
Alckmin defende diálogo social e redução da jornada de trabalho em participação na Conferência Nacional do
Da redação da São Paulo jornalista Bene Correa e Beatriz Ciglioni com informações do site do MDIC foto arquivo Exame
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirma que o Brasil precisa participar ativamente do debate global sobre jornada de trabalho e ter o melhor encaminhamento dessa tendência mundial.
A defesa foi feita pelo ministro durante participação na II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT.
“Há uma tendência mundial de redução de jornada de trabalho. E precisamos construí-la através do diálogo”, afirmou Alckmin.

Ao falar sobre as transformações provocadas pela mecanização, pela automação e pela inteligência artificial, Alckmin concluiu que esse processo deve ser feito com diálogo social e foco no bem-estar dos trabalhadores.
“Trabalhadora e trabalhador, sem bem-estar, é prosperidade com pés de barro. O ser humano não é máquina, para trabalhar, trabalhar. O ser humano precisa ter saúde mental, ter direito à família, ao descanso, afirmou o ministro.
Alckmin disse ainda que é fundamental fortalecer a construção coletiva de políticas públicas, pois mais do que nunca é necessário promover o diálogo entre governo, trabalhadores e empresários.
Cenários favoráveis para o trabalhador
O vice-presidente também afirmou que o país registra atualmente a menor “taxa de desconforto”, indicador que combina inflação e desemprego.
“É a primeira vez que nós temos simultaneamente inflação baixa com desemprego baixo”, comemorou.
Ele também citou a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e a reforma tributária, que, segundo estudo do Ipea, poderá elevar o PIB, os investimentos e as exportações nos próximos anos.
A II Conferência Nacional do Trabalho, realizada em São Paulo, tem como objetivo estabelecer diretrizes para a promoção do trabalho decente no Brasil.
