que fica localizada na Província Colúmbia Britânica, tem cerca de 2,4 mil habitantes.
Alerta de atirador ativo
Nina Krieger, ministra da Segurança Pública da Colúmbia Britânica, disse o ataque foi “um dos piores tiroteios em massa da história de nossa província e do país”.
A polícia confirmou que a jovem envolvida no massacre é a mesma pessoa mencionada em um alerta policial à comunidade mais cedo no mesmo dia. O alerta descrevia a suspeita como uma “mulher de vestido e cabelos castanhos”.
O primeiro relato de um atirador ativo aconteceu por volta das 13h20 (18h20, em Brasília).
Além da atiradora, seis pessoas foram encontradas mortas na escola e outra faleceu enquanto era levada para um hospital.
A polícia acredita ainda que outras duas vítimas fatais que foram localizadas em uma casa próxima ao colégio também estão ligadas ao tiroteio na escola.
Em uma publicação, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney afirmou estar “devastado” pelo ato criminoso que descreveu como “horrível”.
“Nossos representantes estão em contato direto com seus homólogos para garantir que a comunidade receba todo o apoio possível”, informou.
Tragédia em Tumbler Ridge: autoridades canadenses investigam massacre em escola que deixou 10 mortos

A pequena cidade de Tumbler Ridge, na província da Colúmbia Britânica, acordou para um cenário que parece retirado de um pesadelo coletivo. Um ataque armado na Tumbler Ridge Secondary School deixou 10 mortos e 25 feridos, segundo informações confirmadas pelas autoridades locais.
A suspeita do atentado foi identificada pela polícia, mas sua identidade não foi divulgada. Ela foi encontrada morta e, de acordo com as primeiras investigações, teria disparado contra si mesma após o ataque. A motivação ainda é considerada incerta.
O que se sabe até agora
O primeiro alerta de “atirador ativo” foi emitido por volta das 13h20 no horário local. Testemunhas relataram correria, bloqueios imediatos e evacuação emergencial da escola, que atende cerca de 175 alunos, do 7º ano do ensino fundamental à 3ª série do ensino médio.
Seis vítimas foram encontradas mortas dentro da escola. Outra faleceu a caminho do hospital. Além disso, duas pessoas foram localizadas mortas em uma residência próxima ao colégio — e a polícia investiga se esses óbitos têm ligação direta com o ataque.
A ministra da Segurança Pública da província, Nina Krieger, classificou o episódio como “um dos piores tiroteios em massa da história da província e do país”.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, declarou estar “devastado” com o ocorrido e afirmou que o governo federal está mobilizando apoio psicológico, logístico e investigativo à comunidade.
Uma cidade pequena, um trauma imenso
Tumbler Ridge tem cerca de 2,4 mil habitantes. Em locais assim, escolas não são apenas instituições de ensino — são o coração da comunidade. Um ataque dessa magnitude rasga o tecido social.
Massacres escolares são fenômenos complexos. Pesquisas internacionais apontam que eles raramente têm uma única causa. Geralmente envolvem uma combinação de fatores: histórico de sofrimento psicológico, acesso a armas de fogo, possíveis conflitos interpessoais e, em alguns casos, radicalização online ou isolamento social extremo.
Mas aqui entra um ponto essencial: hipóteses não são conclusões. A investigação ainda está em andamento. Atribuir motivação sem dados sólidos é transformar tragédia em especulação.
Canadá e violência armada: um contraste inquietante
O Canadá historicamente apresenta taxas de homicídio muito menores que as dos Estados Unidos. A legislação sobre armas é mais restritiva, exigindo registro, licença e verificações de antecedentes.
Ainda assim, episódios de violência em massa ocorrem — e quando acontecem, chocam profundamente a sociedade justamente por não fazerem parte do cotidiano estatístico do país.
Eventos assim levantam debates inevitáveis:
- Como a suspeita teve acesso à arma?
- Havia sinais prévios?
- Falhas institucionais podem ter contribuído?
- Que protocolos de segurança estavam ativos?
Essas perguntas precisam ser feitas com rigor, não com fúria.
O fator humano por trás das estatísticas
Quando se fala em “10 mortos e 25 feridos”, corre-se o risco de reduzir vidas a números. Cada número é uma biografia interrompida. Cada ferido é uma história marcada por trauma que pode durar décadas.
Especialistas em saúde mental alertam que comunidades pequenas sofrem impactos psicológicos prolongados após eventos assim. Transtorno de estresse pós-traumático, ansiedade coletiva e ruptura de vínculos sociais são efeitos comuns.
O que acontece agora
A polícia segue investigando:
- possível relação entre as vítimas e a atiradora
- histórico pessoal da suspeita
- origem da arma
- cronologia detalhada dos fatos
O governo provincial e federal prometem apoio à cidade.
Massacres escolares são fenômenos raros, mas quando acontecem revelam fissuras profundas na estrutura social — fissuras que não se resolvem apenas com policiamento, mas com políticas públicas integradas envolvendo saúde mental, educação e prevenção à violência.
A história de Tumbler Ridge ainda está sendo escrita. E, em momentos assim, a responsabilidade do jornalismo é dupla: informar com precisão e evitar transformar dor em espetáculo.
Tragédias coletivas expõem algo paradoxal da condição humana: somos capazes de destruição brutal, mas também de solidariedade intensa. Comunidades pequenas frequentemente respondem com redes de apoio, vigílias e mobilização. É nesses movimentos que a reconstrução começa — lenta, imperfeita, mas possível.
