
Alckmin e presidente da Fiesp assinam protocolos para promoção do comércio justo e da defesa comercial
Da redação da São Paulo Tv jornalista Bene Correa com informações do site do MDIC
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, assinaram dois Protocolos de Intenções, durante reunião de diretoria da Fiesp, em São Paulo.
Um dos protocolos é voltado para a promoção do comércio justo e fortalecimento da defesa comercial contra práticas desleais e ilegais que prejudicam o comércio exterior.

“A cooperação com o setor produtivo na defesa comercial vai contribuir para fortalecer o comércio justo e promover um ambiente concorrencial mais equilibrado”, afirmou Alckmin.
O protocolo de intenção sobre práticas desleais e ilegais no comércio exterior prevê, entre outras iniciativas:
- O compartilhamento de experiências e ferramentas técnicas
- Ações de capacitação especializada
- E o uso de soluções analíticas e de bases de dados para agilizar procedimentos e fortalecer a atuação do Estado.
“Incentivamos que a competição comercial ocorra no campo da eficiência e da qualidade, nunca através de artifícios predatórios ao País. O Brasil permanece de braços abertos para parcerias saudáveis, mas rigorosamente atento para se defender de forma energética à concorrência desleal”, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp.
O documento também estabelece o desenvolvimento de uma calculadora de margem de dumping, ferramenta que deverá ampliar a precisão, reduzir riscos operacionais e dar maior celeridade aos cálculos realizados no âmbito das investigações de defesa comercial.
Desburocrtatização
Já o protocolo sobre ações de desburocratização aborda a revisão de regulamentações consideradas excessivas ou sobrepostas no meio industrial, a digitalização de serviços públicos e a burocracia na indústria brasileira.
O documento propõe a revisão de regulamentações consideradas excessivas ou sobrepostas por diferentes órgãos ou esferas do governo federal, além da consolidação de normas para oferecer maior segurança jurídica para as empresas.
A proposta ainda inclui ampliar a digitalização de serviços públicos, integrando sistemas, mas mantendo a segurança jurídica e a validade dos atos.
“A agenda de desburocratização integra esforços amplos de enfrentamento ao Custo Brasil, com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios no país, ampliando a competitividade das indústrias”, disse Alckmin.
Reconfiguração Internacional
A defesa comercial e o combate a práticas que ferem a ética de concorrência sobre produtos brasileiros ocorrem em um cenário de demanda recorde por instrumentos de defesa comercial.
O volume de pleitos por medidas de defesa alcançou 107 em 2024, maior patamar desde 2013, e continuou crescendo em 2025, chegando 94 pedidos de investigação.
O cenário internacional marcado por reconfiguração de cadeias produtivas, tensões comerciais e aumento de práticas desleais reforça a necessidade de modernização e maior agilidade no sistema brasileiro.
Simplificação Regulatória
De acordo com o Observatório do Custo Brasil, atualmente, o país deixa de movimentar cerca de um R$ 1,7 trilhão por ano, em razão de entraves como:
- Burocracia excessiva
- Complexidade do sistema tributário
- Infraestrutura deficiente
- E altos custos de produção

