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Kimi Antonelli é campeão mundial de Fórmula 1 aos 20 anos e escreve uma nova página na história do automobilismo
GP do México consagra o jovem italiano da Mercedes como o mais novo campeão da história da categoria. Max Verstappen vence a corrida, Lewis Hamilton termina em segundo e Antonelli conquista o título com o terceiro lugar. Agora, a Fórmula 1 desembarca em São Paulo para mais um capítulo de uma temporada histórica.
Por Walter Westphal — Jornalista
O automobilismo mundial viveu, no domingo, 1º de novembro de 2026, um daqueles momentos que ultrapassam os limites de uma corrida. O Grande Prêmio da Cidade do México, décima nona etapa da temporada da Fórmula 1, entrou definitivamente para a história ao consagrar o italiano Andrea Kimi Antonelli, piloto da Mercedes, como o mais jovem campeão mundial da categoria, aos 20 anos.
Em uma prova marcada por estratégias, disputas, intervenções da direção de corrida e fortes emoções, o holandês Max Verstappen, da Red Bull, conquistou a vitória. O britânico Lewis Hamilton, agora defendendo a Ferrari, terminou na segunda posição, enquanto Antonelli cruzou a linha de chegada em terceiro lugar. O resultado foi suficiente para assegurar matematicamente o título ao jovem italiano, encerrando uma disputa que mobilizou equipes, engenheiros, dirigentes e milhões de torcedores em todo o planeta.

O que se viu no México não foi apenas a confirmação de um talento extraordinário. Foi o surgimento de um novo campeão em uma modalidade que exige muito mais do que velocidade. A Fórmula 1 é uma combinação de coragem, conhecimento tecnológico, condicionamento físico, estratégia, controle emocional e capacidade de tomar decisões em frações de segundo.
Antonelli, ainda tão jovem, demonstrou reunir essas qualidades ao longo de uma temporada de resultados expressivos. Seu título também representa uma conquista da Mercedes, que apostou no desenvolvimento do piloto desde as categorias de formação e agora vê essa trajetória alcançar o ponto mais alto do automobilismo.
A consagração antecipada, com quatro Grandes Prêmios ainda previstos no calendário, dimensiona a superioridade construída pelo italiano em 2026. GRANDE PRÊMIO+1
O México como palco de uma conquista histórica
A Cidade do México possui uma relação singular com o automobilismo. Suas ruas, sua cultura, a paixão do público e a história de seus pilotos transformaram o Grande Prêmio mexicano em uma das etapas mais características do campeonato mundial.
O Autódromo Hermanos Rodríguez, localizado no complexo esportivo Magdalena Mixiuhca, representa parte importante dessa tradição. Com 4,304 quilômetros de extensão na configuração utilizada pela Fórmula 1 e 17 curvas, o circuito reúne trechos de alta velocidade, exigências técnicas importantes e um ambiente marcado pela vibração das arquibancadas.
A origem do autódromo remonta ao final da década de 1950, quando a administração mexicana decidiu desenvolver uma estrutura destinada a ampliar as atividades esportivas e de lazer da população. O projeto contou com o apoio do então presidente Adolfo López Mateos e com a influência da família Rodríguez, que desempenhou papel fundamental no desenvolvimento do automobilismo nacional.
Concluído em 1959, o circuito recebeu uma prova de Fórmula 1 extracampeonato em 1962 e passou a integrar oficialmente o Mundial em 1963, quando Jim Clark conquistou a vitória. Formula Desde então, o autódromo atravessou diferentes períodos, modificações estruturais, interrupções no calendário e processos de modernização, preservando sua identidade.
A famosa curva Peraltada tornou-se um dos símbolos do traçado. Originalmente conhecida por sua extensão, inclinação e elevada velocidade, exigia enorme precisão dos pilotos. Com as alterações realizadas ao longo dos anos, parte de sua configuração histórica foi modificada, mas o nome permanece associado aos grandes desafios que marcaram o circuito.
Outro elemento que chama a atenção é a área do antigo estádio de beisebol, incorporada à configuração moderna. A passagem dos carros pelas arquibancadas proporciona uma atmosfera particular, com o público acompanhando os pilotos a poucos metros de distância.
O México transformou sua história automobilística em um verdadeiro espetáculo esportivo, no qual tradição e modernidade convivem.

