
Secretários da nossa cidade de São Paulo: Silvia Grecco, a mãe que transformou o amor em missão pública e fortalece as políticas de inclusão na gestão Ricardo Nunes
À frente da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, Silvia Grecco compartilha sua trajetória de vida, a relação com o filho Nickollas e os avanços da inclusão na capital paulista. Em entrevista exclusiva à São Paulo TV Broadcasting, a secretária apresenta resultados, desafios e novos projetos para uma cidade mais acessível, humana e acolhedora.
Por Redação — São Paulo TV Broadcasting
Série Especial: Secretários da nossa cidade de São Paulo
23 de outubro de 2026 link entrevista ENTREVISTA ESPECIAL | SILVIA GRECCO, SECRETÁRIA MUNICIPAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA DE SÃO PAULO

Há histórias que ultrapassam os limites da vida pessoal e se transformam em verdadeiras missões de interesse público. A trajetória de Silvia Grecco, secretária municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo, é uma dessas histórias.
Nascida em Mauá, na região metropolitana paulista, em 1962, Silvia cresceu em uma família numerosa, sendo a caçula de nove irmãos. Desde a infância, conviveu com a realidade de pessoas em situação de vulnerabilidade social, acompanhando o trabalho de seus pais na assistência à população.
Seu pai ingressou na vida política no mesmo ano de seu nascimento, quando assumiu a Prefeitura de Mauá. Sua mãe desenvolveu um trabalho pioneiro na assistência social do município. Foi nesse ambiente que Silvia começou a compreender a importância da solidariedade, do acolhimento e da responsabilidade do poder público diante das necessidades da população.
Ao longo de sua trajetória, ocupou duas vezes a Secretaria de Assistência Social de Mauá, participou de iniciativas voltadas à proteção de crianças e adolescentes e esteve envolvida na formação dos primeiros mecanismos municipais de defesa dos direitos da infância.
Entretanto, foi a maternidade que acrescentou uma dimensão ainda mais profunda à sua missão.
Mãe de Márjori e Nickollas, Silvia encontrou na convivência com o filho Nickollas uma inspiração permanente para defender os direitos das pessoas com deficiência.
A história dos dois ganhou reconhecimento nacional e internacional pela maneira como Silvia passou a narrar partidas de futebol para o filho, que possui deficiência visual e é apaixonado pelo esporte.
Mais do que uma demonstração de amor, essa experiência tornou-se um símbolo da importância de assegurar às pessoas com deficiência o direito de participar plenamente da sociedade.
Da experiência pessoal à administração pública
Em 2021, Silvia Grecco recebeu do então prefeito Bruno Covas o convite para assumir a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo.
A escolha representou o reconhecimento de uma trajetória dedicada às causas sociais e à defesa da inclusão.
Após o falecimento de Bruno Covas, o prefeito Ricardo Nunes decidiu manter Silvia à frente da pasta, dando continuidade ao trabalho e ampliando sua estrutura de atuação.
Segundo a secretária, uma das transformações mais importantes ocorreu com a ampliação do orçamento, que passou de R$ 14 milhões para R$ 136 milhões.
Esse crescimento possibilitou o desenvolvimento de novos serviços, programas e equipamentos públicos destinados à população com deficiência.
Entre os principais projetos está o Centro Municipal para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista, inaugurado em abril de 2025, em Santana, na Zona Norte.
Com uma estrutura de 5.800 metros quadrados, o equipamento oferece atividades voltadas ao desenvolvimento, à autonomia, à convivência e ao fortalecimento das famílias.
De acordo com os dados apresentados pela secretária, o Centro TEA atende atualmente 1.540 pessoas e alcançou nota média de satisfação de 9,61 em pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas.
Outro projeto importante é a Casa Mãe Paulistana, criada para oferecer acolhimento, apoio psicológico, orientação e oportunidades de desenvolvimento às mães, aos pais e aos cuidadores de pessoas com deficiência.
A gestão também trabalha na ampliação dos serviços de acessibilidade, empregabilidade, tecnologia assistiva, cultura e participação social.

Uma cidade que precisa incluir todos
São Paulo possui aproximadamente 1,2 milhão de pessoas com deficiência, segundo os números apresentados pela secretária.
Em uma metrópole com dimensões e desafios tão expressivos, assegurar acessibilidade não significa apenas construir rampas, adaptar equipamentos ou oferecer transporte adequado.
