
Aposta dobrada
*José Renato Nalini
Depois do retrocesso com a revogação da base científica da regulação ambiental da até então considerada a maior democracia ocidental, é preciso redobrar a aposta no trato adequado da questão ambiental. Nenhum negacionismo resiste à avalanche de fenômenos extremos que ocorrem no mundo inteiro e até muito perto de nós.
O IEA da USP concluiu estudos que preveem ciclones em São Paulo, algo que seria inimaginável até há pouco, mas que se impõe como consequência da exagerada emissão dos gases venenosos causadores do efeito estufa.
A gestão Ricardo Nunes mantém a sua política ecologicamente correta, a partir do PlanClima, o Plano de Ação Climática da maior cidade brasileira, cuja execução é atribuição da Seclima, a Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas de São Paulo.
Inteiramente revisado e revigorado, o PlanClima está em plena execução e a eletrificação da frota prossegue, assim como o plano de arborização e de construção de ilhas de chuva, de vagas verdes, de bosques urbanos e de ampliação e requalificação dos parques.
É confortador para os paulistanos verificar que seu prefeito continua a fazer o que há de melhor para a população e adapta a cidade para o enfrentamento de fenômenos extremos que continuarão a ocorrer, com frequência e intensidade cada vez maiores.
Como diz a ciência, os sinais físicos e evidentes do aquecimento se mostram cada vez mais evidentes e São Paulo tem alguém de visão compatível com as urgências de nossa era.
Mas a cidadania também tem de colaborar. Plantar mais árvores, zelar por aquelas que já existem. Separar cuidadosamente os resíduos sólidos, destinando os orgânicos para uma fração e os secos para outra. Com isso, garantir a qualidade de vida dos viventes e dos que ainda sequer nasceram, como determina o artigo 225 da Constituição Federal.
*José Renato Nalini é Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.