Uma corrida em que vencer não era a única forma de conquistar a glória
A classificação já anunciava um domingo de emoções. Lewis Hamilton conquistou a pole position com a Ferrari, ampliando a expectativa de uma vitória para a equipe italiana. Max Verstappen, porém, demonstrou mais uma vez sua capacidade competitiva e terminou como vencedor da prova.
A corrida teve disputas intensas desde a largada e foi influenciada por penalizações e por uma interrupção com bandeira vermelha. O resultado final colocou Verstappen no degrau mais alto do pódio, Hamilton em segundo e Antonelli em terceiro.
Para o italiano, a terceira colocação teve um significado especial. Enquanto Verstappen comemorava a vitória e Hamilton celebrava mais um resultado importante pela Ferrari, Antonelli alcançava algo ainda maior: o seu primeiro campeonato mundial. SI+1
A Fórmula 1 oferece situações em que a vitória de uma corrida e a conquista de um campeonato representam histórias diferentes. O piloto que vence uma etapa demonstra superioridade naquele domingo. O campeão mundial, por sua vez, precisa construir sua trajetória ao longo de meses, enfrentando pistas distintas, condições climáticas variáveis, adversários altamente preparados e as constantes exigências de desenvolvimento dos carros.
Foi exatamente essa regularidade, combinada a nove vitórias em Grandes Prêmios ao longo de 2026, que levou Antonelli ao título.
Seu desempenho não foi resultado de uma única corrida extraordinária, mas de uma sequência de conquistas que transformaram uma promessa em realidade.
Do kart à glória mundial: a trajetória de Andrea Kimi Antonelli
Mercedes have high hopes for their new Kimi | Planet F1
A trajetória de Andrea Kimi Antonelli, nascido em 25 de agosto de 2006, na Itália, demonstra como o automobilismo pode transformar um talento descoberto ainda na infância em um campeão mundial.
Desde pequeno, o italiano conviveu com as pistas, os motores e a disciplina exigida pelas competições. Sua formação começou no kart, ambiente em que aprendeu os fundamentos da pilotagem, a importância da precisão e a necessidade de administrar riscos.
O kart não é apenas a porta de entrada para o automobilismo. É uma escola de comportamento, estratégia e resistência emocional.
Em categorias nas quais diferenças de milésimos de segundo determinam posições, o jovem piloto desenvolveu uma característica que se tornaria fundamental em sua carreira: a capacidade de conciliar velocidade com consistência.
Em 2019, Antonelli passou a integrar o programa de desenvolvimento de jovens pilotos da Mercedes. A oportunidade representou um avanço importante, porque lhe proporcionou acompanhamento técnico e uma estrutura profissional de preparação.
O investimento da Mercedes não se limitou ao potencial demonstrado nas pistas. A equipe passou a preparar o jovem para enfrentar diferentes categorias e desenvolver as competências necessárias para chegar à Fórmula 1.
Em 2020 e 2021, Antonelli conquistou títulos importantes no kartismo europeu, consolidando sua condição de promessa internacional.
O passo seguinte seria ainda mais exigente.

2022: o domínio na Fórmula 4
A temporada de 2022 marcou uma nova etapa na carreira do italiano.
Competindo em carros de fórmula, Antonelli demonstrou uma capacidade de adaptação impressionante. Conquistou os títulos da Fórmula 4 italiana e da Fórmula 4 alemã, ampliando sua reputação entre dirigentes, engenheiros e observadores do automobilismo europeu.
A transição do kart para um monoposto representa um desafio significativo. O piloto passa a lidar com maior potência, aerodinâmica, sistemas complexos e estratégias de corrida que exigem uma compreensão muito mais ampla do funcionamento do veículo.
Antonelli não apenas superou essas dificuldades como transformou sua primeira experiência de destaque na categoria em uma demonstração de superioridade.
As conquistas confirmaram que o jovem italiano não era apenas rápido em uma volta de classificação. Ele também sabia vencer corridas e administrar campeonatos.

2023: o amadurecimento na Fórmula Regional Europeia
Em 2023, Antonelli passou a disputar o Campeonato Europeu de Fórmula Regional, conhecido como FRECA, defendendo a equipe Prema Racing.
A competição representava mais um degrau na formação do piloto.
