
Alexandre Padilha fortalece cooperação internacional na Índia para ampliar produção de medicamentos e vacinas do SUS
Da Redação da São Paulo Tv

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cumpriu agenda oficial em Nova Délhi, onde se reuniu com autoridades do governo indiano para discutir parcerias estratégicas voltadas à produção de medicamentos e vacinas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
A visita integra o esforço do governo brasileiro de ampliar a cooperação internacional em saúde, fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde e reduzir a dependência externa na aquisição de insumos farmacêuticos ativos (IFAs), medicamentos de alto custo e imunizantes.
Cooperação estratégica entre Brasil e Índia
A Índia é hoje uma das maiores produtoras globais de medicamentos genéricos e vacinas, com forte presença na exportação de insumos e tecnologia farmacêutica. O diálogo estabelecido por Padilha busca:
- Transferência de tecnologia para produção nacional;
- Ampliação da capacidade de fabricação de vacinas em território brasileiro;
- Redução de custos para o SUS;
- Segurança sanitária e autonomia produtiva.
Durante os encontros em Nova Délhi, foram discutidas possibilidades de acordos bilaterais entre laboratórios públicos brasileiros — como a Fiocruz e o Instituto Butantan — e fabricantes indianos, além de cooperação em pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Soberania sanitária e fortalecimento do SUS
A agenda reforça uma diretriz estratégica do Ministério da Saúde: consolidar a soberania sanitária brasileira. A pandemia de Covid-19 evidenciou a vulnerabilidade das cadeias globais de produção de medicamentos e vacinas, tornando prioritária a internalização de tecnologias e a diversificação de fornecedores.
Segundo o Ministério, a aproximação com a Índia pode acelerar projetos de nacionalização de fármacos estratégicos utilizados em tratamentos oncológicos, doenças raras, HIV, tuberculose e outras enfermidades que impactam milhões de brasileiros.
Impacto para estados e municípios
O fortalecimento da produção nacional pode trazer reflexos diretos para estados e municípios, inclusive São Paulo, que concentra parte significativa da indústria farmacêutica brasileira e abriga importantes centros de pesquisa biomédica.
A redução de custos e a ampliação da oferta de medicamentos significam maior previsibilidade orçamentária para as secretarias estaduais e municipais de saúde, além de garantir continuidade no abastecimento da rede pública.
Diplomacia da saúde
A reunião em Nova Délhi também consolida o papel da diplomacia da saúde como instrumento estratégico de política pública. O Brasil e a Índia integram fóruns multilaterais relevantes e compartilham desafios semelhantes: grandes populações, sistemas públicos amplos e necessidade de acesso universal a medicamentos.
A cooperação entre os dois países pode representar um avanço significativo na construção de um modelo sustentável de produção farmacêutica voltado ao interesse público.
A São Paulo TV seguirá acompanhando os desdobramentos dessa agenda internacional e os possíveis acordos que poderão impactar diretamente o Sistema Único de Saúde e a população brasileira.
