
Ano novo chinês
*José Renato Nalini
São Paulo, a megalópole cosmopolita que recebe todos os que a procuram, orgulha-se de sua colônia chinesa. Operosa, discreta e ordeira, tem colaborado há décadas com o desenvolvimento da maior cidade brasileira.
A celebração do Ano Novo Chinês em 2016 foi organizada pelo Senhor Yu Peng, Cônsul Geral da China em São Paulo. E foi uma oportunidade de congraçamento entre a representação oficial chinesa e a municipalidade paulistana.
Há muitos motivos a comemorar uma crescente aproximação entre China e Brasil. Está comprovado que, entre as dez melhores Universidades do mundo, sete são chinesas. A Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, liderou durante muitos anos esse honroso ranking. Hoje ela está em terceiro lugar e, entre as outras nove, não figura outra norte-americana.

É que os chineses, além do código aberto de sua Inteligência Artificial, mantêm abertas as portas de suas Universidades para todos os estrangeiros que quiserem lá estudar e se abeberar das pesquisas consistentes realizadas por cientistas respeitados e criadores da fabulosa tecnologia que transformou a China em poucas décadas.
É incrível que ali já não exista lixo, hoje chamado de resíduo sólido, porque todo ele é aproveitado nas UREs – Unidades de Regeneração Energética e se transformam em energia elétrica. O ensino chinês é eficiente e explica aquilo que o mundo chama de verdadeiro milagre.
Tudo isso deve estimular os brasileiros de São Paulo a se aproximarem cada vez mais da China. A estudarem mandarim, a fazerem intercâmbio e a assimilarem ao menos um pouco da milenar filosofia confucionista e maoísta que ensina respeito aos mais idosos, disciplina, determinação e trabalho firme e constante.
Nosso abraço fraternal ao povo chinês e o nosso desejo de que a proximidade China-Brasil gere muito mais do que relações comerciais e estreitamento negocial, mas também propicie aprendizado na forma de educar uma geração e fazê-la responsável pelos destinos da nação. Os chineses priorizam seus deveres, obrigações e responsabilidades, antes de invocarem os seus direitos. Por isso é que a China dá certo.
*José Renato Nalini é Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.
