
Márlon Reis leva a trajetória da Ficha Limpa às urnas e se apresenta ao eleitor paulista em 2026
Ex-juiz e um dos articuladores da Lei da Ficha Limpa disputa uma vaga de deputado federal por São Paulo e leva ao debate temas como integridade pública, reforma política e mudanças no Judiciário
Da Redação — São Paulo TV
Em uma eleição marcada pela disputa por espaço no Congresso Nacional, algumas candidaturas chegam às urnas acompanhadas de uma trajetória diretamente relacionada às próprias regras do jogo eleitoral. É o caso de Márlon Reis, advogado, ex-juiz e um dos principais nomes ligados à criação e mobilização pela Lei da Ficha Limpa.
Sua trajetória pública está fortemente associada ao debate sobre combate à corrupção eleitoral, inelegibilidades, transparência e aperfeiçoamento das instituições brasileiras.
Márlon Reis foi magistrado por cerca de duas décadas e esteve entre os protagonistas do movimento da sociedade civil que levou à aprovação da Lei Complementar nº 135/2010, conhecida nacionalmente como Lei da Ficha Limpa.
A legislação nasceu de uma ampla mobilização popular e estabeleceu novas hipóteses de inelegibilidade para candidatos. Desde então, tornou-se uma das principais referências do debate brasileiro sobre os requisitos éticos e jurídicos para o exercício de cargos eletivos.
Mas sua atuação pública não ficou restrita à Ficha Limpa.
Ao longo dos anos, Reis passou a defender mudanças mais amplas no sistema político e eleitoral, além de participar do debate sobre o funcionamento do Poder Judiciário, conflitos de interesses, transparência institucional e mecanismos de controle da vida pública.
Agora, ele próprio se apresenta ao eleitor e se submete às regras, ao debate público e, sobretudo, à decisão soberana das urnas.

Um diálogo que antecede as urnas
A São Paulo TV registra ainda um aspecto importante de sua relação com a imprensa.
A dois dias de os eleitores fazerem sua opção nas urnas, é importante lembrar que Márlon Reis esteve entre os candidatos que, ao longo do processo eleitoral, se mostraram disponíveis para conversar com a São Paulo TV, apresentar suas posições e participar do debate jornalístico.
Essa disposição ao diálogo merece ser registrada não como manifestação de apoio eleitoral, mas como reconhecimento da importância de candidatos estarem acessíveis à imprensa e, por consequência, à sociedade.
Para um veículo de comunicação, abrir espaço ao contraditório, ouvir diferentes posições e permitir que candidatos apresentem suas ideias faz parte da missão jornalística. Da mesma maneira, a disponibilidade dos postulantes para responder perguntas e enfrentar o debate público contribui para que o eleitor tenha mais elementos para formar sua própria opinião.
No caso de Márlon Reis, existe ainda uma circunstância particular: durante grande parte de sua vida profissional, ele esteve do outro lado dessa discussão, analisando e propondo regras para aqueles que desejavam disputar eleições.
Agora é ele quem está diante do eleitor.
Sua candidatura permite, portanto, uma pergunta legítima: o conhecimento acumulado por alguém que participou da construção da Lei da Ficha Limpa e dedicou anos ao estudo do sistema eleitoral pode ser transformado em atuação parlamentar?
A resposta não pertence à imprensa, aos partidos ou aos analistas.
Pertence exclusivamente ao eleitor.
À São Paulo TV cabe apresentar trajetórias, propostas, posições e fatos, mantendo suas portas abertas ao diálogo democrático com candidatos das diferentes correntes políticas.
Neste momento decisivo da eleição, Márlon Reis chega às urnas carregando uma marca que dificilmente pode ser dissociada de sua biografia pública: sua participação na história da Lei da Ficha Limpa.
Agora, depois de tantos anos discutindo as regras da democracia representativa brasileira, ele coloca o próprio nome à disposição da sociedade.
No domingo, como determina a democracia, será o eleitor quem dará a palavra final.
Da Redação — São Paulo TV
