
Alckmin diz que formalização do acordo Mercosul-UE amplia oportunidades e eleva a política comercial brasileira
Da redação da São Paulo Tv jornalista Bene Correa com informações site do MDIC
O vice-presidente e ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, comemorou a assinatura do Acordo Mercosul-União Europeia, em Assunção, no Paraguai.
A expectativa é que o acordo proporcione a ampliação do comércio, a geração de empregos e o fortalecimento da inserção internacional do Brasil.

Segundo Alckmin, o acordo coloca a política comercial brasileira em novos patamares.
“Consolida o maior acordo entre blocos comerciais do mundo e amplia de forma significativa as oportunidades para o Brasil”, disse.
O vice-presidente diz ainda que o entendimento reforça a estratégia brasileira de ampliar sua inserção internacional.
“Ao concluir esse acordo, o Brasil reafirma sua estratégia de abrir mercados, fortalecer o multilateralismo e transformar resultados comerciais em crescimento econômico, emprego e investimento”, afirmou Alckmin.
Reflexos do acordo
O acordo reúne os países do Mercosul e os 27 Estados-membros da União Europeia, ampliando o comércio, estimulando investimentos recíprocos e gerando impactos positivos para o emprego e o desenvolvimento econômico.
Na sexta-feira (16), o MDIC lançou o Painel de Oportunidades Mercosul–União Europeia, uma ferramenta digital que permite identificar oportunidades de exportação a partir de recortes por produtos, mercados de destino e unidades da Federação.
O painel faz parte da agenda de implementação do acordo, e tem o objetivo de dar suporte às empresas brasileiras interessadas no mercado europeu.
Além disso, O MDIC disponibilizou, em seu portal, o factsheets e os documentos oficiais do acordo com informações sobre compromissos assumidos, impactos esperados e oportunidades para o setor produtivo brasileiro.
Próximos passos
Apesar de assinado, o acordo não está efetivamente em vigor, pois ainda precisa ser discutido pelos países dos dois blocos comerciais individualmente.
A validação da parte comercial passa pelo Parlamento Europeu e pelos parlamentos dos países do Mercosul, que é composto pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
Os temas relativos à cooperação, facilitação e questões políticas, como compromisso com direitos humanos e democracia, também precisam ser submetidos aos parlamentos dos 27 países da UE.
Porém, a parte comercial não precisa esperar a aprovação destas outras partes, envolvendo cooperação e política, para entrar em vigor.
No caso do Brasil, a parte comercial pode começar a valer antes mesmos que os demais parceiros do Mercosul internalizem o acordo.
Para isto, basta que o documento seja ratificado pelo Congresso Nacional e pelo Parlamento Europeu.