Significa também combater o preconceito, ampliar oportunidades, reconhecer capacidades e garantir que cada cidadão tenha condições de desenvolver seus talentos e realizar seus projetos de vida.
Silvia Grecco destaca que uma das principais barreiras ainda enfrentadas pelas pessoas com deficiência é a chamada barreira atitudinal, relacionada ao comportamento da sociedade.
Para ela, a inclusão precisa fazer parte das políticas públicas, mas também das relações humanas e da maneira como as pessoas convivem diariamente.

Entrevista exclusiva à São Paulo TV Broadcasting
Nesta edição da série especial “Secretários da nossa cidade de São Paulo”, a São Paulo TV Broadcasting apresenta uma entrevista com Silvia Grecco sobre sua infância, a maternidade, sua trajetória na administração pública e os programas desenvolvidos pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência na gestão do prefeito Ricardo Nunes.
A secretária também apresenta os projetos previstos até 2028, os resultados dos serviços municipais e uma mensagem de esperança às famílias e às pessoas com deficiência.
A seguir, a entrevista concedida à São Paulo TV Broadcasting.
ENTREVISTA — SILVIA GRECCO
1. Como foi sua infância em Mauá, sua formação e sua vida familiar? Quais pessoas e experiências influenciaram seus valores e sua vocação para o trabalho social?
Sou a filha caçula de nove irmãos, fui criada pelo meu pai e pela minha mãe com muito sacrifício. Meu pai também ingressou na vida política no ano em que nasci, em 1962, quando foi prefeito. E minha mãe fez a primeira assistência social do município de Mauá. Então, eu brinco que o meu berço — e, na verdade, não é uma brincadeira, é uma realidade — ficava dentro da assistência social.
Ali foram os meus primeiros contatos com a vulnerabilidade social. Cresci trabalhando com isso. Por isso, fui secretária de Assistência Social por duas vezes na cidade e sempre trabalhei com essa área. Trabalhei com instituições de caridade na época, com abrigos para crianças vítimas de maus-tratos.
Participei do Conselho da Criança e do Adolescente na criação da lei. Fui presidente do primeiro Conselho Tutelar, da eleição do primeiro Conselho Tutelar. Então, a minha vida sempre foi pautada por valores e trabalhos sociais.
Acho que isso também foi uma fonte de inspiração quando o Nickollas nasceu na minha vida e, aí, comecei a enxergar também a causa da pessoa com deficiência.

2. Como a maternidade e a história com Nickollas transformaram sua visão sobre inclusão, acessibilidade e direitos? Quais ensinamentos seu filho trouxe à sua vida?
A maternidade sempre foi um sonho na minha vida. Sou mãe de dois filhos: a Márjori, que nasceu do meu ventre, e o Nickollas, que nasceu no coração. Ambos são filhos que trazem desafios no dia a dia, mas a convivência com a pessoa com deficiência nos traz um olhar diferenciado sobre a vida, com mudanças de valores. Tenho que dizer sempre que aprendo muito mais com o meu filho do que ensino para ele.
É muito importante entender que as pessoas com deficiência não precisam ser dignas de dó ou piedade, elas precisam de oportunidades. Como o próprio nome diz, pessoa com deficiência: a pessoa vem antes da deficiência.
O Nickollas veio mudar muitas visões da minha vida e fazer com que essa causa se tornasse uma bandeira de luta minha, dele, da minha família e das pessoas que convivem com a gente. Aliás, me parece que as pessoas conseguem entender melhor essa realidade a partir do momento em que convivem com uma pessoa com deficiência.
Muitas vezes, a sociedade não está preparada, mas isso acontece porque falta essa experiência de convivência e de compreensão das necessidades dessas pessoas na busca pelos seus direitos. Então, devo dizer que a inclusão do meu filho na vida social me fez enxergar tudo de maneira diferente. Garantir acessibilidade e direitos é uma luta que vou carregar para o resto da minha vida.
3. Quais foram os maiores desafios enfrentados em sua trajetória na assistência social em Mauá? O que aprendeu sobre as necessidades das famílias em situação de vulnerabilidade?
A questão das famílias em situação de vulnerabilidade social é uma grande realidade também nos grandes centros. E, na cidade onde morei, Mauá, não era diferente. Essas famílias precisam muito de acolhimento e também de oportunidades.
