
Alckmin defende diálogo, soberania e ampliação de mercados diante das tarifas dos Estados Unidos
Da Redação | São Paulo TV
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reafirmou nesta quinta-feira (17) o compromisso do governo federal com a defesa da economia brasileira diante da decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos nacionais.
Durante entrevista coletiva, Alckmin classificou a medida como “injusta e descabida” e destacou que o Brasil continuará buscando uma solução por meio do diálogo, preservando os interesses nacionais e a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.
Segundo o vice-presidente, o governo atuará com responsabilidade e estratégia, utilizando os instrumentos legais disponíveis apenas quando considerar oportuno. Entre eles está a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional, que autoriza o Brasil a responder a medidas comerciais unilaterais que prejudiquem o país.
“O governo, no momento adequado, saberá como implementar a Lei da Reciprocidade”, afirmou Alckmin.
Além da defesa dos interesses brasileiros, o vice-presidente anunciou o fortalecimento das ações para ampliar a presença dos produtos nacionais em novos mercados internacionais. A estratégia contará com atuação conjunta da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

De acordo com Alckmin, o objetivo é diversificar destinos para as exportações brasileiras, reduzir impactos sobre os setores produtivos e ampliar oportunidades para empresas nacionais.
Na coletiva, o vice-presidente também defendeu que os argumentos apresentados pelos Estados Unidos para justificar as tarifas não refletem a realidade brasileira. Segundo ele, temas como o sistema de pagamentos Pix, a balança comercial e a política ambiental do país foram apresentados de forma equivocada durante o processo.
A reunião contou ainda com a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), João Paulo Capobianco (Meio Ambiente) e da secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Guimarães.
A atuação conjunta dos órgãos econômicos e diplomáticos demonstra a estratégia do governo de combinar diálogo internacional, proteção aos interesses nacionais e busca por novas oportunidades comerciais, reforçando o compromisso com a estabilidade econômica e o fortalecimento das exportações brasileiras.