Diferentemente das categorias iniciais, o campeonato reunia adversários com experiências variadas, pistas técnicas e exigências crescentes de preparação física e mental.
Antonelli enfrentou dificuldades nas primeiras etapas, mas conseguiu reagir ao longo da temporada. A recuperação culminou na conquista do título, confirmada em Zandvoort, nos Países Baixos.
Aquele campeonato mostrou uma característica que seria decisiva para a carreira do italiano: a capacidade de responder à pressão e transformar adversidades em aprendizado.
Um piloto pode impressionar pela velocidade, mas precisa demonstrar maturidade para conquistar campeonatos. A recuperação de Antonelli em 2023 reforçou essa percepção.
2024: a ousadia de saltar diretamente para a Fórmula 2
A Mercedes decidiu acelerar o desenvolvimento do piloto e apoiou sua entrada na Fórmula 2 em 2024, sem que ele precisasse disputar a Fórmula 3.
A decisão representava uma aposta incomum, uma vez que a Fórmula 3 costuma ser uma etapa importante no desenvolvimento dos jovens talentos.
Defendendo a Prema Racing, Antonelli enfrentou adversários mais experientes, carros mais exigentes e circuitos que também integram o calendário da Fórmula 1.
Terminou o campeonato na sexta colocação, com duas vitórias, resultado que, embora não tenha representado a conquista do título, foi considerado suficiente para confirmar seu potencial.
A experiência trouxe aprendizados sobre desgaste de pneus, comportamento dos carros, procedimentos de corrida e administração de diferentes situações competitivas.
Ao mesmo tempo, seu nome passou a ser discutido com frequência como possível substituto de Lewis Hamilton na Mercedes.
A transferência do heptacampeão mundial para a Ferrari abriu uma oportunidade importante na equipe alemã.
Em 30 de agosto de 2024, Antonelli participou de uma sessão oficial de treinos livres da Fórmula 1, em Monza, e, no dia seguinte, a Mercedes anunciou sua contratação como piloto titular para a temporada de 2025.
O jovem italiano estava prestes a realizar um sonho que poucos pilotos conseguem alcançar. Formula 1®+1
2025: a estreia na elite do automobilismo
A temporada de 2025 representou o primeiro contato permanente de Antonelli com o ambiente altamente competitivo da Fórmula 1.
Passar das categorias de formação para o campeonato mundial significa enfrentar pilotos que acumulam títulos, milhares de quilômetros de experiência e conhecimento profundo das exigências de cada circuito.
Além disso, o jovem precisava aprender a trabalhar dentro de uma das equipes mais importantes da história da categoria.
A Mercedes, responsável por uma das maiores sequências de conquistas da Fórmula 1 moderna, possui uma estrutura técnica que exige comunicação constante entre pilotos, engenheiros e dirigentes.
Antonelli encerrou a temporada na sétima posição do Campeonato Mundial de Pilotos, com 150 pontos.
O resultado demonstrou sua capacidade de adaptação e criou expectativas para o ano seguinte.
Poucos poderiam imaginar, entretanto, que a evolução seria tão expressiva.
2026: nove vitórias e uma campanha para entrar na história
A temporada de 2026 transformou definitivamente Andrea Kimi Antonelli em um dos principais nomes do automobilismo mundial.
Com a Mercedes, o italiano construiu uma campanha de extraordinária consistência, conquistando nove vitórias em Grandes Prêmios.
VITÓRIAS DE KIMI ANTONELLI NA TEMPORADA 2026 ATÉ O GP DO MÉXICO
A vitória na China deu início a uma sequência que colocou seu nome entre os principais candidatos ao campeonato.
No Japão, outro resultado positivo reforçou sua confiança. Em Miami, demonstrou controle e maturidade. No Canadá, enfrentou novas exigências técnicas, enquanto em Mônaco conseguiu superar os desafios de um dos circuitos mais tradicionais e difíceis do calendário.
As vitórias na Bélgica, na Itália e na Espanha ampliaram sua vantagem no campeonato.
Em Monza, especialmente, o triunfo teve significado simbólico. Vencer diante do público italiano, em um circuito que representa parte importante da história do automobilismo europeu, foi uma demonstração do quanto o jovem havia evoluído.
Posteriormente, a vitória no Grande Prêmio dos Estados Unidos, em Austin, aproximou ainda mais Antonelli da conquista do título.