Quando a pessoa está em uma situação de vulnerabilidade, ela fica muito frágil. E essa fragilidade pode, muitas vezes, trazer outros tipos de transtornos. Por isso, sempre acho que o cuidado, o acolhimento, uma palavra de solidariedade e, às vezes, até um abraço podem fazer a diferença.
Mas o que a gente precisa fazer sempre é reconhecer a importância das políticas públicas para acolher essas pessoas. Isso é fundamental. O poder público tem a obrigação de desenvolver cada vez mais políticas públicas, tanto de transferência de renda, porque isso é importante em situações emergenciais, quanto de promoção da autonomia, por meio da empregabilidade, para que essas pessoas também possam conquistar sua autonomia e exercer plenamente sua cidadania.
4. Como recebeu o convite do então prefeito Bruno Covas para assumir a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, em 2021? Quais foram suas primeiras prioridades e como avalia a continuidade desse trabalho na gestão do prefeito Ricardo Nunes?
O prefeito Bruno Covas fez um convite muito especial para que eu assumisse uma secretaria de tanta relevância e importância. Um ano antes, eu já havia assumido a Secretaria da Pessoa com Deficiência na cidade de Santo André. Mas foi um ano de pandemia, então não foi possível realizar tantas ações, porque estava tudo fechado. Naquele momento, fizemos mais planejamentos do que propriamente ações.
Quando o Bruno Covas me convidou, perguntei se ele tinha certeza daquele convite, porque, embora eu já tivesse uma grande experiência na administração pública, ele estava convidando uma mãe para assumir esse posto. E ele me disse que justamente por isso queria que eu assumisse, porque tinha certeza de que eu teria um olhar muito importante para a nossa causa.
Mais tarde, com o falecimento do Bruno Covas, o prefeito Ricardo Nunes me manteve no cargo. Fizemos uma reunião para conversar sobre as condições de trabalho na Secretaria. Eu disse a ele que o lugar das políticas públicas para as pessoas com deficiência era dentro do orçamento e que tínhamos muitas ideias e políticas importantes para implementar na cidade de São Paulo. Foi quando apresentamos um plano audacioso, que foi aprovado, e o orçamento passou de R$ 14 milhões para R$ 136 milhões.
Isso permitiu que a Secretaria deixasse de ser apenas uma secretaria-meio e passasse a desenvolver muitas atividades. Pudemos construir o primeiro Centro TEA da América Latina, em uma área de 5.800 m², além de desenvolver tantas outras políticas voltadas à promoção do desenvolvimento e à garantia dos direitos das pessoas com deficiência.
E o mais importante: nada sobre nós sem nós. Sempre buscamos ouvir tanto as mães quanto as próprias pessoas com deficiência, considerando suas diferentes necessidades, para atender às demandas da cidade, que tem 1,2 milhão de pessoas com deficiência.

5. Como funciona o Centro Municipal para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista, quais resultados já foram alcançados e quais são os planos para ampliar esse atendimento?
O Centro TEA é um espaço voltado ao desenvolvimento, à autonomia e à convivência das pessoas com autismo e de seus familiares.
Atendemos pessoas a partir dos seis anos de idade, de diferentes faixas etárias, de adolescentes a idosos, com atividades de cultura, esporte, formação profissional, trabalho, empreendedorismo e bem-estar, com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar.
Um diferencial é que o acolhimento não se limita à pessoa com autismo. Enquanto ela participa das atividades, seus familiares também recebem apoio, orientação e oportunidades de convivência. Sabemos que oferecer suporte às famílias é fundamental para que elas também tenham qualidade de vida.
Inaugurado em abril de 2025, em Santana, na Zona Norte, o Centro TEA é o primeiro equipamento desse modelo na América Latina. Os resultados também demonstram a importância desse serviço.
Atualmente, atendemos 1.540 pessoas com autismo. Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas apontou nota média de satisfação geral de 9,61. Além disso, 91,8% dos frequentadores afirmam que o Centro atende às suas necessidades, e 75% percebem uma contribuição muito significativa para seu desenvolvimento.
Até 2028, vamos entregar mais três unidades: uma em Itaquera, na Zona Leste, onde as obras já estão em andamento; uma no Butantã, na Zona Oeste; e outra na Zona Sul.
