
A voz dos que não falam: Regina Nunes fortalece a defesa dos animais na agenda pública da capital
Reportagem da São Paulo Tv
A defesa dos animais deixou de ser apenas uma pauta de ativismo social para ocupar um espaço crescente no debate jurídico, social e político contemporâneo. No Brasil, a proteção animal já está prevista na Constituição Federal, que estabelece, no artigo 225, o dever do poder público e da sociedade de proteger a fauna e impedir práticas que submetam os animais à crueldade.

Mesmo com esse reconhecimento constitucional, os casos de abandono e maus-tratos continuam a ocorrer em diferentes regiões do país, revelando que a legislação e as políticas públicas ainda precisam evoluir para acompanhar a realidade social e cultural que se transformou nas últimas décadas.
Em São Paulo, essa discussão ganhou uma voz particularmente ativa: a da primeira-dama da cidade, Regina Carnovale Nunes, que colocou a causa animal no centro de sua atuação pública e social.
A frase que ela costuma repetir em suas manifestações resume bem essa postura: “Os animais não falam, eu sou a voz deles.” A declaração não é apenas simbólica. Ela reflete uma visão de que a defesa dos animais precisa ser tratada como uma agenda de cidadania, educação e saúde pública.

Nas últimas décadas, a relação entre humanos e animais de estimação mudou profundamente. Em muitas famílias brasileiras, cães e gatos deixaram de ser apenas animais domésticos e passaram a ocupar um lugar afetivo central dentro do núcleo familiar.
Essa transformação também trouxe novas reflexões para a área da saúde. Estudos científicos e experiências clínicas mostram que os animais de companhia têm desempenhado um papel cada vez mais relevante no apoio ao bem-estar físico e emocional das pessoas.
Na área da saúde mental, por exemplo, os pets têm sido reconhecidos como importantes aliados no enfrentamento da depressão, da ansiedade e do estresse. A convivência com animais pode estimular vínculos afetivos, reduzir a sensação de isolamento e promover estabilidade emocional, especialmente em grandes centros urbanos.

Os animais também exercem funções essenciais em outras áreas da saúde e da inclusão social. Cães-guia têm sido fundamentais no apoio a pessoas com deficiência visual, garantindo autonomia, mobilidade e segurança no dia a dia.
Mais recentemente, programas de terapia assistida por animais têm sido incorporados a tratamentos hospitalares e processos de reabilitação, inclusive em ambientes de cuidado a pacientes com câncer, onde a presença de animais treinados tem demonstrado efeitos positivos no estado emocional e na qualidade de vida dos pacientes.
Esse conjunto de experiências reforça a percepção de que a convivência entre humanos e animais ultrapassa a dimensão afetiva e passa a ter impactos concretos na saúde e na qualidade de vida das pessoas.

Regina Carnovale Nunes tem destacado justamente esse ponto em suas manifestações públicas. Para ela, compreender a importância dos animais na vida das famílias significa reconhecer que a proteção animal precisa ser tratada como parte de uma política pública mais ampla, capaz de integrar saúde, educação e cidadania.
Nesse sentido, Regina defende que a legislação brasileira precisa evoluir para acompanhar essa nova realidade social, garantindo instrumentos mais eficazes de combate aos maus-tratos e ampliando políticas de proteção e bem-estar animal.

Um dos pontos frequentemente defendidos por ela é o fortalecimento de programas de castração e controle populacional, considerados por especialistas a principal estratégia para combater o abandono de animais nas grandes cidades.
A cidade de São Paulo já conta com hospitais veterinários públicos e programas de atendimento gratuito para a população de baixa renda, além de campanhas de adoção responsável. A ampliação dessas iniciativas tem sido parte do debate sobre o futuro das políticas públicas voltadas à causa animal.
Casos recentes de violência contra animais também têm mobilizado a opinião pública e reforçado a urgência desse debate. Episódios como o do cão Orelha, que gerou indignação nacional, mostraram como a sociedade brasileira tem reagido de forma cada vez mais firme contra práticas de crueldade.

Para especialistas, esses episódios revelam algo mais profundo: a violência contra animais frequentemente está associada a ambientes sociais onde também ocorrem outras formas de agressão, incluindo violência doméstica.
Por isso, a proteção animal tem sido cada vez mais vista como parte de uma política de prevenção social e de promoção de valores éticos dentro da sociedade.
Ao colocar essa causa no centro do debate público, Regina Carnovale Nunes representa uma nova forma de atuação institucional, em que temas sociais ganham visibilidade e passam a integrar a agenda política das cidades.

Além das mobilizações públicas, Regina também participa de iniciativas de resgate, acolhimento e adoção de animais abandonados, reforçando a importância de ações concretas de proteção e cuidado.
Para ela, a defesa dos animais também possui um forte valor educativo. Ensinar respeito e cuidado com os animais significa ensinar empatia, responsabilidade e convivência com a vida em todas as suas formas.
A discussão sobre os direitos dos animais, portanto, ultrapassa a dimensão do ativismo e passa a integrar um debate mais amplo sobre civilização, cidadania e qualidade de vida nas cidades contemporâneas.

Em um mundo cada vez mais urbanizado e tecnologicamente avançado, a forma como uma sociedade trata os seres mais vulneráveis — humanos ou animais — tornou-se também um indicador de seu grau de consciência e desenvolvimento moral.
Nesse cenário, Regina Carnovale Nunes tem procurado lembrar algo essencial: uma sociedade verdadeiramente justa precisa garantir que até mesmo aqueles que não têm voz sejam respeitados, protegidos e defendidos. 🐾