Ao chegar ao México, ele já não precisava assumir riscos desnecessários. A vantagem acumulada permitia uma abordagem estratégica.
O terceiro lugar foi suficiente para confirmar aquilo que suas atuações ao longo do ano já indicavam: a Fórmula 1 tinha um novo campeão mundial.
O recorde de Sebastian Vettel é superado
Até 2026, o recorde de campeão mundial mais jovem da Fórmula 1 pertencia ao alemão Sebastian Vettel.
Em 2010, defendendo a Red Bull, Vettel conquistou seu primeiro título aos 23 anos, iniciando uma sequência de quatro campeonatos mundiais consecutivos.
Sua trajetória transformou-se em referência para as gerações seguintes.
Agora, Antonelli estabelece um novo parâmetro histórico ao conquistar o campeonato aos 20 anos.
A idade, evidentemente, não é o único elemento que define a grandeza de um piloto. A continuidade dos resultados, a capacidade de enfrentar adversários e o desempenho ao longo de diferentes temporadas serão fundamentais para determinar o lugar que o italiano ocupará na história.
Entretanto, a precocidade dessa conquista já representa um marco.
Durante décadas, a Fórmula 1 foi dominada por pilotos que precisaram acumular vários anos de experiência antes de conquistar o primeiro campeonato.
Antonelli modificou essa referência ao demonstrar que uma preparação estruturada desde a infância, combinada com talento e oportunidade, pode acelerar a chegada ao topo.
Sua conquista também revela a importância dos programas de desenvolvimento de pilotos mantidos pelas grandes equipes.
A Mercedes apostou em um talento ainda muito jovem, acompanhou sua formação e construiu as condições para que ele chegasse à Fórmula 1.
O resultado é uma das histórias mais marcantes da temporada de 2026.
A tecnologia e a estratégia por trás das vitórias
A Fórmula 1 contemporânea é muito mais do que uma disputa entre pilotos.
Cada corrida envolve decisões de engenharia, análise de dados, estudos de aerodinâmica, gerenciamento de energia, utilização de pneus e estratégias de paradas nos boxes.
Um campeonato mundial exige que todos esses elementos funcionem de maneira integrada.
A Mercedes demonstrou ao longo de 2026 possuir um conjunto competitivo, capaz de disputar vitórias em circuitos com características muito diferentes.
Essa versatilidade foi fundamental para a campanha de Antonelli.
Há pistas que exigem maior eficiência aerodinâmica, outras favorecem carros com melhor desempenho nas curvas de baixa velocidade, enquanto determinados circuitos valorizam a potência e a estabilidade em longas retas.
Além disso, mudanças climáticas podem alterar completamente o planejamento de uma equipe.
A chuva, a temperatura do asfalto, o desgaste dos pneus e a entrada do safety car são fatores capazes de modificar uma corrida em poucos segundos.
Por isso, a conquista de um campeonato não deve ser atribuída exclusivamente ao piloto ou ao carro.
Ela representa a combinação do talento humano com uma estrutura técnica de excelência.
Antonelli soube aproveitar essa estrutura e responder às exigências do campeonato com resultados que justificaram a confiança depositada em seu desenvolvimento.
Mercedes, Ferrari e Red Bull: a disputa continua
Mesmo com o título de pilotos definido, a temporada de 2026 permanece aberta em outras frentes.
A Mercedes ocupa a liderança do Campeonato Mundial de Construtores, mas a Ferrari ainda busca reduzir a diferença. A Red Bull, por sua vez, continua demonstrando sua capacidade competitiva, especialmente com Max Verstappen.
CLASSIFICAÇÃO APÓS O GP DO MÉXICO — 1º DE NOVEMBRO DE 2026
A diferença entre as equipes mostra que o campeonato de construtores ainda merece atenção.
Para a Mercedes, conquistar também esse título representaria a consagração de uma temporada excepcional.
Para a Ferrari, a recuperação no fim do campeonato seria importante tanto do ponto de vista esportivo quanto para o desenvolvimento do projeto técnico.
A Red Bull procura manter sua tradição de competitividade, enquanto as demais equipes buscam pontos, evolução e melhores posições no campeonato.
Nesse contexto, cada Grande Prêmio continua importante, mesmo depois da definição antecipada do campeão mundial.