6. Como surgiu a Casa Mãe Paulistana, em Itaquera? Quais serviços são oferecidos e como a Secretaria pretende ampliar o apoio às mães e cuidadoras?
A Casa Mãe Paulistana surgiu de uma necessidade que conhecemos de perto: muitas mães, pais, cuidadores e responsáveis por pessoas com deficiência dedicam grande parte do seu tempo ao cuidado de seus familiares e acabam deixando seus próprios sonhos, sua saúde e seus projetos de vida em segundo plano. Por isso, criamos, em Itaquera, na Zona Leste, um espaço dedicado a acolher e cuidar de quem cuida.
Na Casa, oferecemos apoio psicológico, orientação social e jurídica, atividades de bem-estar, oficinas, formação e oportunidades de desenvolvimento pessoal e empreendedorismo. Queremos que essas pessoas encontrem um espaço de escuta, acolhimento e troca de experiências, mas também possam desenvolver habilidades, fortalecer sua autonomia e ampliar suas possibilidades profissionais.
A unidade de Itaquera foi a primeira, e uma nova Casa Mãe Paulistana será inaugurada em Campo Limpo, na Zona Sul, em dezembro deste ano. Até 2028, também serão entregues outras duas unidades, nas zonas Norte e Oeste.
7. Quais avanços já foram conquistados e quais desafios ainda existem para tornar São Paulo mais acessível em suas calçadas, no transporte, nos equipamentos públicos, nos serviços digitais, na cultura e no lazer? Quais ações concretas estão em andamento?
Somos uma cidade enorme, com realidades diferentes entre as regiões, e temos avançado na promoção da acessibilidade nas calçadas, no transporte, nas edificações, na comunicação e no acesso aos serviços públicos.
Para mim, uma das maiores barreiras ainda é a atitudinal. Precisamos combater o preconceito, a discriminação e o capacitismo. Muitas vezes, a pessoa com deficiência tem condições de realizar uma atividade, mas não recebe a oportunidade. A acessibilidade não se resume a uma rampa ou a um elevador. Ela também está na maneira como recebemos, atendemos e convivemos com as pessoas.
Na mobilidade, contamos com serviços como o Atende+, o Bilhete Único Especial da Pessoa com Deficiência e iniciativas voltadas à acessibilidade no transporte coletivo. Nos equipamentos públicos, a Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) e a Coordenadoria de Acessibilidade e Desenho Universal contribuem para a avaliação de projetos e a promoção de ambientes acessíveis.
Até 2028, também vamos implantar 200 salas de regulação sensorial em equipamentos municipais. Esses espaços oferecem acolhimento durante momentos de crise, auxiliando na regulação sensorial e emocional de pessoas com necessidades específicas, como pessoas neurodivergentes.
Nos serviços digitais, temos o Selo de Acessibilidade Digital, que reconhece plataformas que atendem aos critérios de acessibilidade, como os portais da Prefeitura de São Paulo. A CPA também ampliou sua atuação com a CPA Digital, fortalecendo as ações voltadas à acessibilidade nesse ambiente.
No acesso ao trabalho, temos o Contrata SP – Pessoa com Deficiência, um mutirão de empregabilidade que aproxima candidatos e empresas, oferecendo oportunidades de emprego e processos seletivos em diferentes áreas.
Também temos o Inclui Sampa nos Bairros, que leva serviços gratuitos da Prefeitura para diferentes regiões da cidade, facilitando o acesso das pessoas com deficiência e de seus familiares a atendimentos em diversas áreas. Em maio de 2026, a iniciativa chegou à 10ª edição, reunindo diversos serviços em um único local.
Na cultura e no lazer, queremos ir além de garantir acessibilidade aos eventos. Queremos que as pessoas com deficiência sejam protagonistas, na plateia, no palco e nos bastidores. Isso se reflete em iniciativas como a FLIPED, a Academia de Artistas com Deficiência, o Carnaval Inclusivo, o Festiva e o Sem Barreiras, além de parcerias com grandes eventos, como The Town e Lollapalooza.
8. Como a Secretaria utiliza tecnologias, recursos de acessibilidade e parcerias para ampliar a autonomia das pessoas com deficiência? Quais projetos inovadores estão previstos?
