
Assim é que deve ser
*José Renato Nalini
O consumismo, o desperdício e a deficiência no descarte dos resíduos sólidos faz com que a maior cidade brasileira enfrente uma situação por demais preocupante. São mais de quinze mil toneladas diárias de lixo, que já não é chamado assim, porque tem valor econômico. Países mais adiantados já resolveram esse problema e, ao que tudo indica, a China lidera esse ranking.
As cidades chinesas conseguem transformar seus resíduos em energia elétrica e tal sistema, aliado a uma sólida educação ambiental, gerou um efeito que parece perverso: lá já não há mais lixo! O remédio é escavar antigos aterros sanitários, em busca de material para produzir energia, nas suas mais de mil UREs – Unidades de Regeneração Energética.
Aqui em São Paulo, a situação é diversa e mais grave. Embora haja coleta seletiva em todas as ruas da capital, mesmo aquelas que pareciam inacessíveis, percentual mínimo do que é recolhido chega à reciclagem. Por falta de educação da cidadania, que não separa o que descarta em apenas duas frações: aquilo que é orgânico, apodrece e pode gerar biometano, gás natural não fóssil, para abastecer veículos e descarbonizar a cidade e os resíduos sólidos, esses inteiramente reaproveitáveis.
Por isso, elogiável a atuação do Subprefeito Silvinho Rocha, de Santo Amaro, que aplica sanções pecuniárias a quem descarta lixo em lugar impróprio. Sem esta sanção que atinge o bolso do infrator, não se chegará ao ideal de uma destinação correta daquilo que, repito, o excessivo consumismo, o exagerado desperdício e a falta de consciência na destinação geram de efeitos à saúde, à higiene, ao bem-estar e, principalmente, à economia da maior cidade brasileira.
Parabéns Subprefeito Silvinho Rocha! Que isso se propague pelas demais 31 Subprefeituras da Capital!

*José Renato Nalini é Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.