A preocupação com a segurança nas etapas do Oriente Médio
Outro aspecto importante da reta final da temporada envolve a segurança das competições previstas para o Catar e Abu Dhabi.
As tensões geopolíticas no Oriente Médio levaram a Federação Internacional do Automóvel (FIA) e a direção da Fórmula 1 a acompanhar cuidadosamente as condições necessárias para a realização das provas.
Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, manifestou confiança na realização das etapas, mas deixou claro que a segurança dos profissionais envolvidos deve ser prioridade.
Pilotos, mecânicos, engenheiros, comissários, jornalistas, funcionários das equipes e integrantes da organização fazem parte de uma estrutura que mobiliza milhares de pessoas a cada corrida.
As provas continuam previstas para 29 de novembro, no Catar, e 6 de dezembro, em Abu Dhabi, embora a organização acompanhe a situação regional e mantenha alternativas de contingência.
O posicionamento reforça um princípio fundamental do esporte: nenhuma competição deve se sobrepor à preservação da integridade física das pessoas envolvidas.
A Fórmula 1 possui uma longa trajetória de aperfeiçoamento de seus protocolos de segurança.
A evolução dos carros, das barreiras de proteção, dos equipamentos utilizados pelos pilotos e das estruturas médicas demonstra que a modalidade procura aprender com sua própria história.
A preocupação com as condições externas aos autódromos representa mais um aspecto dessa responsabilidade.
Agora, o espetáculo chega a São Paulo
Depois de uma etapa histórica no México, a Fórmula 1 chega ao Brasil para disputar o Grande Prêmio de São Paulo, entre os dias 6 e 8 de novembro de 2026.
O palco será o Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos, um dos circuitos mais tradicionais do automobilismo mundial.
Localizado na zona sul da capital paulista, Interlagos reúne características que proporcionaram algumas das corridas mais emocionantes da história da categoria.
Seu traçado de 4,309 quilômetros, percorrido em sentido anti-horário, apresenta mudanças de elevação, curvas técnicas e setores que exigem equilíbrio entre velocidade e capacidade de aceleração.
A combinação de exigências mecânicas e habilidade de pilotagem faz de Interlagos um desafio especial para equipes e pilotos.
Além disso, as mudanças repentinas do clima paulistano frequentemente acrescentam um elemento de imprevisibilidade às corridas.
O circuito brasileiro já recebeu disputas memoráveis, decisões de campeonatos e apresentações de alguns dos maiores pilotos da história.
Para o público nacional, Interlagos possui um significado que ultrapassa o resultado esportivo.
O autódromo está ligado à trajetória de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Ayrton Senna e de outros grandes nomes que ajudaram a consolidar a relação do Brasil com a Fórmula 1.
A presença da categoria em São Paulo também movimenta o turismo, a rede hoteleira, os serviços, o comércio, o transporte e diferentes segmentos da economia.
Durante o fim de semana, a cidade recebe visitantes brasileiros e estrangeiros, ampliando sua projeção como sede de eventos internacionais de grande porte.
A programação oficial prevê treinos na sexta-feira, 6 de novembro, classificação no sábado, 7, e corrida no domingo, 8 de novembro, com largada às 14 horas, no horário de Brasília. Formula 1®+1
A expectativa agora é acompanhar o comportamento do novo campeão mundial em um circuito conhecido por exigir coragem, habilidade e capacidade de adaptação.
Antonelli chegará a Interlagos com a tranquilidade de quem já conquistou o principal objetivo da temporada, mas também com a responsabilidade de representar uma das equipes mais importantes da categoria.
Verstappen, Hamilton e os demais pilotos continuarão buscando vitórias, resultados expressivos e posições melhores na classificação.
O público brasileiro poderá acompanhar, portanto, não apenas mais um Grande Prêmio, mas a apresentação de uma nova geração de campeão em um dos cenários mais emblemáticos do automobilismo.
Uma nova geração assume o protagonismo
A conquista de Andrea Kimi Antonelli representa uma mudança de geração na Fórmula 1.
Ao longo de sua história, a categoria acompanhou diferentes períodos de domínio. Grandes pilotos construíram rivalidades, estabeleceram recordes e desenvolveram estilos próprios de condução.