Temos iniciativas que fazem diferença no dia a dia das pessoas com deficiência. Um exemplo é a Central de Intermediação em Libras (CIL), que facilita a comunicação entre pessoas surdas e ouvintes durante o atendimento em serviços públicos, por meio de videochamadas com intérpretes de Libras. O serviço pode ser acessado pelo aplicativo para celular e também conta com postos de atendimento presencial em equipamentos públicos. É um trabalho do qual temos muito orgulho e que recebeu reconhecimento internacional pela ONU.
Outro exemplo é a Paraoficina Móvel, que percorre diferentes regiões da cidade e oferece gratuitamente manutenção e reparos em cadeiras de rodas e outros equipamentos de locomoção. Já realizamos mais de 35 mil reparos e, em 2026, ampliamos o serviço com uma segunda van. Isso permite alcançar mais pessoas e contribui para a segurança, a mobilidade e a autonomia no dia a dia.
Também contamos com a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo (CIPTEA), que facilita a identificação e o acesso aos direitos das pessoas com autismo. São diferentes iniciativas que utilizam recursos de acessibilidade e serviços públicos para aproximar direitos da população.
9. Quais realizações considera mais importantes em sua gestão? Como o edital de fomento de 2026 poderá fortalecer organizações e projetos de inclusão? Que legado gostaria de deixar?
Considero que uma das principais realizações da nossa gestão foi ampliar o espaço das políticas públicas para pessoas com deficiência na cidade de São Paulo. Antes, a Secretaria atuava principalmente na articulação com outras áreas da Prefeitura. Hoje, além desse trabalho, contamos com serviços próprios que oferecem atendimento direto à população.
Outro ponto fundamental é o fortalecimento das organizações da sociedade civil. Essas instituições conhecem de perto as necessidades das pessoas com deficiência e de suas famílias e desenvolvem um trabalho essencial nos territórios. Por meio dos editais de fomento, apoiamos projetos voltados à inclusão, à autonomia e à cidadania.
Temos a previsão de apoiar até 15 instituições por ano, com repasses de até R$ 200 mil por projeto.
O legado que gostaria de deixar é o de uma cidade mais inclusiva, em que as pessoas com deficiência tenham acesso aos serviços, às oportunidades e a todos os espaços da sociedade. Quero que as políticas públicas que estamos construindo tenham continuidade e sejam ampliadas. E acredito que isso só é possível com a participação das próprias pessoas com deficiência, de suas famílias e das organizações que atuam nessa área. Como sempre defendemos, nada nada sobre nós sem nós.
10. Que mensagem de esperança, coragem, acolhimento e respeito gostaria de transmitir às pessoas com deficiência, às mães, aos cuidadores e a todos os paulistanos?
Eu gostaria de deixar uma mensagem de respeito, esperança e, principalmente, de oportunidades.
Quando penso no Nickollas, meu filho, reconheço um jovem que tem sonhos, desejos, capacidades e muita vontade de viver. E é assim que precisamos reconhecer todas as pessoas com deficiência. A deficiência faz parte da diversidade humana, mas não define quem uma pessoa é.
Às mães, aos cuidadores e às famílias, quero dizer que continuem acreditando no potencial de seus filhos e familiares e que saibam que não estão sozinhos. Sei que existem desafios, e por isso é tão importante que essas famílias encontrem acolhimento, apoio e oportunidades para seguir em frente.
Às pessoas com deficiência, quero reafirmar que vocês têm direitos, têm voz e devem ocupar todos os espaços da sociedade. Todas as pessoas precisam ter a oportunidade de fazer suas próprias escolhas, desenvolver suas capacidades e realizar seus sonhos.
Também deixo um convite à população paulistana: que cada um faça sua parte, respeitando as diferenças, combatendo o preconceito e oferecendo oportunidades. A inclusão não acontece apenas por meio das leis e das políticas públicas. Ela também depende das nossas atitudes e da maneira como convivemos com as outras pessoas.
Meu desejo é que São Paulo seja uma cidade onde a deficiência nunca seja motivo para alguém deixar de realizar seus sonhos.
Eu tenho uma frase que diz que as pessoas com deficiência precisam ser amadas, respeitadas e incluídas. Hoje, vou modificar essa frase e dizer que as pessoas com deficiência da cidade de São Paulo são amadas, respeitadas e incluídas.

A São Paulo TV Broadcasting agradece à secretária Silvia Grecco e à equipe da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência pela participação nesta edição especial e pela colaboração com a informação pública e a cidadania.
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