Juan Manuel Fangio, Jim Clark, Jackie Stewart, Niki Lauda, Alain Prost, Ayrton Senna, Michael Schumacher, Fernando Alonso, Sebastian Vettel, Lewis Hamilton e Max Verstappen são alguns dos nomes que marcaram épocas distintas.
Cada geração enfrentou desafios diferentes.
Os carros evoluíram, as regras mudaram, os sistemas de segurança foram aprimorados e a tecnologia transformou profundamente o esporte.
Entretanto, uma característica permaneceu: a Fórmula 1 continua exigindo que seus protagonistas sejam capazes de ultrapassar limites.
Antonelli surge nesse cenário como representante de uma geração que cresceu cercada de simuladores, análise de dados, preparação física especializada e acompanhamento técnico desde as primeiras competições.
A formação desses pilotos é muito diferente daquela vivida pelos pioneiros da modalidade.
Hoje, jovens talentos passam por programas de desenvolvimento que integram preparação esportiva, mental, tecnológica e profissional.
O resultado é uma geração que chega à Fórmula 1 cada vez mais preparada.
Mas a tecnologia, por si só, não cria campeões.
É preciso inteligência para interpretar a corrida, capacidade de suportar a pressão, disciplina para seguir estratégias e coragem para decidir quando atacar ou preservar uma posição.
Foi essa combinação que Antonelli demonstrou durante 2026.
O futuro de um campeão que ainda tem muito a escrever
Aos 20 anos, Andrea Kimi Antonelli já conquistou algo que a maioria dos pilotos jamais alcançará.
Tornar-se campeão mundial de Fórmula 1 representa entrar para um grupo extremamente seleto de profissionais.
Mas sua carreira está apenas começando.
O desafio agora será manter a competitividade, enfrentar as novas exigências impostas pelos adversários e construir uma trajetória duradoura.
A história demonstra que conquistar o primeiro campeonato é uma tarefa difícil. Permanecer entre os melhores durante muitos anos exige uma combinação ainda maior de capacidade técnica, preparação, estabilidade emocional e evolução constante.
A Mercedes terá papel fundamental nessa continuidade.
A equipe precisará preservar sua capacidade de inovação, adaptar-se às mudanças regulamentares e oferecer ao jovem campeão as condições necessárias para enfrentar adversários experientes.
Antonelli, por sua vez, precisará administrar uma responsabilidade que cresce na mesma proporção de sua notoriedade.
A partir de agora, cada apresentação será observada sob uma nova perspectiva.
Ele deixa de ser apenas uma promessa e passa a ser uma referência.
Essa transformação faz parte do processo de amadurecimento dos grandes campeões.
O público, por sua vez, ganha a oportunidade de acompanhar uma carreira que poderá produzir novos capítulos importantes para o automobilismo mundial.
A Fórmula 1 continua escrevendo sua história
O Grande Prêmio do México de 2026 ficará registrado não apenas pela vitória de Max Verstappen, pela segunda colocação de Lewis Hamilton ou pelas disputas que marcaram a corrida.
Será lembrado, principalmente, como o dia em que um jovem italiano de 20 anos alcançou o topo do automobilismo mundial.
Andrea Kimi Antonelli representa o encontro entre talento, preparação, oportunidade e determinação.
Sua trajetória, iniciada no kart e desenvolvida nas categorias de formação, demonstra a importância de acreditar em novos talentos e oferecer condições para que possam evoluir.
A Fórmula 1 é feita de números, recordes, tecnologia e velocidade. Mas também é construída por histórias humanas, por sonhos que começam cedo e por conquistas que exigem anos de dedicação.
O México testemunhou o nascimento de um novo campeão.
São Paulo receberá esse campeão poucos dias depois, diante de um público que conhece profundamente a grandeza e a emoção do automobilismo.
E, enquanto os motores voltarem a acelerar em Interlagos, uma certeza acompanhará os torcedores: a história da Fórmula 1 não para de ser escrita.
O futuro chegou mais cedo. Seu nome é Andrea Kimi Antonelli.
Walter Westphal
Jornalista — Artigo especial para a São Paulo TV Broadcasting
Informações esportivas, resultados e datas conferidos com registros oficiais da Fórmula 1 e fontes especializadas em 3 de novembro de 2026. A data do anúncio de Antonelli como piloto titular foi corrigida para 31 de agosto de 2024; sua estreia aconteceu na temporada de 2025.
